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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mundo dobra uso de água subterrânea em quatro décadas

A humanidade se tornou uma usuária tão sedenta das águas subterrâneas do planeta que essa exploração pode ser responsável por um quarto do aumento anual do nível dos oceanos. O dado vem de um artigo aceito para publicação na revista científica “Geophysical Research Letters”.

Nele, uma equipe liderada por Marc Bierkens, da Universidade de Utrecht (Holanda), traça um mapa não muito animador do estado das reservas subterrâneas mundo afora.

Usando estatísticas e simulações de computador sobre a entrada e saída de água dos lençóis freáticos, Bierkens e companhia estimam que a exploração de água doce subterrânea mais do que dobrou dos anos 1960 para cá, passando de 126 km3 para 283 km3 por ano, em média.

A questão, lembram os pesquisadores, é que ainda não dá para saber o preço exato da brincadeira, porque ninguém tem dados precisos sobre a quantidade de água subterrânea no mundo. Mas, a esse ritmo, se tais reservas fossem equivalentes aos célebres Grandes Lagos dos EUA e Canadá, essa fonte de água seria esgotada em 80 anos.

De qualquer maneira, a preocupação se justifica porque, de acordo com estimativas, 30% da água doce da Terra está no subsolo.

Com exceção das calotas polares – as quais ninguém em sã consciência gostaria de derreter, já que os efeitos sobre os mares e o clima seriam imensos -, trata-se da principal fonte de água potável do mundo. Rios e lagos na superfície são só 1% do total.

Beberrões – Algumas regiões são especialmente beberronas, mostra a pesquisa. Não por acaso, são centros de grande produção agrícola em áreas naturalmente já não muito chuvosas: noroeste da Índia, nordeste da China e do Paquistão, Califórnia e meio-oeste americano. A exploração desenfreada afeta principalmente, como seria de esperar, os agricultores mais pobres.

Segundo Bierkens, a água que sobrar “vai acabar ficando num nível tão baixo que um fazendeiro comum, com sua tecnologia normal, não vai mais conseguir alcançá-la”.

Ao trazer para a superfície quantidades portentosas do líquido, a exploração sem muito controle aumenta a evaporação e, consequentemente, a precipitação em forma de chuva, o que acaba favorecendo o aumento do nível dos mares ligado ao uso dos aquíferos do subsolo.

Embora a pesquisa não aborde diretamente a situação brasileira, o país tem razões de sobra para se preocupar com a situação dos aquíferos subterrâneos.

O interior brasileiro abriga, por exemplo, a maior fração do aquífero Guarani, gigantesca reserva com 1,2 milhão de km2.

Hoje, 75% dos municípios do interior paulista precisam usar as águas do aquífero para seu abastecimento. No caso de Ribeirão Preto, uma das principais cidades do Estado, essa dependência é total.

(Fonte: Reinaldo José Lopes/ Folha.com)

Caixas de leite viram castelo





Um castelo foi feito com 50 mil embalagens Longa Vida usadas em um evento na Espanha. Excelente exemplo de como obter material para reciclagem
Desenvolvido por estudantes da Faculdade de Arquitectura de Granada (Granada Architectural's College), o castelo de caixinhas de leite foi construído exclusivamente com dezenas de milhares de embalagens Longa Vida vazias, reunidos por mais de 5.000 crianças das escolas primárias.
As três escolas que reuniram o maior número de caixas de leite ganharam medalhas e assistiram à cerimónia de inauguração, apreciando em primeira mão o resultado de seus esforços.
O castelo de 29 metros de comprimento, 14 metros de largura e 7 metros de altura foi reconhecido pelo Guinness Book of Records como a maior escultura já feita com materiais reciclados. O bacana é que o recorde havia sido quebrado semanas antes, o que mostra que essas iniciativas estão se espalhando pelo mundo.
Após o evento, as caixinhas Longa Vida foram recolhidas para reciclagem pela Resur Granada, empresa de tratamento de resíduos.
A empresa foi muito esperta juntando mobilização social, conscientização ambiental e material para reciclagem, de maneira não convencional.

fonte para referência: www.odditycentral.com
http://www.setorreciclagem.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=1139

Só 36% da população mundial com Aids tem acesso a tratamento

Apenas um terço da população mundial com HIV tem acesso a remédios para o tratamento da Aids, apesar de nos últimos anos a situação ter melhorado em alguns países de renda baixa e média.
Financiamento se estagnou por causa da crise econômica mundial

Em um relatório conjunto da Unaids (programa da ONU para a Aids), Unicef e Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado nesta terça-feira (28) em Genebra, as entidades alertaram que as metas impostas em 2006, quando os países das Nações Unidas se comprometeram a universalizar o acesso à prevenção e ao tratamento até o ano de 2010, são de conquista “improvável”.

No final de 2009, 5,2 milhões de adultos e crianças recebiam tratamento contra o HIV no mundo, em contraste com os 4 milhões assistidos um ano antes, o que configura um aumento da cobertura dos infectados de 28% a 36% – pouco mais de um terço da população mundial afetada.

No entanto, apesar dos resultados encorajadores dos últimos anos, diz o relatório, o financiamento se estagnou no período atual por causa da crise econômica mundial e, por isso, apela aos países, doadores e organismos que apoiam a causa a seguir contribuindo.

“Muitos países demonstraram que se pode universalizar o acesso”, disse em Genebra Hiroki Nakatani, diretor para o HIV, tuberculose e malária da OMS. Ele destacou que 15 países, entre eles Botsuana e África do Sul, elevaram a distribuição de antirretrovirais para 80% das mulheres grávidas portadoras do vírus.

Além disso, oito países, entre eles Cuba, Camboja e Ruanda, alcançaram o acesso universal para o tratamento dos adultos.

“No entanto”, continuou Nakatani, “continua sendo um compromisso inacabado e devemos aumentar os esforços para os próximos anos”.

Assim, ele anunciou que o objetivo de 2010 será adiado para 2015, e que, embora a estagnação dos financiamentos tenha deixado desacelerado o processo, o progresso em regiões como a África Subsaariana – a mais afetada pelo HIV -, com um aumento da cobertura do tratamento de 32% para 41% em um ano, “oferece esperança”.

No campo da prevenção, 67 milhões de pessoas em 100 países se submeteram a um teste de diagnóstico de HIV em 2009, um aumento considerável com relação ao ano passado, embora, reza o relatório, seja “insuficiente”.

De acordo com os dados da África Subsaariana, menos de 40% das pessoas portadoras do vírus HIV conhece seu estado sorológico.

Em contraste com estes números negativos, aumentou o número de países de renda baixa e média que iniciaram atividades de prevenção destinadas a grupos da população com maior risco de infecção, como os consumidores de drogas injetáveis, os profissionais do sexo e os homossexuais.

O relatório pondera que existem múltiplos obstáculos legais e socioculturais que impedem ou dificultam a utilização dos serviços de atendimento sanitário pelos consumidores de drogas injetáveis, os profissionais do sexo e os homossexuais e, portanto, recomenda a eliminação das leis punitivas ainda vigentes a respeito.

Outro problema grave, acrescenta o documento, é a ausência de garantias a respeito do sangue disponibilizado para transfusões nos países menos desenvolvidos, e menciona que só 48% das doações sanguíneas destes países foram submetidas a exames de detecção de qualidade, contra 99% nos países ricos.

Quanto às mulheres grávidas com HIV, um recorde de 59% tiveram acesso aos antirretrovirais em 2009, embora “a cada dia mais de mil crianças sejam contaminadas antes de nascer, durante o parto ou a lactação”, alerta Jimmy Kolker, diretor de HIV do Unicef.

A permanência dessas e de outras barreiras eleva o número mundial de infectados pelo HIV a 33,4 milhões de pessoas, uma quantidade que coloca um “desafio para a saúde pública” em termos de abastecimento e disponibilidade de tratamentos, segundo o relatório.

“Estamos no caminho correto, mas necessitamos de pelo menos US$ 10 bilhões para alcançar ótimos resultados”, acrescenta Paul De Lay, diretor da Unaids, e apelou aos doadores para que aumentem suas contribuições na conferência de Nova York do Fundo Global para a Aids da próxima semana.

(Fonte: G1)

Brasil ganha prêmio internacional em concurso de jovens cientistas da UE

Os projetos procedentes da República Tcheca, Polônia e Hungria conquistaram os primeiros prêmios da 22ª edição do concurso da União Europeia (UE) para jovens cientistas, que começou no dia 26 de setembro e terminou hoje em Lisboa, informou a organização.

O júri, composto por 18 cientistas renomados, avaliou também o trabalho sobre a utilização do fungo Aspergillus Níger para tratamento de tintas, do brasileiro William Lopes, que obteve o prêmio Internacional, dedicado ao melhor entre os países não pertencentes aos 27 estados-membros da UE.

Os vencedores, que embolsarão 7 mil euros cada, foram o projeto tcheco sobre as nanopartículas de CO2 – aplicável na pesquisa de armazenamento dos gases efeito estufa -, o polonês com um estudo sobre as formigas cinerea e o húngaro sobre educação científica.

“Jovens como estes contribuem para moldar o futuro e acho que estamos em boas mãos”, declarou a comissária europeia para Investigação, Inovação e Ciência, Máire Geoghegan Quinn na cerimônia de encerramento.

Após quatro dias, o museu da Eletricidade da capital portuguesa acolheu 85 projetos de 124 jovens, entre 14 e 21 anos, provenientes de 37 países, 27 da UE e dez convidados, entre eles Brasil, Estados Unidos, Canadá, Israel e China.

Entre os latinos-americanos, se destacou o brasileiro Lopes, um jovem pesquisador de 20 anos, natural de Novo Hamburgo (Rio Grande do Sul). Seu projeto premiado sobre utilização do fungo Aspergillus Níger tem como objetivo baratear o processo de coloração de tecidos como o couro e foi bem-recebido pelo público.

“É uma iniciativa amiga do meio ambiente e mais barata. Já tem várias empresas interessadas”, disse Lopes à Agência Efe.

O concurso de Jovens Cientistas da UE, impulsionado pela Comissão Europeia (CE-órgão executivo da UE), começou em 1989 e visa promover a cooperação internacional e estimular novos talentos.

(Fonte: Portal Terra)

Cidade do futuro, Masdar City tem energia 100% renovável

Um projeto arquitetônico grandioso promete transformar as dunas de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, no modelo de cidade do futuro. Batizada de Masdar City, a construção tem a sustentabilidade como foco e promete ser isenta de emissões de CO2. Para isso, contará com tudo que o conhecimento humano e o dinheiro dos maiores petroleiros árabes podem conseguir, como tecnologia de ponta e investimento da casa dos US$ 22 bilhões.

Segundo o responsável pelo projeto, o renomado arquiteto inglês Norman Foster, o resultado de tanto empenho será uma cidade com matriz energética 100% renovável, uso exclusivo de transporte público, refrigeração natural dos edifícios e ruas da cidade baseada na arquitetura árabe tradicional, e até documentação dos habitantes totalmente digital para evitar o uso de papel.

Por ironia ou não, o projeto, resultado de uma parceria do governo local com os sultões do “ouro negro” dos Emirados Árabes, visa ser um modelo que ajude a preparar o país para a era pós-petróleo, na qual o mundo terá que se adaptar em todas as esferas de produção e consumo.

Mas será que a cidade ultra-sustentável será mesmo um modelo possível de ser reaplicado em todo o mundo? Para o crítico em arquitetura do jornal New York Times, Nicolai Ouroussoff, o projeto não passa de uma “Disneylândia” verde. Em um artigo publicado no jornal de domingo, 26 de setembro, Ouroussoff falou sobre as impressões de sua visita ao projeto, que já está pronto para receber os primeiros moradores.

Para Ouroussoff, a cidade não é apenas uma miragem futurista e tem muitos pontos positivos, como a integração entre tecnologias de última geração e o design antigo das cidades árabes, inserida em uma sociedade que convive com o tradicional e o moderno diariamente. “Uma visão que, a princípio, transborda esperança”, afirma.

Mas basta ser analisado mais profundamente para que o projeto comece a revelar seus pontos fracos. Segundo a questão levantada por Ouroussoff, a aparente “sustentabilidade” de Masdar City pode estar fadada a permanecer presa na areias de Abu Dhabi, e inacessível ao resto da humanidade.”O projeto reflete uma mentalidade de condomínios fechados que tem se espalhado pelo mundo como um câncer durante décadas. Sua pureza utópica e seu isolamento da vida das cidades reais estão fundamentados na crença, ao que me parece aceita pela maioria das pessoas hoje, de que a única maneira de criar uma comunidade verdadeiramente harmoniosa, verde ou não, é isolando-a do mundo em geral”.

Para o colunista ambiental da revista TIME, Bryan Walsh, se Masdar só puder ser sustentável caso permaneça isolada do resto do mundo, nunca será mais do que uma “experiência agradável”. Ele lembrou que mais de metade da população mundial, cerca de 3,3 bilhões, vive em cidades – um número que deverá subir para cerca de cinco bilhões até 2030.

Além disso, a maioria dessas pessoas estará vivendo em megacidades de países pobres ou em rápido desenvolvimento, como Lagos ou Karachi, onde é difícil imaginar o tipo de controle social que existe em Masdar.

Ainda que afirme saber que a visão de Foster não seja essa, Ouroussoff defende que a cidade árabe é uma representação de um fenômeno global que tem divido o mundo em guetos, onde questões como a sustentabilidade pouco importa. Para ele, essa tendência surgiu na década de 1970, quando a noção de que um planejamento pensativo poderia melhorar a vida de pessoas em todo o mundo.

“Com isso, as classes rica e média instruída tem encontrado cada vez mais conforto em se isolar em uma variedade de mini-utopias. Isso levou não apenas à proliferação de condomínio fechados suburbanos, como também à transformação dos centros de cidades como Paris e Nova York em parque de diversões para turistas e ricos. Masdar é a culminação desta tendência: uma sociedade auto-suficiente, levantada sob um pedestal e fora do alcance da maioria dos cidadãos do mundo.”

(Fonte: Portal Terra)

Unesco estuda impacto de climas extremos sobre economia

Agência da ONU analisa efeitos de inundações, secas e ciclones na estabilidade sócio-econômica de regiões inteiras.


A Unesco está organizando um workshop para analisar o impacto de eventos climáticos extremos na estabilidade social e econômica de regiões. O evento vai até o dia 29 de setembro e pretende, também, estudar a aplicação de métodos mais avançados para a previsão de desastres naturais. Os fenômenos climáticos extremos como secas, inundações, ciclones, tempestades marinhas e mudanças no nível do mar têm um impacto desastroso sobre condições sociais e econômicas. Eles resultam em mortes e perdas monetárias e afetam a estabilidade econômica de muitas áreas.

Apesar do progresso na compreensão do tempo e de eventos climáticos extremos, as suas estimativas ainda são muito imprecisas. Um dos objetivos do workshop é explorar novas técnicas de previsões meteorológicas; mais avançadas e precisas e analisar as possibilidades de colocá-las em prática. Várias atividades supervisionadas pelo Programa Hidrológico Internacional, PHI, da Unesco visam a gestão dos recursos hídricos e a capacitação para estimativas precisas de eventos extremos.

Segundo a Unesco, as práticas de gestão de água existentes não podem enfrentar as variações climáticas atuais e definitivamente não vão ser capazes de gerir os impactos das futuras mudanças climáticas no abastecimento de água e energia.

Rádio ONU/EcoAgência

Rio Grande do Sul constrói a Rede Clima Fapergs

Rede atuará na realização de estudos sobre a vulnerabilidade do estado nas mudanças climáticas, além de estudar alternativas de adaptação frente a essas mudanças.


A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) realizou o 1º Workshop Rede Clima na semana passada. O workshop foi na terça-feira, dia 21, e na quarta, dia 22. A criação da rede é fruto de sugestões da comunidade científica, com a intenção de induzir projetos de pesquisa voltados para o estudo das mudanças climáticas. O objetivo da rede é gerar e disseminar conhecimento e tecnologia para que o estado possa responder às demandas e aos desafios provocados pelas mudanças climáticas globais.

A Fapergs pretende que a rede atue na realização de estudos sobre a vulnerabilidade do estado nas mudanças climáticas, além de estudar alternativas de adaptação dos sistemas sociais, econômicos e naturais frente a essas mudanças. Abrindo o encontro, o diretor administrativo da Fapergs Jôni Franck Nunes Costa falou sobre o papel da Fundação no fomento à pesquisa em diversos segmentos, destacando o ano de 2010 como um dos mais produtivos em termos de lançamentos de editais, visando contemplar as demandas da comunidade científica. O secretario da Ciência e Tecnologia, Eduardo Macluf, deu as boas-vindas a todos, salientando a importância do evento.

O diretor Científico da Fapergs, Osvaldo Luís Leal de Moraes, apresentou a proposta do workshop, destacando que interligar todos os agentes que estudam mudanças climáticas é fundamental para que o estado possa estar preparado para agir e buscar alternativas para uma adaptação dos sistemas sociais frente às mudanças do clima.

No primeiro dia do encontro, foram apresentadas diversas temáticas de pesquisa, como: a climatologia no Rio Grande do Sul e as perspectivas de mudanças climáticas no Estado; a modelagem numérica e as simulações climáticas; estoques de carbono, emissão de gases de efeito estufa em áreas do Bioma Pampa; sensoriamento remoto; recursos hídricos e oceonografia.

No dia seguinte, o evento teve sequência, na Secretaria da Ciência e Tecnologia (SCT), encerrando com uma plenária e o encaminhamento de um documento que vai servir para interligar os atores da Rede Clima. Desse encontro, participaram pesquisadores e representantes de instituições de ensino e pesquisa do estado com a finalidade de discutir o planejamento e gestão desse futuro programa da Fapergs.

Fapergs/EcoAgência

Ipea lança publicação com artigos sobre mudanças climáticas

Doze artigos da publicação reunem o conhecimento recente sobre a mudança climática e as negociações em andamento.


As mudanças climáticas são o tema da quarta edição do Boletim Regional, Urbano e Ambiental, lançado na quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A publicação reuniu 12 artigos sobre aspectos relacionados à economia da mudança do clima; impactos em atividades agrícolas; aspectos regulatórios; principais acordos internacionais; ações de mitigação; alternativas limpas de desenvolvimento; e justiça climática.

O lançamento foi realizado em Brasília, com a presença da diretora de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea, Liana Carleial. Para o coordenador de Estudos Regionais do Ipea, Carlos Wagner Oliveira, editor do boletim, os artigos são relevantes para a discussão sobre as mudanças do clima não só no Brasil, mas em todo o mundo. O técnico de Planejamento e Pesquisa Jorge Hargrave, um dos organizadores do boletim, disse que a publicação reúne o conhecimento recente sobre a mudança climática e as negociações em andamento. "O boletim também é inovador ao reunir formuladores de políticas e negociadores com pesquisadores do Ipea, professores universitários, pesquisadores e até mesmo representantes do setor empresarial", afirmou.

Artigos

Adriano Santhiago de Oliveira, do Ministério da Ciência e Tecnologia, falou sobre o artigo O Protocolo de Quioto e sua regulamentação no Brasil, do qual é um dos autores. "O foco é na implementação de um dos instrumentos do Protocolo de Quioto, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)." O objetivo, segundo o autor, é desfazer algumas ideias equivocadas que são associadas ao assunto. "Buscamos desmistificar alguns equívocos, principalmente sobre a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, (CIMGC), que é a autoridade nacional designada para a implementação do MDL no Brasil", explicou.

O artigo Mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal em países em desenvolvimento (REDD) e sua aplicação no caso brasileiro foi apresentado por Sofia Shellard, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável. "O que a gente quis com esse artigo foi levantar algumas situações, dando um panorama sobre como essa discussão está evoluindo e sobre as vantagens comparativas para o Brasil", disse.

Justiça Climática

O técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Igor Ferraz da Fonseca falou sobre o artigo Justiça Climática e eventos climáticos extremos: o caso das enchentes no Brasil. Segundo o autor, o tema é muito presente nas discussões internacionais, mas tem reflexo ainda tímido no Brasil. "O objetivo do artigo foi analisar se o uso do conceito de justiça climática é percebido no Brasil", afirmou o autor.

Por meio de uma análise sobre a repercussão nos jornais das enchentes em São Paulo e no Rio de Janeiro ocorridas em dezembro de 2009 e abril de 2010, os autores mostram que, no Brasil, os meios de comunicação e a sociedade, especialmente as comunidades atingidas, ainda não associaram os episódios às mudanças climáticas. "Relacionar casos concretos à ideia de mudanças climáticas permitiria fortalecer o movimento internacional por justiça climática e aumentar as chances de que as demandas dos grupos afetados fossem atendidas, além de influenciar as políticas públicas", concluiu.

O último artigo apresentado foi Do MDL às Namas: Perspectivas para o financiamento do desenvolvimento sustentável brasileiro, da técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Maria Gutierrez. O artigo defende que o MDL e as ações de mitigação conhecidas como Namas (Nationally Appropriate Mitigation Actions) tenham caráter complementar, e não exclusivo, já que atendem a necessidades distintas de países em desenvolvimento.

ENSP/EcoAgência

Pesquisa do Cempre traz números dos custos da Coleta Seletiva no país

Apesar de ter aumentado o número de cidades que oferecem a coleta seletiva, na maioria delas, o serviço não cobre mais do que 10% dos munícipes.


O número de municípios brasileiros que operam programas de coleta seletiva aumentou pouco mais de 9% desde a realização da última pesquisa Ciclosoft, em 2008. São, hoje, 443 contra 405, há dois anos. Se todo crescimento na coleta seletiva é uma boa notícia, é preciso cautela na comemoração: desde o início da pesquisa, em 1994, essa foi a menor taxa de evolução. "A desaceleração na expansão demonstra claramente uma limitação no envolvimento das prefeituras, sobretudo de municípios menores, e a necessidade de uma política federal que obrigue, normatize e cobre o avanço sustentável e consistente da coleta seletiva e da reciclagem no país", explica Victor Bicca, presidente do Cempre. "A Política Nacional de Resíduos Sólidos, recentemente sancionada pelo presidente da República, deverá dar novo fôlego ao sistema."

Os dados revelam que permanece a concentração dos programas nas regiões Sudeste e Sul, com 86% do total. Na distribuição por região, os 443 municípios com coleta seletiva encontram-se assim distribuídos: 221 no Sudeste, 159 no Sul, 45 no Nordeste, 13 no Centro-Oeste e 5 no Norte.

A ação das cooperativas

Apesar de ter aumentado o número de cidades que oferecem a coleta seletiva, na maioria delas, o serviço não cobre mais do que 10% dos munícipes. Cerca de 22 milhões de brasileiros têm acesso a programas municipais de coleta seletiva, ou seja, 12% da população total. Esse número representa uma queda em relação às duas últimas edições da Ciclosoft – em 2006 e 2008, respectivamente, 25 milhões e 26 milhões de pessoas eram atendidas pelo sistema.

A forma como a coleta seletiva é realizada também pode variar, sendo que muitos municípios conciliam mais de um método. A maior parte utiliza o esquema de porta em porta (78%), sendo crescente a participação das cooperativas de catadores (74%) no processo. Os Postos de Entrega Voluntária também são uma alternativa para a participação da população (44%).

Em relação aos agentes executores da coleta seletiva é marcante a presença das cooperativas: mais da metade das prefeituras (62%) apóia ou mantém cooperados. Esse apoio pode abranger equipamentos, galpões de triagem, pagamento de gastos com água e energia elétrica, caminhões, projetos de capacitação ou auxílio na divulgação e educação ambiental. Em 52% das cidades, a coleta seletiva de resíduos sólidos é feita pela própria Prefeitura e em 26% dos casos são contratadas empresas particulares para executar a tarefa. Vale destacar que, em geral, os municípios contam com mais de um agente executor.

Quanto ao custo para realização da coleta seletiva, chegou-se, neste levantamento, a uma média de US$ 204,00 (R$ 367,20 - para um câmbio de US$ 1,00 = R$ 1,80) por tonelada. Na coleta regular, o valor médio é de US$ 47,22 (cerca de R$ 85,00) por tonelada. Desde o início da coleta de dados da Ciclosoft, em 1994, esta é a menor diferença entre as duas formas (quatro vezes).

Na composição do material coletado, as aparas de papel e papelão continuam sendo os recicláveis mais coletados (em peso), seguidos dos plásticos, vidros, metais e embalagens longa vida. "A porcentagem de rejeito ainda é grande e pode ser significativamente reduzida. Para isso, é necessário agir em diversas pontas, tanto na melhora do serviço de coleta como na conscientização da população para que o lixo seja corretamente separado", alerta André Vilhena, diretor do Cempre.

Cempre/EcoAgência

Plataforma Socioambiental é apresentada para comunidade gaúcha

Documento aponta para a reconstrução do estado de forma democrática com o fortalecimento da participação social e do controle público sobre os bens naturais sob um paradigma ecológico.


Nesta quinta-feira, dia 23 de setembro, aconteceu na Assembleia Legislativa gaúcha, o lançamento público do Manifesto e da Plataforma Socioambiental – Eleições 2010, desenvolvidos pela Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente (APEDeMA-RS) e pelo Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente (MOGDeMA).

O ato público contou com a presença de entidades ambientalistas, movimentos sociais, sindicatos, imprensa, cidadãos e cidadãs preocupados com a questão socioambiental, bem como, de candidatos e representantes dos partidos PSOL, PV, PT, PDT.

O Manifesto Socioambiental – por outro modelo mais justo, fraterno e sustentável, que aponte para uma vida com dignidade e felicidade para todos!- apresenta análise crítica sobre o processo eleitoral e a gestão da política ambiental no Rio Grande do Sul (RS) e Brasil, destacando as consequências negativas para o meio ambiente e para todo conjunto da sociedade, bem como refutando o atual modelo de desenvolvimento adotado.

Da mesma forma a Plataforma Socioambiental aponta para a reconstrução do estado de forma democrática, com fortalecimento da participação social e do controle público sobre os bens naturais, com o desenvolvimento de ações e programas socioambientais, bem como visando uma reorientação econômica para atividades compatíveis à vida, sob um paradigma ecológico.

Dentre as sugestões destacam-se aquelas que tratam da suspensão de projetos de energia nuclear, reforma política, pescadores tradicionais, projetos populares de reciclagem, pesquisa e implementação de tecnologias alternativas de energia, proibição de doação de áreas públicas para ocupação privada e direitos dos animais.

É importante destacar que o Manifesto e a Plataforma Socioambiental, são parte de um processo em construção, que culminará com a apresentação de pautas específicas para construção e desenvolvimento da política ambiental aos novos gestores do executivo e legislativo. No dia 30 de setembro, os documentos serão lançados em Pelotas, às 17 horas, na Câmara Municipal de Vereadores. Leia a seguir a Plataforma Socioambiental na íntegra.



Plataforma Socioambiental RS – Eleições de 2010

A humanidade passa, nos dias atuais, por profundas crises nos âmbitos social, econômico e ambiental. Estas crises estão interligadas e são resultado das escolhas estratégicas sobre os objetivos e caminhos da sociedade que foram tomadas pelas oligarquias político-econômicas que comandam os países centrais do capitalismo mundial há séculos. As oligarquias dos países periféricos se espelham e se associam à reprodução desse modelo junto às demais camadas privilegiadas da população. O modelo resultante dessas escolhas está orientado para a constante acumulação de capital às custas da dignidade, ou de viver bem, do povo trabalhador e da sustentabilidade ambiental dos sistemas produtivos (condição desse viver bem). A crise climática e de diminuição da biodiversidade já instaladas e em processo de aprofundamento são as conseqüências mais globais e, possivelmente, as de maior poder destruidor duradouro desse modelo perverso que privilegia os interesses de uma minoria ao custo da vida dos povos, culturas e ecossistemas.

Assim sendo, é fundamental que o povo se conscientize da atual situação e tome as rédeas do processo social na construção de um outro modelo, mais justo, solidário e sustentável, longe do capitalismo, que aponte para uma vida com dignidade e felicidade para todos!

Em termos gerais, portanto, faz-se necessária a reconstrução de um estado democrático, com fortalecimento do controle público e freio ao capital. Para tanto, dentre as formas de implementação desses objetivos, propomos também programas socioambientais e de reorientação econômica às atividades compatíveis à vida, em um paradigma ecológico e não aquele voltado ao atual crescimento econômico:

Destacamos aqui os principais pontos que devem ser perseguidos:

·Nenhum retrocesso na legislação ambiental, com denúncia daqueles que querem enfraquecê-la, e com aplicação imediata da legislação ambiental, no âmbito nacional, estadual e municipal e fortalecimento do Código Florestal Estadual e do Código Florestal Brasileiro, com a regulamentação de programas públicos para adequações das pequenas propriedades rurais e assentamentos, além de incentivos econômicos para eventuais ajustes legais;

·Amplo diagnóstico socioambiental da situação por que passa o Estado e o País (poluição, saneamento, degradação de ecossistemas naturais para sua conversão em monoculturas, uso de agrotóxicos, Organismos Geneticamente Modificados /Transgênicos, etc);

·Realização de auditorias, além da dívida pública, também a dos Estados, das empresas que mais degradam e mais aviltam os trabalhadores, assim como daquelas que vêm acumulando terras no RS, principalmente as controladas por estrangeiros. Auditoria social também dos Bancos de fomento ao capital degradador e concentrador, como BNDES e BRDE, e nenhum recurso para atividades que geram dependência e destruição como as culturas das grandes empresas de tabaco, de pasta de celulose e do incentivo ao setor automotivo (automóveis particulares) ligado à obsolescência planejada;

·Implementação da lei de Ficha Limpa Socioambiental;

·Revisão da privatização do setor de produção de energia, água, estradas, portos, etc.;

·Fim do financiamento a mega-empreendimentos, e seu grande capital inerente, que destrói a natureza e as culturas humanas locais, em especial as obras do PAC, como as hidrelétricas de Belo Monte, Jirau, Santo Antônio, Pai Querê, Foz do Chapecó, bem como a Transposição do rio São Francisco, entre outras;

·Moratória às mega-hidrelétricas e demais obras degradadoras e revisão geral dos licenciamentos ambientais nos últimos cinco anos, com condição prévia análise ambiental estratégica, sob controle social, de todas as grandes bacias dos rios brasileiras;

·Moratória ao programa de termelétricas a carvão, bem como à mineração de carvão, no Estado e no País, e revisão geral dos licenciamentos ambientais nos últimos cinco anos, com avaliação da contaminação ambiental do entorno bem como fechamento das usinas nucleares brasileiras.

·Descentralização econômica de todas as atividades, tanto de produção de energia, saneamento, produção de alimentos, com visão ecossistêmica, onde os produtos das cidades seriam reutilizados, com seu entorno de trocas (ex. cinturão verde que utilizaria restos de verduras e compostagem);

·Realização de Zoneamento Ecológico-econômico do País e do Estado, de maneira participativa, com controle social;

·Utilização das diretrizes socioambientais oriundas de processos participativos da sociedade, e que representam avanços, como referência política em todos projetos e programas do estado e do país, estabelecidas na Carta da Terra, Agenda 21, Tratado de Educação Ambiental, Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança da Convenção sobre Diversidade Biológica, Convenção Quadro sobre Diversidade Biológica, a Convenção Quadro sobre Mudança do Clima e demais acordos internacionais, dos quais o Brasil é signatário.

·Levantamento constante das demandas estabelecidas nas Conferências de Meio Ambiente nos últimos 10 anos e avaliação e monitoramento da evolução das mesmas.

· Fortalecimento dos órgãos de Estado, nos setores de Saúde, Educação, Meio Ambiente, Habitação, Segurança, entre outros, com redução dos Cargos em Comissão (ou Cargos de Confiança, conhecidos como CC’s) (teto máximo de 5% de todos os setores);

·Reestruturação e fortalecimento da Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SEMA (FEPAM, DEFAP, Fundação Zoobotânica), do IBAMA e do ICMBIO, com garantia ampliação dos investimentos públicos em recursos humanos e materiais, colocando-os a serviço da qualificação da descentralização das políticas ambientais.

·Reestruturação da Educação, aplicando as diretrizes da Conferência Nacional de Educação, com vistas a uma Educação Ambiental crítica e emancipatória com formação de seres humanos conscientes e não de consumidores alienados. Pelo fim da enturmação, com respeito aos planos de carreira dos professores e com salário digno, que haja tempo suficiente de planejamento preparação das aulas, bem como atividades ao ar livre com os alunos. Aplicação imediata das Políticas Nacional e Estadual de Educação Ambiental.

·Reforma Agrária efetiva, com assistência técnica e programas socioambientais. Reocupação do campo por meio de agrovilas rururbanas, com programas de transição, para aqueles que o desejarem retornarem ao campo;

·Reforma Urbana e programa de habitações populares por meio de cooperativas de trabalhadores, e nunca aqueles que beneficiam grandes construtoras, via processos de mutirão (como no caso do país vizinho, o Uruguai) com compra de material de pequenas empresas locais, especialmente por cooperativas de fornecedores, utilizando tecnologias sociais e de bioconstrução e permacultura;

·Programa de fortalecimento e qualificação permanente de espaços de gestão ambiental participativa (Conselhos de Meio Ambiente, Comitês de Bacias, Conselhos de Unidades de Conservação, Conselho de Recursos Hídricos) com vistas à promoção de uma ação integrada e articulada;

·Programa de fortalecimento ao SISEPRA (Sistema Estadual de Proteção Ambiental) e articulação com o SISNAMA (Sistema Nacional de Meio Ambiente), com fortalecimento das instâncias de representação da sociedade, e revisão urgente das habilitações municipais;

·Implementação efetiva dos Fundos Públicos Ambientais no Estado (Fundo Estadual do Meio Ambiente – FEMA, Fundo de Desenvolvimento Florestal – FUNDEFLOR, Fundo Estadual de Recursos Hídricos – FERH) e no País (Fundo Nacional do Meio Ambiente – FNMA), de forma ágil, eficiente, transparente e democrática, com editais amplamente publicizados, bem como revisão de seus procedimentos burocráticos para ampliação do acesso da sociedade civil organizada de cunho ambientalista;

·Programas sólidos de conservação da biodiversidade, dentro e fora das Unidades de Conservação (UCs), com a proteção do patrimônio natural do Estado e do País, com levantamento da atual situação de abandono por que passam as UCs e programas de fortalecimento da gestão e criação de novas áreas protegidas em diversas categorias, de forma participativa, sem confrontar os direitos das populações tradicionais. Incluir a meta de se superar o vergonhoso índice de menos de 0,7 % de áreas de proteção integral e se possa atingir os 10% do território protegido em cada bioma do Estado, conforme os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil;

·Programa de monitoramento da biodiversidade, em especial os ecossistemas naturais e as espécies ameaçadas, com revisão periódica, conforme a lei já propugna;

·Programa de fortalecimento ao monitoramento de poluição aérea e hídrica, denunciando o sucateamento atual do sistema de monitoramento;

·Programa de implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos;

·Programa de Saúde Ambiental nas cidades, articulado as diretrizes das Conferências Nacional e Estadual de Saúde Ambiental;

·Programa Permanente de qualificação dos municípios para a gestão ambiental, através de uma revisão geral no programa SIGA/RS, que habilita municípios a licenciarem empreendimentos de pequeno e médio porte, além de uma auditoria para verificar in loco a situação das estruturas destes municípios já habilitados, verificando a existência de corpo técnico adequado e concursado para tal (sem terceiração por empresas), e ações de fiscalização efetuadas, além do pleno funcionamento dos conselhos municipais de meio ambiente e o cumprimento das leis estabelecidas através das Resoluções;

·Programa para uso de transporte coletivo nas cidades, que garanta acessibilidade e a sustentabilidade ambiental, com veículos de uso de gás ou eletricidade, e de ciclovias, com incentivos a indústrias cooperativadas de produção de peças para os setores;

·Programa de incentivo às energias verdadeiramente renováveis e de mais baixo impacto ambiental (eólica e solar, biodigestores, microcentrais hidrelétricas), com incentivo a indústrias cooperativadas de produção de peças para o setor;

·Incremento e ao uso sustentável da biodiversidade, priorizando as culturas locais, como forma estratégica de soberania ecológica, ou seja, o fortalecimento do processo de emancipação socioeconômica e ambiental, com o uso sustentável das espécies nativas. Incremento às policulturas, aos produtos orgânicos, às milhares de espécies de plantas nativas comestíveis do Brasil, aos produtos fitoterápicos (sem propriedade intelectual), às espécies nativas produtoras de celulose, bem como à bioenergia com o uso de palmeiras ou outras espécies de culturas permanentes – nunca monoculturas e outras culturas demandantes de insumos químicos;

·Apoio forte à agroecologia, ao turismo comunitário, ecológico e rural, que valorize as culturas e as formas de vida locais;

·Respeito à cultura dos povos indígenas e das populações tradicionais – guardiões de visões de mundo e conhecimentos promotores da sustentabilidade ecológica – com devolução de áreas que lhes foram retiradas, demarcação de terras indígenas e de quilombolas, com recursos e programas de promoção à sua dignidade e à auto-estima destes povos;

·Assegurar, via legislação, o combate à propaganda enganosa e ao poder econômico de grandes empresas, via marketing ambiental, de produtos e processos que escondem sua verdadeira face perversa ao meio ambiente e às pessoas. Como exemplos, destacam-se a questão dos chamados “reflorestamentos” para as enormes monoculturas arbóreas no Pampa, os plásticos oxibiodegradáveis – que, na realidade, não podem ser considerados “biodegradáveis” – ou a geração de energia por grandes hidrelétricas – que embora uma energia renovável não pode ser chamada de “limpa”, pois provoca a emissão de gases de efeito estufa e enormes impactos socioambientais;

·Limite da propriedade de terras, com apoio à continuidade da campanha pelo Plebiscito Popular de Limite à Propriedade da Terra, articulado pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, que propõem as propriedades não ultrapassarem 1.000 hectares;

·Taxação às grandes fortunas;

·Combate à acumulação de capital e sua forma concentradora e predatória, via desperdícios lucrativos, como atualmente acontece com as grandes empresas que investem no consumo perdulário, concentram e mandam para fora seus lucros e também desempregam e degradam o meio ambiente.

Assinam:
Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente – MOGDeMA
Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente – APEDeMA/RS

Ação Nascente Maquiné (ANAMA/Maquiné) – Amigos da Paisagem Preservada de Quintão (APAIPQ/Palmares do Sul) – Associação São Borjense de Proteção do Ambiente Natural (ASPAN/São Borja) – Associação Ambientalista Biguá (Biguá/Arambaré) – Associação Ambientalista da Costa Doce (A.A.C.D/Camaquã) – Centro de Estudos Ambientais (CEA/Rio Grande/Pelotas) – Inst. Econsciência (POA) – Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP/Passo Fundo) – Grupo Ecológico Guardiões da Vida (GEGV/Passo Fundo) – Grupo Transdisciplinar de Estudos Ambientais Maricá (MARICÁ/Viamão) – Instituto Ballaena Australis (Santa Vitória do Palmar) Igré Associação Socioambientalista (IGRÉ/POA) – Inst. Biofilia (POA) – Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (Ingá/POA) – Movimento Os Verdes de Tapes (Tapes) – Núcleo Amigos da Terra Brasil (NAT/POA) – Ong Solidariedade (POA) – União Protetora do Ambiente Natural (UPAN/São Leopoldo) – União Pedritense de Proteção ao Ambiente Natural (UPPAN/Dom Pedrito)

CEA - EcoAgência

Ambiente: só 7 cidades têm 100% de acesso à coleta seletiva

Apenas sete, dos 5.568 municípios brasileiros conseguem atender toda a população com serviços de coleta seletiva: Santos (SP), Santo André (SP), São Bernardo do Campo (SP), Itabira (MG) e as capitais Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Goiânia (GO). Os dados integram o estudo Ciclosoft 2010, desenvolvido pelo Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre).

Segundo o documento houve aumento de apenas 9,3% em dois anos no número de municípios que fazem coleta seletiva no país: eram 405 em 2008 e hoje são 443 (o total equivale a 8% dos municípios brasileiros). Realizada a cada biênio pela entidade, a pesquisa teve início em 1994.

De acordo com o estudo, cerca de 22 milhões de brasileiros têm acesso a programas municipais de coleta seletiva. No entanto, apesar do número de cidades com esse serviço ter aumentado em dois anos, na maior parte delas a coleta não cobre mais que 10% da população local.

O Ciclosoft 2010 também aponta que a concentração dos programas municipais de coleta seletiva permanece nasregiões Sudeste e Sul do país (86% das cidades). São 221 municípios que oferecem o serviço no Sudeste; 159 no Sul; 45 no Nordeste; 13 no Centro-Oeste; e 5 no Norte.

Listamos outros dados significativos: A coleta seletiva dos resíduos sólidos municipais é feita pela própria prefeitura em 52% das cidades pesquisadas; A maior parte dos municípios realiza a coleta seletiva de porta em porta (78%);Empresas particulares são contratadas para executar a coleta em 26%; Mais da metade (62%) apóia ou mantém cooperativas de catadores como agentesexecutores da coleta seletiva municipal; Dentre os apoios mais comuns, estão: equipamentos, galpão de triagem, pagamento de gastos com água e energia elétrica, caminhões, capacitações e auxílio na divulgação e educação ambiental.

Lei de Resíduos Sólidos – Embora a ineficácia da coleta seletiva na maior parte dos municípios brasileiros ainda seja evidente, a expectativa é de que o serviço melhore nos próximos anos, uma vez que seja aplicada a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A nova lei institui o princípio de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, o que abrange fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

O governo federal pretende investir R$ 1,5 bilhão em projetos de tratamento de resíduos sólidos, na substituição de lixões e implantação da coleta seletiva e no financiamento de cooperativas de catadores (a lei obriga os municípios a implantar a coleta seletiva em no máximo quatro anos). A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, informou que R$ 1 bilhão já está previsto no Orçamento de 2011 e que R$ 500 milhões virão da Caixa Econômica Federal.

(Fonte: Portal Terra)

Volume de água em países árabes deve cair até 30% nos próximos 40 anos

Os países árabes formam uma das principais regiões a serem abatidas pelas mudanças climáticas, mas ainda faltam-lhes uma ação integrada contra os efeitos desse problema mundial, disseram especialistas durante conferência nesta semana.

Mais seco e quente, e com clima menos previsível, o volume de água deve cair de 20% a 30% até 2050, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Os estados árabes, ricos em petróleo e com uma população que cresce rápido, necessitam de uma vontade política para agir. A região árabe possui seis dos dez locais que sofrem com a falta de água.

Os cidadãos têm acesso a uma média de mil metros cúbicos de água por ano ou o mesmo que sete vezes menos que a taxa mundial. Esse número deve, ainda, ser reduzido para 460 metros cúbicos até 2025.

Além da água, as nações árabes também precisam lidar com a elevação do nível do mar, que coloca em risco algumas pequenas ilhas como Bahrain e as do golfo árabe.

(Fonte: Folha.com)

Governo lança plano ousado para promover produção e consumo sustentáveis

Nos próximos três anos, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai trabalhar em conjunto com diversos atores para promover mudanças em nossos padrões de produção e consumo. Os atuais padrões logo não serão compatíveis com os limites físicos do planeta e o Brasil precisa estar preparado. Para isso, o MMA pretende mexer até nas prateleiras dos supermercados.

Um conjunto de ações articuladas que prometem uma revolução nas relações de consumo no Brasil entra em consulta pública no site do MMA de 21 de setembro até 11 de novembro de 2010. Em estrita consonância com novos marcos legais, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos e as resoluções do Conama, o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) quer colocar na mesma mesa atores importantes do governo, do setor produtivo e da sociedade civil para mostrar que responsabilidade socioambiental dá lucro e ajuda a mover o país em direção ao desenvolvimento sustentável.

“Vamos convocar a sociedade! A ideia é sair da zona do conforto e agir imediatamente”, avisa a secretária da Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, responsável também pela campanha Saco é um Saco, que já retirou dos supermercados 800 milhões de sacolas plásticas potencialmente nocivas ao meio ambiente. Como foi formulado, o Plano é um “guarda-chuva” de programas governamentais e ações do setor privado e da sociedade civil previstas e em curso, uma agenda positiva para mostrar os esforços que o governo e a sociedade estão fazendo. A ideia central do Plano é a articulação entre essas iniciativas, de maneira a fomentar a mudança para padrões mais sustentáveis de produção e consumo.

O novo plano está disponível para contribuições durante o período de consulta pública, que durará 45 dias, no site www.mma.gov.br/ppcs. “A vida das pessoas vai ser afetada diretamente, por isso pedimos que elas participem, por meio de suas organizações da sociedade civil, empresas e órgãos públicos”, solicita Samyra. As sugestões serão analisadas pelo Comitê Gestor do Plano e podem fazer parte do documento final, que estará pronto ainda este ano. O Plano pretende que o consumo consciente deixe de ser visto como “alternativo” e passe de segmento de mercado à regra geral.

Com seis prioridades selecionadas para o primeiro ciclo, previsão de prazos e sob constante acompanhamento, o plano está previsto para ser implementado em três anos (2011-2013). As prioridades inicialmente selecionadas são: educação para o consumo sustentável, construções sustentáveis, agenda ambiental na administração pública (A3P), varejo e consumo sustentáveis, compras públicas sustentáveis e aumento da reciclagem de resíduos sólidos.

O PPCS é fruto da constatação de que o consumidor brasileiro está cada vez mais atento à questão da sustentabilidade. Pesquisas de diversos institutos revelam que, se pudesse escolher, considerando preço e qualidade, o brasileiro preferiria produtos que não agridem o meio ambiente. Samyra reconhece as dificuldades em estabelecer novos padrões de produção e consumo, mas acredita que com informações suficientes e produtos chegando às prateleiras dos supermercados a preços acessíveis e com responsabilidade ambiental comprovada, as mudanças podem começar no curto prazo.

É esta a análise que faz com que a espinha dorsal do Plano seja a articulação entre os diversos setores da sociedade brasileira para ampliar o mercado de produtos sustentáveis e promover a mudança de hábitos de consumo.

(Fonte: MMA)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Destinação de embalagens vazias de agrotóxicos cresce 10,9% no RS

Responsável por 8,7% do volume total de embalagens vazias de defensivos agrícolas destinadas no país, o Estado gaúcho fechou os oito primeiros meses de 2010 com 1.959,8 toneladas de embalagens retiradas do meio ambiente.
O incremento é de 10,9% em relação ao mesmo período de 2009 (1.767,3 toneladas destinadas).
Segundo levantamento do inpEV, instituto que representa a indústria fabricante de agrotóxicos para a destinação das embalagens vazias de seus produtos, somente no mês de agosto, o volume destinado pelo Rio Grande do Sul foi de 293,7 toneladas de embalagens vazias.

Defesa Vegetal Multimídia News‏

Secretário-geral da ONU diz que mundo não freia ritmo de extinção de animais e vegetais

O mundo não consegue frear o ritmo com que as espécies animais e vegetais desaparecem, advertiu nesta o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em uma reunião sobre biodiversidade durante a cúpula das Nações Unidas sobre as Metas do Milênio em Nova York, nesta semana.

“A degradação da diversidade acelera-se no mundo”, enfatizou Ban aos líderes reunidos na sede da ONU. “A razão é simples: as atividades humanas, de vocês, minhas, as de cada um (…). Muita gente continua sem entender as consequências dessa destruição”, completou.

Relatórios recentes advertem que o ritmo natural da extinção de espécies multiplicou-se por mil devido à atividade humana e também às mudanças climáticas, mas a comunidade internacional tinha se comprometido a reduzir o ritmo da perda de espécies e habitats até 2010, declarado o ano internacional da biodiversidade. “A meta para 2010 não foi alcançada”, disse Ban.

O secretário-geral também advertiu que na convenção sobre diversidade biológica em outubro na cidade japonesa de Nagóia, os representantes de 193 nações deverão discutir a distribuição equitativa das responsabilidades sobre os recursos naturais e seus benefícios.

Um plano estratégico com as nações de economias emergentes deve “garantir transparência, segurança jurídica e previsibilidade para quem busca acesso aos recursos, assim como distribuição justa e equitativa dos benefícios derivados deles”, advertiu, por sua vez, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, pediu para divulgar mais a importância de conservar as espécies animais e vegetais.

“Precisamos de um pacto em Nagóia”, disse Teixeira, que instou os líderes mundiais a “elevar o perfil da biodiversidade e galvanizar a vontade política e o compromisso de todos os países”.

“Não seremos capazes de mitigar a mudança climática nem de nos adaptar a seu impacto, nem de prevenir a desertificação e degradação dos solos, se não protegermos nossos ecossistemas e biodiversidade”, enfatizou Barroso.

(Fonte: Folha.com)

Controle de superbactérias depende de uso racional de antibióticos

O termo superbactéria ganhou as manchetes neste mês de setembro após a propagação do gene NDM-1 (Nova Délhi metalo-beta-lactamase), responsável por deixar bactérias como Klebsiella e Escherichia resistentes a muitos medicamentos.

Entre os remédios ineficazes estão as carbapenemas, uma das principais opções no combate aos organismos unicelulares. A presença de genes como o NDM-1 faz com que uma enzima seja produzida pela bactéria e torne os antimicrobianos insuficientes para destruí-la.

Médicos consultados pelo G1 indicam que o controle das superbactérias está ligado, principalmente, ao uso adequado de antimicrobianos.

Para Thaís Guimarães, médica infectologista do Centro de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, o caso é diferente de epidemias como a da nova gripe, que movimentou campanhas de vacinação extensas (confira abaixo tabela de comparação entre o vírus H1N1 e o gene NDM-1). “Não é igual ao caso do H1N1, por exemplo, quando as pessoas que se deslocaram entre países tiveram essa infecção.”

Para o médico Jacyr Pasternak, do Hospital Albert Einstein, há uma tendência atual para aumentar o uso dos remédios além do necessário.

“O que mantém a resistência é a pressão antibiótica, a bactéria adquire resistência conforme o antibiótico é administrado”, diz o infectologista. “Mas a gente fica preocupado também pois a indústria farmacêutica tem investido pouco em remédios novos.”

Histórico – O gene NDM-1 foi identificado pela primeira vez em 2007 por Timothy Walsh, especialista da Universidade de Cardiff, em dois tipos de bactéria: Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli.

Considerada, por enquanto, uma ameaça restrita a ambientes hospitalares, superbactéria é, na verdade, um termo que vale não para um organismo, mas para qualquer bactéria que desenvolva resistência a muitos medicamentos.

“Nós preferimos falar em bactérias multirresistentes, já que o termo superbactéria pode levar as pessoas a pensarem que se trata de um organismo capaz de destruir tudo”, afirma Thais. “Quem vai pegar essa infecção são pacientes internados em hospitais nos quais essas bactérias podem estar ocorrendo.”

A médica também avalia que a pressão seletiva é o principal desafio no combate a bactérias multirresistentes. “A báctéria vai tentar sobreviver em um ambiente adverso, se o paciente fizer uso prévio de antibióticos, por exemplo”, explica a infectologista.

Plasmídeos – A aquisição do gene que faz as bactérias ficaram resistentes aos remédios ocorre por meio de plasmídeos. Plasmídeos são fragmentos do DNA que podem ser transmitidos de bactéria a bactéria, mesmo entre espécies diferentes.

“Uma klebsiella pode passar a uma pseudomonas, e esta pode passar a uma terceira”, explica Thaís. “Se o gene estiver incorporado no plasmídeo, ele pode passar de uma bactéria a outra sem a necessidade de reprodução.”

Risco no Brasil – No território nacional, já circulam bactérias multirresistentes como é o caso da SPM-1 (São Paulo metalo-beta-lactamase) e a KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase).

Com a resistência a carbapenemas sendo conhecida já há alguns anos pela comunidade medica, remédios como as polimixinas e tigeciclinas ainda são eficientes contra esses organismos, mas são usados somente em casos de emergência como infecções hospitalares.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) segue as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e não prevê restrições de viagem à Índia, já que o risco de contágio está limitado à presença de pessoas em hospitais.

Segundo a Anvisa, a ocorrência do NDM-1 ainda não é considerada Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, classificação definida pelo Regulamento Sanitário Internacional (RSI 2005) para medidas contra novos agentes infecciosos.

Thaís Guimarães acredita que o turismo médico, costume de procurar tratamento em países nos quais as cirurgias são mais baratas como Brasil e Índia, não será o meio para propagar o gene NDM-1 pelo mundo. “Eu acho que o turismo médico não é importante como fonte de disseminação de bactéria resistente”, diz a médica.

(Fonte: Mário Barra/ G1)

Fontes de financiamento ambiental crescem no Brasil

Seguindo uma tendência mundial, bancos e instituições financeiras no Brasil estão abrindo linhas de crédito para projetos sustentáveis. A consciência dos impactos socioambientais que cada empreendimento gera na região na qual está inserido e o vislumbre de bons negócios tem feito com que banqueiros e empresários se unam em prol do desenvolvimento sustentável.

Esses investimentos oferecem vantagens financeiras que incluem taxas mais baixas e prazos maiores. Assim, quem planeja abrir ou ampliar a área de atuação com ênfase na proteção ambiental e desenvolvimento social já pode contar com planos especiais oferecido por bancos como o BNDES, Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e SUDENE.

Seja em forma de apoio não-reembolsável, como o Fundo Amazônia, a Iniciativa BNDES Mata Atlântica ou o Fundo de Desenvolvimento Tecnológico (FUNTEC), ou de apoio reembolsável, com a Linha de Apoio a Investimentos em Meio Ambiente, o Apoio a projetos de eficiência energética (PROESCO) e FNE Verde, são muitas as opções para o futuro empresário.

Os empreendimentos podem seguir diversos ramos, como agropecuária orgânica, incluindo a conversão dos sistemas tradicionais para orgânicos, geração de energia alternativa, manejo florestal, tecnologias limpas, estudos ambientais, reflorestamento, agrossilvicultura e sistemas agroflorestais, coleta e reciclagem de resíduos sólidos, implantação de sistemas de gestão ambiental e certificação, recuperação de áreas degradadas, entre outras.

Protocolo Verde
Essa nova proposta de investimentos ganhou reforço em 2009, quando os bancos brasileiros assinaram o Protocolo Verde. O documento prevê a concessão de financiamento apenas a setores comprometidos com a sustentabilidade ambiental, e os bancos assumem o compromisso de oferecer linhas de financiamento e programas que fomentem a qualidade de vida da população e o uso sustentável do meio ambiente.

Além disso, eles devem considerar os impactos e custos socioambientais na gestão de seus ativos e na análise de risco de cada projeto, bem como adotar medidas de consumo sustentável em suas atividades rotineiras, como gasto de papel, energia e insumos.

"Poderíamos financiar qualquer coisa que gere emprego e renda, mas queremos financiar emprego e renda boa", afirmou o superintendente da SUDENE, Paulo Sérgio de Noronha Fontana. Para ele, o futuro será de projetos cada dia mais limpos.

Quem concorda com o pensamento de Fontana é o gerente de suporte de negócios do BNB, Marcelo Ferreira. Ao apresentar as propostas do banco para projetos sustentáveis durante o Simpósio Internacional de Sustentabilidade, realizado em Salvador entre os dias 13 e 15 de setembro, ele ressaltou a importância do investimento em projetos com cunho socioambiental e defendeu o uso do crédito como um instrumento mitigador das diferenças sociais.

Esses financiamentos tem se mostrado vantajosos também no quesito econômico. "Segundo o Índice de Sustentabilidade da Dow Jones, investir em projetos com práticas socioambientais te dá um retorno 30% superior que o índice normal", informou o chefe de Deptº de Estudos Políticos de Meio Ambiente do BNDES, Márcio Macedo da Costa.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), essas aplicações são contabilizadas pelo Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) - uma carteira de ações que busca ser um referencial para os investimentos socialmente responsáveis.

O ISE tem por objetivo refletir o retorno das ações de empresas que investem na responsabilidade socioempresarial, e também atuar como promotor das boas práticas no meio empresarial brasileiro. Até o dia 15 de setembro deste ano, o índice registrou valorização de 1,93%. No ano passado, o indicador finalizou com elevação de 66,4%.

Tendência mundial
O pacto segue à tendência internacional de créditos verdes, já que desde os Princípios do Equador, criados pelo Banco Mundial em 2003, diversos bancos internacionais passaram a exigir, como condição para empréstimos, que seus clientes inserissem a variável ambiental em seus projetos de financiamento.

Grandes instituições financeiras mundiais, como ABN Amro, Bank of America, Barclays, BBVA, CIBC, Citigroup, HSBC, Mizuho Corporate Bank, Royal Bank of Canadá e Royal Bank of Scotland, já aderiram aos princípios.

http://noticias.terra.com.br

Remédios: cuidado com combinações

Elas são a principal causa de intoxicações no país. Saiba quais são as misturas mais perigosas e previna-se.

A combinação indevida de medicamentos com outros remédios e substâncias é a principal causa de intoxicação no Brasil. Para ajudar você a se prevenir, nós preparamos uma lista com as combinações que mais acontecem, mas que devem ser evitadas a qualquer custo.

A combinação pode ocorrer por fatores como a automedicação, a administração de doses erradas do remédio ou a ingestão associada a outros medicamentos, alimentos e bebidas.

Tenha em mente que existem outras combinações perigosas. Por isso, antes de tomar qualquer medicamento, consulte seu médico e o informe caso esteja tomando alguma outra medicação.


Remédio e remédio: combinação mais perigosa

As combinações entre medicamentos precisam ser recomendadas pelo médico

Corticóides + Anti-Inflamatórios - dores de estômago e maior risco de sangramento e formação de úlceras.
Recomendações: não combine estes dois tipos de medicamentos, principalmente quando o tratamento com corticóide durar mais de cinco dias.

Antiácidos + Antibióticos - até 70% do seu princípio ativo do antibiótico deixe de ser aproveitado, porque os antiácidos mais comuns diminuem a sua taxa de absorção.
Recomendações: espere pelo menos uma hora depois da ingestão do antibiótico para tomar o antiácido.

Remédios para Emagrecer + Antidepressivos - aumento da pressão arterial e taquicardia. A fluoxetina (principal ativo dos antidepressivos) inibe enzimas que metabolizam a sibutramina, potencializando seus efeitos colaterais.
Recomendações: os dois medicamentos só devem ser tomados juntos com um acompanhamento médico rigoroso. Dependendo do metabolismo de cada pessoa, até as doses pequenas podem interagir de forma perigosa.

Inibidores de Apetite + Calmantes = irritabilidade, confusão mental, alteração de batimentos cardíacos e tontura. Em casos graves, a combinação pode desencadear psicoses e esquizofrenia.
Recomendações: a associação não deve ser feita em nenhuma hipótese. Só é cogitada pelos médicos em casos extremos de obesidade mórbida.

Remédio e bebidas: efeito pode ser fatal

O álcool leva pelo menos doze horas para deixar de afetar o organismo

Antiparasitários + Álcool - dores de cabeça, taquicardia, náuseas e sudorese. Em casos extremos, pode desencadear convulsões.
Recomendações: os tratamentos contra parasitas são curtos mas a interação pode acontecer mesmo se você ingerir pequenas doses de álcool. Depois do tratamento, é preciso esperar 24 horas até que o medicamento seja eliminado do organismo.

Paracetamol + Álcool = utilizada com frequência, a mistura pode lesionar o fígado, e o uso recorrente das duas substâncias pode ser fatal. Tanto o álcool como o paracetamol (presente em analgésicos) são metabolizados no fígado e, em combinação, produzem um resultado altamente tóxico.

Recomendações: Não existe idéia mais equivocada do que tomar um comprimido de paracetamol para curar a dor de cabeça de uma ressaca. É recomendável esperar, no mínimo, seis horas para ingerir qualquer bebida alcoólica depois do analgésico.

Calmantes + Cafeína - dependendo das doses de remédio e de cafeína ingeridas, os efeitos do calmante são anulados. Em geral, o nível de stress do paciente aumenta ao perceber que o medicamento não faz efeito.
Recomendações: espere entre oito e doze horas para ingerir cafeína, mesmo em doses pequenas.

Calmantes + Álcool - diminuição da frequência da respiração e pode ocorrer até mesmo parada respiratória. Um potencializa a ação do outro se administrados conjuntamente.
Recomendações: é preciso esperar doze horas até que o princípio ativo do tranquilizante tenha deixado o organismo para consumir bebidas alcoólicas. Ou aguardar doze horas depois de ingerir álcool para tomar o medicamento.

Remédio e alimentos: atenção com a dieta

Latícinios e gordura podem anular a ação de broncodilatadores e certos antibióticos

Broncodilatadores + Gordura - em menor quantidade, o remédio perde o efeito esperado e as crises respiratórias voltam muito antes do previsto. O princípio ativo dos broncodilatadores, ao ser absorvido no intestino, compete com a digestão da gordura dos alimentos – um dificulta a absorção do outro.

Recomendações: não se devem fazer refeições ricas em gordura duas horas antes nem duas horas depois de tomar o medicamento. É o tempo mínimo para que ele passe pelo intestino e caia na corrente sanguínea em quantidade suficiente.

Antibióticos do grupo Quinolona + Laticínios - o leite e seus derivados neutralizam a atividade do antibiótico.
Recomendações: o alimento e o remédio não devem ser ingeridos juntos. Depois de consumir um laticínio, deve-se esperar cerca de três horas, tempo da digestão, antes de tomar um antibiótico. Os alimentos também só podem ser consumidos duas horas depois da ingestão do medicamento.

Remédio e fitoterápicos: pressão pode cair

Já misturar aspirina com Ginkgo biloba pode provocar hemorragias internas

Ansiolítico + Valeriana - Entre os perigos, letargia e queda de pressão arterial. A valeriana, indicada como um ansiolítico natural, pode potencializar a ação de outros medicamentos de efeito calmante semelhante.
Recomendações: na falta de informações conclusivas sobre os riscos, o melhor a fazer é evitar a associação.

Ácido Acetilsalicílico (ex: Aspirina) + Ginkgo biloba = aumentando o risco de sangramentos internos, pois as ações anticoagulantes das substâncias se somam.
Recomendações: Só é seguro tomar Ginkgo biloba depois de no mínimo dez dias do uso de Aspirina

http://www.proteste.org.br

Cientista da Unesp cria biomaterial que regenera dentes em 15 dias

Sybele Saska, doutoranda do Instituto de Química (IQ) da Unesp, campus de Araraquara, criou uma membrana que pode substituir os atuais tratamentos para regenerar pequenos traumas nos dentes. O produto tem como base a celulose da bactéria Acetobacter xylinum, um micro-organismo facilmente encontrado em frutas e legumes em decomposição.

Testes de laboratório e um ensaio-piloto em coelhos demonstraram que o biomaterial recupera tecidos ósseos em um período de 7 a 15 dias, dependendo do tamanho do dano.

As informações são de Cínthia Leone, da assessoria de comunicação da Universidade Estadual Paulista.

Só defeitos ósseos pequenos podem ser tratados com a película, posicionada sobre a região traumatizada. As lesões podem ser causadas, por exemplo, ao redor de um implantante dentário, em processos de extração de dente ou quando há cistos ósseos. O biomaterial não substitui pinos, placas e parafusos de titânio.

O produto foi desenvolvido em cerca de um ano e meio, e sua patente foi depositada em maio, com auxílio da Fapesp. Testes em ratos estão previstos para o primeiro semestre de 2011.

O estudo de Sybele Saska foi considerado o melhor na categoria materiais dentários na 88ª Sessão Geral da Associação Internacional de Pesquisa Dentária em Barcelona, Espanha.

(Fonte: G1)

Energia solar e eólica podem encerrar era do petróleo, diz Nobel

A continuidade da pesquisa e desenvolvimento no campo das energias alternativas poderá resultar em uma nova era na história humana, em que duas fontes de energia renovável – a energia solar e a energia eólica – vão se tornar as principais fontes de energia na Terra.

A opinião contundente não é de nenhum ambientalista de plantão, mas do Prêmio Nobel de Química de 1998, Walter Kohn.

Falando a uma plateia seleta na Sociedade Americana de Química, Kohn destacou que petróleo e gás natural abastecem hoje cerca de 60 por cento do consumo global de energia.

Para ele, essa tendência deverá crescer ainda por um período de 10 a 30 anos, seguindo-se um rápido declínio no consumo de combustíveis fósseis.

Desafios energéticos – “Essas tendências têm criado dois desafios sem precedentes em nível global,” disse Kohn. “Um é a ameaça global de escassez de energia, o que é até aceitável. O outro é o perigo iminente, este inaceitável, do aquecimento global e suas consequências.”

Kohn observou que estes desafios exigem uma ampla variedade de respostas. “A mais óbvia é a continuidade do progresso científico e tecnológico, criando fontes alternativas de energia que sejam abundantes, acessíveis, seguras, limpas e livres de carbono,” disse ele.

Como os desafios são globais por natureza, o trabalho científico e tecnológico deverá ter um máximo de cooperação internacional, que felizmente está começando a evoluir, disse ele.

Era do Sol/Vento – Na última década, a produção mundial de energia fotovoltaica multiplicou-se por um fator de 90, e a energia eólica por um fator de cerca de 10.

Kohn espera a continuidade do crescimento vigoroso dessas duas energias efetivamente inesgotáveis durante a próxima década e além, levando assim a uma nova era, a “era do Sol/Vento”, como ele chama, substituindo a era do petróleo.

Outra questão importante, segundo ele, que compete principalmente aos países desenvolvidos, cuja população praticamente se estabilizou, é a redução no consumo de energia per capita.

“Um exemplo marcante disso é o consumo per capita de gasolina nos Estados Unidos, cerca de 5 vezes superior à média global”, disse ele. “O mundo menos desenvolvido, compreensivelmente, pretende trazer seu padrão de vida a um nível semelhante ao dos países altamente desenvolvidos; em contrapartida, eles devem estabilizar suas populações crescentes.”

(Fonte: Site Inovação Tecnológica)

Geleiras podem desaparecer completamente ainda neste século, diz analista

O diretor do Observatório Geofísico Voeikov da Rússia, Vladimir Kattsov, afirmou nesta quarta-feira que as geleiras do Ártico podem desaparecer totalmente na segunda metade do século 21.

Kattsov alertou, em um fórum internacional sobre o futuro do Ártico que começou em Moscou, que a superfície de gelo da região foi reduzida ao mínimo histórico, segundo recentes observações por satélite.

Segundo os especialistas, o degelo provocará aumento significativo do nível do mar no mundo todo, o que poderia causar a inundação de ilhas e territórios litorâneos, assim como a destruição de ecossistemas e o desaparecimento de inúmeras espécies.

“A temperatura média no Ártico russo cresceu nos últimos cem anos com rapidez duas vezes maior que a do resto da Terra”, disse o assessor do governo russo para mudanças climáticas, Alexander Bedritski, que assinalou: “O derretimento de gelos eternos ["permafrost"] já afeta a vida econômica da região ártica russa.”

As reuniões de ambientalistas e políticos de todo o mundo, como o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, vão até a próxima quinta-feira, com a meta de debater os efeitos da mudança climática no Ártico e os interesses internacionais nessa zona.

Reservas de hidrocarbonetos – A necessidade de delimitar as fronteiras marítimas no oceano Ártico, que abriga um quarto das reservas mundiais de hidrocarbonetos, é preocupação cada vez maior dos países que sofreriam com a acentuação do degelo.

Rússia, Canadá, Dinamarca, Noruega e Estados Unidos – os cinco países com costa ártica – protagonizam há décadas uma disputa pelos bilhões de toneladas de petróleo e gás da região.

Só o mar de Barents, de soberania repartida em partes iguais entre Rússia e Noruega, abriga dezenas de bilhões de toneladas de petróleo e gás.

“O setor russo do Ártico, onde vive cerca do 1,5% da população do país, é responsável por perto de 11% da produção nacional, o que representa 22% do total das exportações”, afirmou Bedritski.

Chegar a um consenso, no entanto, não será uma tarefa simples, já que cada nação tem uma concepção diferente sobre seus territórios.

O ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov, assinalou que seu país reúne novas provas e que planeja apresentar à ONU em 2013 para revisar os limites da plataforma continental russa, incluindo a cordilheira submarina Lomonósov.

A Convenção da ONU de 1982 estipula que a cordilheira Lomonósov não pertence a nenhum governo, já que é uma zona com status especial.

Outros países com interesses na região, como os Estados Unidos, Canadá e Dinamarca, criticaram os métodos utilizados pela Rússia para defender seus direitos sobre o Ártico, e devem apresentar solicitações similares perante a ONU.

(Fonte: Folha.com)

Degradação da biodiversidade mundial acelera-se, diz Ban Ki-moon

mundo não consegue frear o ritmo no qual as espécies animais e vegetais desaparecem, advertiu nesta quarta-feira (22) o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em uma reunião sobre biodiversidade durante a cúpula das Nações Unidas sobre as Metas do Milênio em Nova York.

“A degradação da diversidade acelera-se no mundo”, enfatizou Ban aos líderes reunidos na sede da ONU. “A razão é simples: as atividades humanas, de vocês, minhas, as de cada um (…). Muita gente continua sem entender as consequências dessa destruição”, completou.

Relatórios recentes advertem que o ritmo natural da extinção de espécies multiplicou-se por 1.000 devido à atividade humana e também às mudanças climáticas.

Mas a comunidade internacional tinha se comprometido a reduzir o ritmo da perda de espécies e habitats até 2010, declarado o ano internacional da biodiversidade.

“A meta para 2010 não foi alcançada”, disse Ban.

O secretário-geral também advertiu que na convenção sobre diversidade biológica em outubro na cidade japonesa de Nagoya, os representantes de 193 nações deverão discutir a distribuição equitativa das responsabilidades sobre os recursos naturais e seus benefícios.

Um plano estratégico com as nações de economias emergentes deve “garantir transparência, segurança jurídica e previsibilidade para quem busca acesso aos recursos, assim como distribuição justa e equitativa dos benefícios derivados deles”, advertiu, por sua vez, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, pediu para divulgar mais a importância de conservar as espécies animais e vegetais.

“Precisamos de um pacto em Nagoya”, disse Teixeira, que instou os líderes mundiais a “elevar o perfil da biodiversidade e galvanizar a vontade política e o compromisso de todos os países”.

“Não seremos capazes de mitigar a mudança climática nem de nos adaptar a seu impacto, nem de prevenir a desertificação e degradação dos solos, se não protegermos nossos ecossistemas e biodiversidade”, enfatizou Barroso.

(Fonte: G1)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dobradura só leva 20 segundos e pode ajudar a reduzir o uso de sacolinhas plásticas em casa

Saco é um saco, não é mesmo? Mas como armazenar e tirar o lixo de casa sem a sacolinha plástica do supermercado, da padaria ou da farmácia? Uma saída é usar um único saco na semana em uma lixeira grande, de preferência de plástico reciclado, no qual vai-se acumulando o lixo doméstico, que pode ser recolhido nos diversos lixinhos da casa (cozinha, banheiros...) em embalagens que se decompõem mais rápido que o plástico, tais como papelão ou papel jornal.

O consumidor consciente busca evitar o lixinho-dentro-do-plastiquinho-que-vai-para-a-sacolinha-dentro-de-outra-sacolilnha-maior-jogada-com-outras-sacolinhas-dentro-do-saco-preto-grande. Por que não jogar tudo direto no saco preto e evitar essa cadeias de sacolinhas dentro de sacolinhas? Cada brasileiro consome em média 800 saquinhos plástico por ano ou quase 153 bilhões de sacolinhas no país inteiro. Se fosse um pedaço único de plástico, daria para cobrir todo o Estado do Rio de Janeiro ou mais da metade de Santa Catarina.

O plástico é feito de petróleo, portanto aumenta o aquecimento global, leva centenas de anos para se degradar na natureza e, descartado errado, vai entupir bueiros e tubulações de esgoto provocando enchentes. No lixão ou aterro sanitário, por impedir a circulação de gases, também atrapalha a degradação de outros materiais.

Um boa dica é recolher os pequenos lixinhos da casa em sacolinhas de jornal. Você aproveita para reciclar o jornal velho e ainda reduz o uso do plástico. Veja como fazer. O passo-a-passo dessa dobradura circula pela internet e o Akatu recebeu por email de um consumidor consciente, passe adiante.

1) Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.

Dobradura só leva 20 segundos e pode ajudar a reduzir o uso de sacolinhas plásticas em casa

Saco é um saco, não é mesmo? Mas como armazenar e tirar o lixo de casa sem a sacolinha plástica do supermercado, da padaria ou da farmácia? Uma saída é usar um único saco na semana em uma lixeira grande, de preferência de plástico reciclado, no qual vai-se acumulando o lixo doméstico, que pode ser recolhido nos diversos lixinhos da casa (cozinha, banheiros...) em embalagens que se decompõem mais rápido que o plástico, tais como papelão ou papel jornal.

O consumidor consciente busca evitar o lixinho-dentro-do-plastiquinho-que-vai-para-a-sacolinha-dentro-de-outra-sacolilnha-maior-jogada-com-outras-sacolinhas-dentro-do-saco-preto-grande. Por que não jogar tudo direto no saco preto e evitar essa cadeias de sacolinhas dentro de sacolinhas? Cada brasileiro consome em média 800 saquinhos plástico por ano ou quase 153 bilhões de sacolinhas no país inteiro. Se fosse um pedaço único de plástico, daria para cobrir todo o Estado do Rio de Janeiro ou mais da metade de Santa Catarina.

O plástico é feito de petróleo, portanto aumenta o aquecimento global, leva centenas de anos para se degradar na natureza e, descartado errado, vai entupir bueiros e tubulações de esgoto provocando enchentes. No lixão ou aterro sanitário, por impedir a circulação de gases, também atrapalha a degradação de outros materiais.

Um boa dica é recolher os pequenos lixinhos da casa em sacolinhas de jornal. Você aproveita para reciclar o jornal velho e ainda reduz o uso do plástico. Veja como fazer. O passo-a-passo dessa dobradura circula pela internet e o Akatu recebeu por email de um consumidor consciente, passe adiante.

1) Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.




2) Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.




3) Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.



4) Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.



5) Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda e você terá a seguinte figura:



6) Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.



7) Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.



8) Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:




9) Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!



10) É só encaixar dentro do seu cestinho e substituir o saco plástico.



Que tal?




Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!

www.akatu.org.br

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mobilize-se e participe das atividades do Dia Mundial Sem Carro

Até o dia 22 de setembro, diversos eventos vão reivindicar, de forma pacífica, a viabilização de formas de mobilidade urbana mais sustentáveis e um transporte público melhor


Dia 22 de setembro é o Dia Mundial Sem Carro. Mas, desde quinta-feira (16/9), diversas atividades já são realizadas pelo país para promover, principalmente nos grandes centros urbanos, reflexões sobre a necessidade de racionalizar e reduzir o uso do transporte individual, incentivar o uso do transporte coletivo, reivindicar melhorias e ampliação do transporte público, optar por meios menos poluentes e defender o respeito aos pedestres.

O Dia Mundial Sem Carro é a maior convocação mundial para conscientização e mobilização contra os efeitos negativos do uso excessivo do carro sobre as pessoas e o meio ambiente decorrente. O movimento começou em algumas cidades da Europa no final do século passado e, desde então, vem se espalhando pelo mundo, ganhando a cada edição mais adesões nos cinco continentes.

Se houver alguma programação do Dia Mundial Sem Carro na sua cidade, mande para o twitter do Akatu (@institutoakatu), que o instituto vai divulgar.

http://www.akatu.org.br

Cientistas descobrem como o HIV cria resistência ao AZT

Mutações do HIV

Pesquisadores da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos, descobriram como o HIV-1, o vírus que causa a AIDS, cria resistência ao AZT, uma droga amplamente utilizada para tratar a AIDS.

Os cientistas, que relataram seus resultados na revista Nature Structural & Molecular Biology, acreditam que suas descobertas ajudarão na compreensão de por que tratamentos anti-AIDS importantes podem falhar, ajudando no desenvolvimento de medicamentos mais eficazes contra a doença.

"O que nós descobrimos é a rota detalhada que as mutações tomam para promover a resistência," conta Eddy Arnold, um dos autores do estudo. "Em vez de bloquear a ação do AZT, o vírus na verdade remove o medicamento, e faz isso usando ATP, uma das moléculas celulares mais comuns. Este é um exemplo incrível de como o HIV pode pode frustrar a eficácia das drogas terapêuticas."

Resistência ao AZT

O AZT já foi o único tratamento para a AIDS, e continua sendo um tratamento importante, sobretudo na prevenção da transmissão do vírus de mães infectadas para os seus filhos recém-nascidos.

Os cientistas descobriram logo depois do surgimento do medicamento que o HIV desenvolvia resistência ao AZT, e que esta resistência tinha a ver com mutações, mas a forma como as mutações funcionavam para resistir à droga ainda era um mistério.

O AZT funciona inibindo uma enzima, a transcriptase reversa, que o HIV precisa para produzir DNA a partir de RNA, e assim se replicar.

Trifosfato de adenosina

Cerca de 10 anos atrás, estudos bioquímicos em vários laboratórios concluíram que a transcriptase reserva do HIV-1 resistente ao AZT usa o trifosfato de adenosina, ou ATP, que move energia dentro da célula, para remover o AZT.

Arnold e seus coautores utilizaram uma técnica chamada cristalografia de raios X para descrever em detalhe atômico como as mutações resistentes ao AZT permitem que transcriptase reversa recruta o ATP para remover o AZT.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=hiv-resistencia-azt&id=5743&nl=nlds

População idosa cresce e maioria sofre de doenças crônicas, diz IBGE

Saúde na terceira idade

Dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira apontam que a proporção de idosos na população brasileira registrou um aumento na última década, passando de 9,1% do total em 1999 para 11,3% em 2009.

De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) - que analisa as condições de vida no país com base em diversos estudos - cerca de 21 milhões de brasileiros têm 60 anos de idade ou mais.

Segundo a pesquisa, embora 48,9% dos idosos sofra de mais de uma doença crônica, 32,5% deles não têm cadastro no Programa de Saúde da Família - projeto do governo federal de acompanhamento médico - nem plano de saúde particular.

Segundo analistas do instituto, isso significa que uma parcela da população mais velha não tem a possibilidade de fazer exames preventivos periódicos.

A hipertensão, que pode causar infartos fulminantes e acidentes vasculares, atinge 50% dos idosos.

De acordo com a pesquisa, homens e mulheres vivem cerca de três anos a mais do que em 1999. A esperança média de vida no Brasil é de 73,1 anos. Mulheres vivem em média 77 anos, oito a mais do que os homens.

Desigualdade entre homens e mulheres

A análise de indicadores sociais também mostra que as mulheres ainda têm rendimento menor do que os homens, mesmo com mais anos de estudo. Elas recebem cerca de 70,7% do que eles, em média.

Entre a população mais escolarizada, a diferença é ainda maior. Mulheres com 12 anos ou mais de estudo recebem somente 58% da quantia ganha pelos homens com o mesmo nível de instrução.

O número de horas de trabalho também é menor para as mulheres. Elas trabalham em média 36,5 horas semanais, contra 43,9 dos homens.

No entanto, as mulheres gastam 22 horas semanais com tarefas domésticas. Os homens, 9,5 horas.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=populacao-idosos-no-brasil&id=5752&nl=nlds

PUCRS sedia congresso mundial sobre as cidades do futuro

Construindo comunidades para as cidades do futuro é o tema do 54º IFHP World Congress 2010 Porto Alegre, que ocorrerá de 14 a 17 de novembro.


Organizado pela International Federation for Housing and Planning (IFHP) e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUCRS (FAU), o evento dará enfoque para temas que têm despertado a atenção de vários países, como habitação de interesse social, participação popular na gestão dos assuntos urbanos, desenvolvimento sustentável, globalização, entre outros.

Participarão do congresso estudiosos das problemáticas urbanas, como o arquiteto e urbanista Jaime Lerner; a arquiteta australiana e diretora da Federação Escocesa de Associações de Habitação, Jane Stanley; o urbanista e economista holandês, Hugo Priemus; a especialista inglesa em gestão de programas comunitários e desenvolvimento de políticas públicas, Jo Negrini; o consultor da Agência Habitat das Nações Unidas para gestão e planejamento de projetos de regularização de assentamentos informais, Claudio Acioly Junior; o arquiteto inglês John Thompson, que trabalha com urbanismo participativo; e a socióloga americana Saskia Sassen.

O evento incluirá o Concurso Internacional de Estudantes, o Prêmio Jovens Profissionais, apresentação de artigos, projetos e pôsteres, além de visitas de estudo orientadas por arquitetos e professores a pontos da Capital. Estão programados também dois laboratórios para a discussão de questões relativas à orla em Porto Alegre e sobre ações governamentais e projetos previstos para antes da Copa do Mundo de 2014 e após o evento.

Mais informações e inscrições: http://www.ifhp.org/?q=node/186

PUCRS/EcoAgência

Lançada programação da Semana da Água 2010

O NEJ-RS é apoiador da Semana da Água e realiza a Terça Ecológica de setembro no dia 28. O Professor da UFRGS e Doutor em Ecologia Paulo Brack vai falar sobre "Licenciamento ambiental de hidrelétricas do Brasil: inteligência X transgressão". Será às 19h no auditório da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, campus Saúde. A entrada é franca


A programação oficial da 17ª Semana Interamericana da Água e 10ª Semana Estadual da Água foi lançada na sexta-feira, dia 17, com um café da manhã para convidados e jornalistas na sede Sociedade de Engenharia do Estado do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Este ano, o tema da Semana é “Água – incolor, inodora, insípida e indispensável”. O Núcleo de Ecojornalistas do RS é apoiador da Semana da Água e realiza a Terça Ecológica de setembro no dia 28, incluída na programação do evento. O Professor da UFRGS e Doutor em Ecologia Paulo Brack vai falar sobre "Licenciamento ambiental de hidrelétricas do Brasil: inteligência X transgressão". Será às 19h no auditório da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, campus Saúde. A entrada é franca.

A Semana da Água é promovida todos os anos pela seção gaúcha da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes-RS), com a parceria da Sema, da Corsan e do Dmae, e com o apoio de órgãos estaduais, municipais e entidades privadas. Normalmente a celebração inicia no Dia Interamericano da Água, primeiro sábado de outubro, mas este ano foi antecipada para o período de 25 de setembro a 2 de outubro, para não coincidir com o período eleitoral.

A abertura oficial será em Pelotas, dia 25 de setembro, às 14h, no auditório do Colégio Gonzaga, e o encerramento oficial será no dia 30 de setembro, às 10h, na Praça Mallet, em Santa Maria, embora muitas das atividades prossigam até o início de outubro. Estima-se que mais de 1,3 milhão de gaúchos participarão das cerca de 1.600 atividades que serão desenvolvidas por mais de 900 instituições e empresas ligadas ao setor de saneamento ou interessadas na preservação do ambiente natural. Entre elas estão escolas, clubes de serviço, organizações governamentais e não governamentais, e comitês de bacia.

O destaque desta edição é o incentivo à expansão dessa celebração a cada um dos 496 municípios do Rio Grande do Sul. Para isso, a Abes-RS solicita às prefeituras gaúchas que aproveitem o período para instituir por lei a Semana Municipal da Água. No início do ano, com o apoio da Famurs, a Abes-RS distribuiu uma cartilha com dados e indicações para a criação da Semana Municipal da Água com a participação de entidades locais ligadas à defesa do ambiente natural.

Dia Interamericano da Água (DIAA) foi instituído em 1992 pela Organização Pan-americana da Saúde (Opas), com apoio da Associação Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental (Aidis), e pela Associação Caribenha de Água e Águas Residuais (CWWA). E foi celebrado pela primeira vez no Brasil em 1993 aqui no Rio Grande do Sul, por iniciativa da seção gaúcha da Abes, entidade que é o capítulo brasileiro da Aidis. A Abes-RS também promoveu a primeira edição da Semana Interamericana da Água, em outubro de 1994.

Conferir a programação: http://www.abes-rs.org.br/semana_da_agua/index.htm

Assessoria da Abes-RS - EcoAgência

Ministério da Saúde contesta reportagem sobre Tamiflu

O Ministério da Saúde divulgou nota neste sábado, 18, em que contesta reportagem da última edição da Revista Veja, associando a compra do medicamento Tamiflu, usado no tratamento da gripe H1N1, a esquema de pagamento de propina na Casa Civil. A revista relata que o suposto esquema beneficiou servidores da pasta em julho de 2009. Na época, a presidenciável Dilma Rousseff comandava a pasta e Erenice Guerra, que a sucedeu no órgão, era secretária-executiva. Ainda no sábado, o ministro da Saúde concedeu coletiva reforçando a posição do Ministério da Saúde.

Segundo a Veja, o governo fechou em junho de 2009 uma compra emergencial do Tamiflu, com aval da Casa Civil. Teriam sido comprados mais medicamentos que o necessário, no valor de R$ 34,7 milhões, em troca de uma comissão. A matéria afirma que o advogado Vinícius de Oliveira Castro – ex-assessor da Casa Civil, que deixou o cargo na semana passada após as primeiras denúncias contra Erenice – teria recebido R$ 200 mil para não revelar o esquema.

O Ministério da Saúde afirma que adquiriu “quantidade suficiente do antiviral para tratar 14,5 milhões de pessoas”, no valor global de R$ 400 milhões. Explica que o valor foi definido a partir de “critérios exclusivamente técnicos”, para tratar de 10% da população brasileira. “As negociações do Ministério com o laboratório resultaram num preço 76,7% mais baixo” que o de mercado, diz a nota.

O ministério acrescenta que as compras foram realizadas diretamente com o laboratório Roche, único produtor do medicamento, sem intermediários. Frisa que a “Casa Civil não teve interferência no processo” e lembra que a vacina contra a gripe chegaria ao Brasil somente em 2010. Por isso, o Tamiflu “era a única solução indicada contra a doença disponível naquele momento”.

Leia a nota do Ministério da Saúde:

Esclarecimento sobre compra de antiviral fosfato de oseltamivir (Tamiflu)

Em relação à compra do antiviral fosfato de oseltamivir (Tamiflu) para o tratamento contra a gripe H1N1, o Ministério da Saúde esclarece que:

” Adquiriu em 2009 quantidade do antiviral suficiente para tratar 14,5 milhões de pessoas contra influenza. O total foi definido a partir de critérios exclusivamente técnicos estabelecidos pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde. As compras foram realizadas diretamente entre o Ministério da Saúde e a diretoria do único laboratório produtor do medicamento, sem intermediários. Portanto, ao contrário do que afirma reportagem da revista Veja, a Casa Civil não teve interferência neste processo.

” As negociações do Ministério da Saúde com o laboratório produtor para a compra do antiviral resultaram num preço 76,7% mais baixo que o preço de mercado do produto. Os critérios técnicos adotados levaram em conta a previsão de 10% da população brasileira com indicação para o tratamento (o medicamento é indicado para casos graves e pessoas com fatores de risco), o que representaria aproximadamente 20 milhões de pessoas. Este percentual tem com base em modelo matemático do Center for Diseases Control, dos Estados Unidos, que considerou o número de casos graves em outras pandemias de influenza ocorridas historicamente.

” É importante lembrar que, em setembro de 2009, o Brasil chegou a ser criticado por ter estoque para apenas 5% da sua população, enquanto outros países adquiriram medicamentos para atender até 80% de sua população. Seguem exemplos dos estoques internacionais em 2009:

- Reino Unido – estoque suficiente para atender 80% da população; França e Austrália – estoque suficiente para 50% da população;

- Áustria, Japão, Cingapura e Irlanda – estoque para 45% da população;

- Suíça, Kuwait e Noruega – estoque para 40% da população;

- Nova Zelândia, Luxemburgo, Islândia e Catar – estoque para 35% da população;

- Estados Unidos, Holanda, Bélgica, Hong Kong e Macau – estoque para 30% da população.

” O volume adquirido também levou em conta a exigência de recomposição do estoque estratégico do oseltamivir, parcialmente utilizado na primeira onda da pandemia. A manutenção de um estoque nacional para garantir o atendimento da população em uma situação de pandemia mais grave, como a da gripe aviária, que tem letalidade de 70%, está estabelecida no Plano de Preparação Brasileiro para o Enfrentamento de uma Pandemia de Influenza, elaborado em 2005, de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde.

” Em 2009, foram realizadas sete compras de medicamento de Tamiflu. Um total de 75 milhões de comprimidos de 75 mg, 14 milhões de comprimidos de 45 mg e outros 16 milhões de 30 mg, além de 4 toneladas do medicamento em barril. Isso representa um total de 14,5 milhões de tratamentos (o tratamento para uma pessoa é composto por 10 comprimidos). O valor da compra soma R$ 400 milhões. O preço de cada tratamento saiu, em média, por R$ 28. Cada tratamento adulto saiu por R$ 34, 93. O preço autorizado pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) para a venda dos medicamentos de uso adulto nas drogarias privadas é de R$ 150.

” Foram distribuídos aos Estados e DF, entre 2009 e 2010, um total de 4,86 milhões de tratamentos. Além disso, conforme preconizado, o Ministério da Saúde mantém, em sua reserva estratégica nacional, 20 milhões de tratamentos, o suficiente para tratar cerca de 10% da população em caso de nova pandemia.

” Ressalta-se que há apenas um produtor mundial do medicamento. A vacina contra a doença somente surgiu no segundo semestre de 2009 para os países do hemisfério Norte e a sinalização dos laboratórios produtores sobre a disponibilidade do insumo somente foi dada no final do ano. Para os países do Hemisfério Sul, a vacina somente estaria disponível no início deste ano. Ou seja, o medicamento era a única solução indicada contra a doença disponível naquele momento.

(Fonte: Agência Estado / Estadão Online)