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sábado, 31 de dezembro de 2011

Lista dos desejos ambientais para 2012

O ano não acaba bem para o meio ambiente no Brasil. Só nos últimos meses, tivemos dois acidentes relacionados à exploração de petróleo em áreas oceânicas. Entre eles, o recente acontecido na Baía de Campos, norte do Rio de Janeiro, causado pela petroleira americana Chevron.

Maior que o impacto, grande, foi a falta da governança brasileira em atuar em situações de emergência. Na ocasião do vazamento faltou transparência, faltou verdade, estrutura, fiscalização e ações de comando e controle para garantir a preservação da nossa biodiversidade e a integridade do nosso mar.

O delegado da Polícia Federal Fabio Scliar foi pró-ativo. Lançou hoje uma nota afirmando claramente que “atuaram (representantes da empresa) aqui de maneira leviana e irresponsável”.

A empresa merece o banco dos réus. Mas, não o ocupa sozinha. Compartilha-o com o próprio governo brasileiro. A ANP não regulou, o IBAMA não fiscalizou, a Marinha não tinha estrutura suficiente para operar em casos de acidente off-shore e a Defesa Civil sequer apareceu na cena do crime.

Com uma estrutura dessas não dá para pensar em explorar o tal “bilhete premiado” do pré-sal, que desse jeito pode nos trazer mais problemas do que solução.

Minha lista dos desejos para o próximo ano? Que o governo brasileiro não se esqueça que o Brasil não deve seguir o exemplo dos países desenvolvidos, mas sim dar o exemplo, de como se desenvolver de forma limpa e segura. O nosso futuro é renovável. Investir nosso dinheiro na exploração do pré-sal é investir no passado.

* Leandra Gonçalves é bióloga da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace no Brasil.

http://www.portogente.com.br/ambiente/index.php?cod=60399

Lista dos desejos ambientais para 2012

O ano não acaba bem para o meio ambiente no Brasil. Só nos últimos meses, tivemos dois acidentes relacionados à exploração de petróleo em áreas oceânicas. Entre eles, o recente acontecido na Baía de Campos, norte do Rio de Janeiro, causado pela petroleira americana Chevron.

Maior que o impacto, grande, foi a falta da governança brasileira em atuar em situações de emergência. Na ocasião do vazamento faltou transparência, faltou verdade, estrutura, fiscalização e ações de comando e controle para garantir a preservação da nossa biodiversidade e a integridade do nosso mar.

O delegado da Polícia Federal Fabio Scliar foi pró-ativo. Lançou hoje uma nota afirmando claramente que “atuaram (representantes da empresa) aqui de maneira leviana e irresponsável”.

A empresa merece o banco dos réus. Mas, não o ocupa sozinha. Compartilha-o com o próprio governo brasileiro. A ANP não regulou, o IBAMA não fiscalizou, a Marinha não tinha estrutura suficiente para operar em casos de acidente off-shore e a Defesa Civil sequer apareceu na cena do crime.

Com uma estrutura dessas não dá para pensar em explorar o tal “bilhete premiado” do pré-sal, que desse jeito pode nos trazer mais problemas do que solução.

Minha lista dos desejos para o próximo ano? Que o governo brasileiro não se esqueça que o Brasil não deve seguir o exemplo dos países desenvolvidos, mas sim dar o exemplo, de como se desenvolver de forma limpa e segura. O nosso futuro é renovável. Investir nosso dinheiro na exploração do pré-sal é investir no passado.

* Leandra Gonçalves é bióloga da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace no Brasil.

http://www.portogente.com.br/ambiente/index.php?cod=60399

OMS se preocupa com mutação de vírus da gripe aviária em laboratório

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um alerta duro nesta sexta-feira (30) a cientistas que conseguiram criar uma forma altamente patogênica do vírus letal H5N1 da gripe aviária, dizendo que o trabalho deles pode ter riscos significativos e deve ser rigidamente controlado.

A agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) disse estar “profundamente preocupada com as consequências negativas potenciais” do trabalho de duas equipes de pesquisa da gripe, que este mês disseram ter descoberto como tornar o H5N1 numa forma transmissível, capaz de provocar pandemias letais entre os seres humanos.

O trabalho das equipes, uma da Holanda e outra dos Estados Unidos, já provocou um pedido de censura inédito de assessores de segurança americanos, que temem que a publicação de detalhes do estudo possa dar a agressores potenciais o “know-how” de como fazer uma arma biológica para fins terroristas.

O Conselho Nacional de Ciência para a Biossegurança dos Estados Unidos pediu que dois periódicos que querem publicar o trabalho disponibilizem o estudo apenas em versões editadas, pedido contestado pelos editores das revistas e por muitos cientistas.

Em sua primeira declaração sobre a polêmica, a OMS afirmou: “Embora esteja claro que o ato de conduzir pesquisas para obter conhecimento deve continuar, também está claro que certas pesquisas, e principalmente aquelas que podem gerar formas mais perigosas de vírus, têm riscos”.

O H5N1 é extremamente mortal em pessoas que estão diretamente expostas ao vírus de aves infectadas. Desde que foi detectado, em 1997, cerca de 600 pessoas o contraíram e mais da metade delas morreu.

Mas até agora o vírus não sofreu uma mutação natural para uma forma que pode passar facilmente de pessoa para pessoa, embora muitos cientistas temam que esse tipo de mutação deva acontecer e representar uma grande ameaça à saúde.

Pesquisadores da gripe no mundo trabalham há vários anos para tentar descobrir que mutações dariam ao H5N1 a capacidade de se espalhar mais facilmente de pessoa para pessoa, ao mesmo tempo mantendo suas propriedades fatais.

O Instituto Nacional de Saúde dos EUA financiou os dois estudos sobre como o vírus poderia ficar mais transmissível em humanos, com o objetivo de obter conhecimento sobre como reagir se a mutação ocorrer de forma natural.

Mas a OMS disse que a pesquisa deveria ser feita “apenas depois que tivessem sido identificados todos os riscos à saúde pública e benefícios importantes” e “houvesse a certeza de que as proteções necessárias para minimizar o potencial para consequências negativas estavam em vigor”.

(Fonte: G1)

Receitas caseiras não ajudam a prevenir a dengue, alertam especialistas

Para escapar da picada do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, muita gente recorre a receitas caseiras que circulam na internet ou dicas de amigos. Especialistas alertam que as recomendações alternativas não ajudam a prevenir a doença.

Comer alho, cebola, inhame, tomar vitamina C, chá de cravo da índia ou acender vela de andiroba são algumas das receitas populares. Mas nada disso impede uma pessoa de ser alvo da picada do mosquito, afirmam pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No caso dos alimentos, por exemplo, a pessoa teria de consumir grandes quantidades para liberar o cheiro das substâncias no suor e desviar a atenção do mosquito, explicam os pesquisadores.

Outra recomendação é passar repelente na pele. Segundo o epidemiologista e diretor do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edimilson Migowski, alguns produtos conseguem afastar o mosquito. Porém, o professor alerta que os repelentes agem, em média, por três horas e não podem ser passados no corpo a todo tempo.

“Durante uma parte do dia, você vai ficar descoberto”, diz. O mosquito tem hábitos diurnos e prefere alimentar-se no amanhecer ou ao entardecer. Pode picar as pessoas também no período da noite.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, também não indica as receitas caseiras. “Não tem eficácia comprovada e faz com que as pessoas não adotem as medidas eficazes.”

Jarbas Barbosa destaca a adoção de hábitos dentro de casa para acabar com os criadouros do mosquito. Entre eles, tampar a caixa d`água, desentupir as calhas, tirar a água das bandejas do ar condicionado e dos pratinhos dos vasos de planta e colocar tela em privadas e ralos pouco usados – que acumulam água parada, locais preferidos do mosquito para depositar os ovos.

Fazer essa vistoria em casa e no escritório pelo menos uma vez por semana é o suficiente, informou o secretário. Do ovo até a fase adulta, o ciclo de vida do Aedes aegypti leva de 7 a 10 dias.

“Quando você joga fora a água parada elimina de 60 a 100 larvas do mosquito. Nenhuma outra medida vai evitar [o surgimento] de tantos mosquitos de uma única vez”, acrescentou o professor Edimilson Migowski.

Um levantamento divulgado pelo ministério mostra que 48 municípios apresentam risco de surto de dengue neste verão. Em cada cidade, as equipes de saúde encontraram larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis visitados, taxa considerada preocupante.

A proliferação do mosquito da dengue aumenta no verão devido à alta temperatura e às chuvas que aumentam o número de locais com água parada e facilitam o depósito de ovos do inseto.

(Fonte: Carolina Pimentel/ Agência Brasil)

Desastres naturais ameaçam o mundo que está despreparado, adverte agência britânica

O mundo está “perigosamente” despreparado para lidar com futuros desastres naturais, advertiu a agência de desenvolvimento internacional da Grã-Bretanha. A agência britânica informou que o despreparo é causado pela ausência de contribuição dos países ricos ao fundo de emergência mundial.

O fundo de emergência é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), criada como resposta a tsunamis, com o objetivo de auxiliar regiões afetadas por desastres naturais.

De acordo com informações de funcionários da ONU, o fundo emergencial sofre com um déficit equivalente a R$ 130,5 milhões para 2012.

A escassez do fundo, segundo especialistas, tem relação direta com a série de tragédias naturais que ocorreram ao longo de 2011, como o tsunami seguido por terremoto no Japão; a sequência de tremores de terra na Nova Zelândia, enchentes no Paquistão e nas Filipinas e fome no Chifre da África.

Na segunda-feira (26) peritos japoneses e estrangeiros concluíram que medidas de precaução adequadas poderiam ter evitado os acidentes radioativos, na Usina de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão, em 11 de março deste ano. Na ocasião, um terremoto seguido por tsunami causou danos nos reatores da usina provocando explosões e vazamentos.

A conclusão foi divulgada durante um painel de peritos no Japão. Nos debates, os especialistas disseram que os acidentes demonstraram a necessidade de ampliar as medidas de prevenção referentes às ações de emergência relativas à usina. Segundo eles, houve falhas no que se refere às influências de terremotos e tsunamis na estrutura física da usina.

(Fonte: Renata Giraldi/ Agência Brasil)

Frutos do mar estão entre os alimentos que mais causam alergia

Nas férias, quem sai de viagem para a praia deixa em casa toda a sua rotina. Mudam a hora de dormir, a hora de acordar e os hábitos alimentícios. Quem vive longe do litoral aproveita para comer frutos do mar, mais frescos e mais baratos do que os encontrados nos mercados da cidade em que mora.

Algumas vezes, o corpo não responde bem às mudanças e provoca o que os médicos chamam de reações adversas ao alimento. Essas reações podem ser de origem infecciosa ou alérgica.

A relação da mineira Maria Aparecida Santos Silva com os frutos do mar é um tipo caso de alergia. Criada em uma época em que era difícil encontrar esses alimentos em Belo Horizonte, ela demorou a descobrir que era alérgica.

Hoje com 75 anos, a dona de casa conta que, nos anos 1950, comia camarões em lata, bem pequenos, misturados no arroz. “Sentia que picava minha garganta, mas não dava nada mais grave”, diz.

Maria Aparecida tinha 18 anos quando a alergia se manifestou mais intensamente. “A primeira demonstração foi numa festa casamento que serviu bobó de camarão com camarões grandes. Quando eu terminei, comecei a ficar vermelha e fiquei com a respiração curta. Meu tio, que é médico, me levou para o hospital para tomar injeção. Aí ele falou: ‘passe longe de camarão e lagosta’”, lembra.

A experiência a deixou em alerta máximo. “Até o cheiro dá uma coceira no nariz”, ela afirma. “Evito comer salgados em festa, nunca se sabe onde eles foram fritos”.

A preocupação tem a ver com a segunda crise alérgica, que aconteceu anos mais tarde, durante uma viagem à Bahia. No almoço, ela pediu bacalhau, mas seu marido comeu camarão e ela teve a reação alérgica. “Estava com a boca toda branca por dentro e dificuldade para respirar. Era sexta-feira da Paixão, passei um aperto para achar um farmacêutico”, relembra. Quando finalmente encontrou, Maria Aparecida tomou a injeção e a crise terminou.

Explicação médica – Essa injeção tão comum que resolve as crises de alergia é de adrenalina, e deve ser aplicada em um músculo, geralmente no músculo lateral da coxa.

A alergia alimentar, como a respiratória, é uma resposta exagerada do sistema de defesa do corpo a alguma substância. É uma reação imediata, que surgem normalmente minutos após a ingestão do alimento, no máximo duas horas depois.

Provoca vermelhidão e coceira intensa na pele, dor de barriga, vômito e diarreia e tosse e falta de ar, com um inchaço na garganta conhecido como edema de glote. Também faz com que a pressão arterial caia e pode levar à parada cardíaca, em sua versão mais grave, o choque anafilático.

A alergia a frutos do mar é uma das alergias alimentares mais comuns no Brasil. “Em geral, a gente considera que entre 2% e 5% têm alergia a camarão e outros frutos do mar”, diz Raquel Pitchon, alergista e imunologista geral e pediátrica do Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte.

A médica explica que animais como o camarão, a lula e o mexilhão têm um antígeno na formação do tecido que dispara essa reação. O mesmo antígeno está presente nos ácaros, então quem tem alergia respiratória a poeira fica mais predisposto à reação alimentar também, segundo a especialista.

O diagnóstico de alergia pode ser dado por um médico alergista. “Ele vai perguntar o histórico, o histórico é muito importante”, afirma Pitchon. Além disso, existe um exame feito na pele ou no sangue que pode confirmar a presença dos anticorpos que provocam a reação alérgica.

Infecções – Mesmo quem não é alérgico a frutos do mar fica sujeito a reações adversas aos alimentos na praia. Isso porque é comum a infecção por bactérias e outros parasitas.

Segundo a médica, a melhor forma de se proteger dessas infecções “é comer alimentos cozidos, frutas frescas, evitar ingestão de maionese e cremes brancos, em casos de suspeita”. Quem manipula os alimentos deve ter cuidado redobrado com a higiene.

A contaminação é mais comum se a cidade não tiver saneamento básico ou se o mar receber esgoto sem tratamento, o que deixa a água com coliformes fecais. Além disso, o calor e a umidade favorecem a proliferação das bactérias.

(Fonte: Tadeu Meniconi/G1)

Recordes desastrosos

Desastres ambientais sem precedentes, números alarmantes associados ao aquecimento global e polêmicas sobre questões políticas foram os destaques da área de meio ambiente em 2011.

O ano de 2011 foi marcado pela ocorrência de grandes desastres ambientais em todo o planeta e por números alarmantes associados ao aquecimento global. Na esteira desses recordes negativos, intensificaram-se as discussões – e as polêmicas – sobre ações e políticas governamentais relacionadas com o meio ambiente.

Para os brasileiros, o ano começou com a pior tragédia ambiental já vivida no país: as enchentes e os deslizamentos de terra provocados pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro. Ainda em janeiro, dezenas de cidades de Minas Gerais e Santa Catarina decretaram situação de emergência por causa das fortes chuvas.

Fora do Brasil os estragos não foram menores. Austrália e Tailândia viveram as piores enchentes dos últimos 50 anos. Mas nenhuma tempestade foi tão devastadora este ano quanto a que atingiu as Filipinas em dezembro.

Se a água foi o maior problema para alguns países, para outros a falta dela foi a grande vilã. O nordeste da África – região conhecida como Chifre de África, que inclui Somália, Etiópia, Djibouti e Eriteia – passou pela pior seca dos últimos 60 anos e ainda sente os efeitos da escassez de comida provocada pelo fenômeno.

Na China, a seca que começou em 2010 não deu trégua em 2011 e também se tornou a pior dos últimos 60 anos. Especialistas alertam que a queda na produção agropecuária chinesa pode levar a uma crise alimentar global. Não bastasse a falta de água, várias províncias da China ainda enfrentaram chuvas torrenciais. Os Estados Unidos sofreram um número recorde de eventos climáticos extremos este ano. O principal deles foi a seca no Texas, a pior já ocorrida no estado.

Terremotos atingiram países como Sibéria, Nova Zelândia e Turquia. Mas nada se comparou ao terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão em março e provocou explosões na usina nuclear de Fukushima, resultando em um dos maiores acidentes nucleares da história.

Além dos efeitos ambientais, a tragédia japonesa colocou em evidência as discussões sobre o uso da energia nuclear e muitos países europeus já decidiram abandonar essa fonte. A Alemanha, por exemplo, anunciou que vai antecipar o fechamento de suas usinas nucleares para 2022 e a Suíça também decidiu acabar com seus reatores.

Culpa do aquecimento global
Diversos estudos têm relacionado a maior frequência ou o agravamento de eventos naturais extremos ao aquecimento global. “Este foi o 11º ano mais quente desde o início dos registros”, ressalta o biólogo Jean Remy Guimarães, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e titular da coluna ‘Terra em transe’ da CH On-line.

Pesquisas realizadas no Canadá e no Reino Unido mostraram que a presença de gases-estufa derivados da ação humana contribui para elevar a temperatura da atmosfera e leva a um acúmulo maior de vapor d’água, o que aumenta significativamente a probabilidade de tempestades.

Além disso, um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) concluiu que há uma probabilidade de 66% de que as alterações no clima já estejam contribuindo para agravar a ocorrência de eventos climáticos extremos. E a situação deve piorar se o planeta continuar a aquecer.

Por falar em aquecimento, mapas de satélites mostraram que o gelo do Ártico está derretendo em nível nunca registrado desde que as observações começaram, em 1972. Se essa tendência permanecer, os pesquisadores acreditam que não haverá gelo na região polar nos meses de verão dentro de 30 anos – cerca de 40 anos antes do que previa o último relatório do IPCC.

A julgar pelas emissões de gás carbônico, o prognóstico não é nada animador. Um estudo norueguês publicado na recém-lançada Nature Climate Change concluiu que, em 2010, as emissões de CO2 cresceram 5,9% em relação ao ano anterior e bateram seu recorde histórico.

Por outro lado, um relatório especial do IPCC lançado em maio destaca o potencial das fontes alternativas de energia para manter as emissões de gases-estufa abaixo do limite considerado seguro pelos cientistas e mitigar as mudanças climáticas. De acordo com o documento, se forem usadas todas as tecnologias renováveis disponíveis atualmente, com apenas 2,5% das fontes alternativas viáveis seria possível suprir cerca de 80% da demanda mundial de energia até 2050.

Segundo estudos da Associação Mundial de Energia Eólica, até o primeiro semestre de 2011, 86 países já usavam essa fonte renovável na geração de energia elétrica, entre eles, a China, detentora da maior capacidade instalada. O Brasil parece estar seguindo essa tendência de crescimento, com o anúncio da implantação de vários parques eólicos. Atualmente, a energia dos ventos é responsável por 1% da matriz energética nacional – mas a estimativa do potencial eólico brasileiro é bem maior do que a capacidade de geração instalada.

O Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas anunciou este ano que os investimentos em energia renovável cresceram 32% em 2010. Na contramão da história, a indústria de energia renovável dos Estados Unidos tem seu futuro ameaçado pelo fim iminente da ajuda governamental que a fez prosperar nos últimos anos.


Entre perdas e ganhos
No campo político, os olhos do mundo voltaram-se para a COP-17, realizada em Durban, na África do Sul. A conferência foi considerada um sucesso diplomático e o Brasil teve papel importante nesse desfecho. O saldo foi a renovação do Protocolo de Kyoto, a consolidação do Fundo Verde do Clima (que será usado para combater as emissões e promover ações de adaptação à mudança climática nos países em desenvolvimento) e a construção das bases de um futuro acordo que prevê limites compulsórios de emissões, inclusive para Estados Unidos, China, Índia e Brasil.

Apesar desse ‘avanço’, a preocupação com o meio ambiente ficou em segundo plano, já que o acordo só será realmente fechado em 2015 e passará a vigorar em 2020. “Não dá para garantir que os governos vão honrar seus compromissos, pois as autoridades serão outras no futuro”, ressalta Jean Remy Guimarães. “A COP-17 foi a continuação do retrocesso observado nos anos anteriores.”

No plano interno, o Brasil tem adotado uma postura bem diferente. Em meio a liminares concedidas e revogadas, o projeto de construção da hidrelétrica de Belo Monte (Pará) segue seu curso, apesar da oposição local cada vez mais forte. “Dezenas de associações estão se organizando em uma campanha contra o projeto”, diz Guimarães.


As obras para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, já foram iniciadas, apesar da forte oposição de diversos setores da sociedade e grupos locais. (foto: Programa de Aceleração do Crescimento-PAC/ CC BY-NC-SA 2.0)
O debate público sobre os impactos ambientais da usina ganhou maior destaque após uma batalha de vídeos divulgados na internet que mobilizou as redes sociais: um contrário ao projeto produzido por atores da Rede Globo e dois em defesa da hidrelétrica, feitos por estudantes da Universidade Estadual de Campinas e da Universidade de Brasília. Ao que tudo indica, a polêmica deve continuar.

As discussões sobre os riscos ambientais associados a atividades de exploração de recursos naturais e a forma como o governo lida com essas questões também vieram à tona com o vazamento de petróleo em poços da empresa Chevron em Campos (Rio de Janeiro) e a possibilidade de diminuição da área de proteção da Serra da Canastra, em Minas Gerais, para a extração de diamantes – debate que deve ser retomado em 2012.

Para não dizer que 2011 – declarado pela ONU o Ano Internacional das Florestas – teve apenas recordes negativos, em dezembro o governo brasileiro divulgou que a taxa de desmatamento na Amazônia entre julho de 2010 e julho de 2011 foi a menor já registrada desde que começaram as medições, em 1988: 6.238 km2, valor 11% menor que o do ano anterior.

Para Guimarães, não há muito que comemorar, pois essa queda estaria relacionada ao fato de a cobertura florestal ser menor hoje. “Além disso, em alguns estados, como Maranhão e Rondônia, as taxas de desmatamento são escandalosas”, destaca.

Na mata atlântica, os números apontam queda de 50% no desmatamento entre os períodos de 2005 a 2008 e 2008 a 2010. Mesmo assim, a situação do bioma, que tem apenas 8% de sua cobertura original, preocupa.

Resta saber se essas taxas continuarão caindo caso o novo Código Florestal Brasileiro seja aprovado e sancionado em 2012, mesmo diante das polêmicas que gerou este ano. Mas essa é uma longa história, que será relembrada no próximo capítulo desta retrospectiva.

Thaís Fernandes
Ciência Hoje On-line

Exército cria software para auxiliar vigilância de áreas de fronteira, no AM

Um programa de computador desenvolvido há dois meses pelo Exército Brasileiro é utilizado para interligar via satélite os comandos de duas regiões militares, um grupamento de Engenharia e seis brigadas que atuam na Amazônia Legal, principalmente nas regiões de fronteira.

O ‘C2 Combate’ opera na sede do Comando Militar da Amazônia (CMA), em Manaus, e utiliza imagens georreferenciadas para acompanhar, em tempo real, todas as operações desenvolvidas nas 124 unidades militares espalhadas na região amazônica. Além disso, recebe alertas imediatos de crimes cometidos dentro das áreas de vigilância.

“Estamos monitorando 27 mil homens”, explicou o major Clynson Oliveira, responsável pelas operações no C2 Combate. Segundo ele, o Exército investiu R$ 350 mil no projeto.

O software, que opera em um ambiente seguro e exclusivo na internet, utiliza monitor com touchscreen para observar as ações desenvolvidas pelos quartéis, desde o combate à dengue e malária até reformas de estradas e prédio públicos em áreas remotas.

Imagens e videoconferências são passadas em uma tela de vídeo interativo, onde os comandantes das unidades militares dão orientações diárias das missões em campo. Antes do C2 Combate ser implantado, a comunicação ocorria via rádio e GPS. Com esta melhoria, a 8ª e a 12ª Região Militar, no Pará e no Amazonas, além do Grupamento de Engenharia e Construção (GEC) e seis brigadas militares estão interligadas via satélite e internet.

“O que estiver sendo feito pelas unidades militares, o CMA acompanhará em tempo real. Os alertas de ameaça ou crimes cometidos dentro das áreas de vigilância do Exército, como desmate ilegal e narcotráfico, são informadas a tempo de o Estado tomar providências cabíveis, por meio das forças de segurança nacional”, afirmou.

Soberania – O comandante militar da Amazônia, general Eduardo Villas Boas, explicou que o C2 Combate é uma das ferramentas que irá compor o ‘Sisfron’, um megasistema de vigilância das fronteiras brasileiras, através de sensores digitais e de patrulhamento humano.

O projeto, que irá custar R$ 11 bilhões ao cofres públicos em 10 anos, vai garantir a soberania da Amazônia no próximos anos. “O Brasil estará entre as maiores economias mundiais, nos próximo anos. A proteção das nossas fronteiras, principalmente na Amazônia, será essencial neste cenário geopolítico”, destacou.

(Fonte: Carlos Eduardo Matos/ G1)

Cientistas descobrem espécies no fundo do Oceano Índico

Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, capturaram imagens impressionantes em um dos pontos mais inóspitos do fundo do Oceano Índico.

As imagens, capturadas com a ajuda de um robô na Cadeia de Montanhas Submarinas do Sudoeste Índico, foram feitas enquanto os cientistas pesquisavam as aberturas de vulcões submarinos, no fundo do oceano.

Descobertos em 1977, estes respiradouros hidrotermais são fissuras no fundo do oceano que expelem água muito quente, rica em minerais. Apesar das temperaturas altíssimas, estas áreas podem abrigar ecossistemas variados.

A equipe de cientistas britânicos se concentrou nas aberturas do sudoeste índico porque esta cadeia está ligada à Cadeia de Montanhas do Oceano Atlântico e à Cadeia Central Índica, locais onde a vida marinha já foi bem documentada.

Nesta nova pesquisa, os cientistas da Universidade de Southampton encontraram moluscos, crustáceos, mexilhões e outras criaturas. Em seguida, eles compararam estas criaturas com as encontradas em respiradouros vulcânicos de cadeias submarinas vizinhas.

“Eu esperava (encontrar por) lá algumas semelhanças com o que sabemos do Atlântico, e algumas semelhanças com o que sabemos das aberturas do Oceano Índico, mas também encontramos animais que não são conhecidos em nenhuma daquelas áreas, e isto foi uma grande surpresa”, disse o professor Jon Copley, pesquisador-chefe do projeto.

Encruzilhada – A área pesquisada pelos cientistas é diferente das outras, pois tem menos atividade vulcânica do que outras cadeias submarinas, com menos respiradouros.

Para capturar as imagens, os pesquisadores usaram um robô submarino chamado Kiel 6000, do Instituto de Ciências Marinhas de Leibniz, na Alemanha. As descobertas do robô surpreenderam os cientistas. “Este lugar é uma verdadeira encruzilhada em termos de espécies de respiradouros no mundo todo”, disse Copley.

“Uma (das descobertas) foi um tipo de caranguejo yeti. Existem atualmente duas espécies descritas de caranguejo yeti conhecidas no Oceano Pacífico, e (esta última descoberta) não é como as outras, mas é o mesmo tipo de animal, com braços longos e cabeludos”, afirmou.

“Também (encontramos) alguns pepinos-do-mar, desconhecidos dos respiradouros do Atlântico ou da Cadeia Central Índica, mas conhecidos no Pacífico.” “Temos ligações com várias partes diferentes do mundo aqui”, disse o cientista.

Diversidade – A diversidade das criaturas encontradas também surpreendeu os cientistas. “Em muitos outros campos com respiradouros, nesta zona quente, você encontra animais que frequentemente são de apenas um tipo: na Cadeia do Atlântico é apenas camarão. Mas aqui vimos três ou quatro ao mesmo tempo”, disse Copley.

As descobertas devem ajudar os pesquisadores a descobrir mais sobre como as criaturas se movem de abertura em abertura. Estes respiradouros têm vida curta e, se as criaturas que habitam a área não tiverem a habilidade de se mover de um sistema para outro, a vida nestas regiões seria extinta.

Apesar destas descobertas, os pesquisadores temem pelo futuro da região. A China conseguiu uma licença para explorar o potencial de mineração destes respiradouros, concedida pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, sigla em inglês), entidade que regula a exploração nos oceanos.

“Seria muito prematuro começar a perturbar (as espécies da região) antes de descobrirmos totalmente o que vive lá”, afirmou o cientista.

(Fonte: G1)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Seis projetos ambientais recebem apoio não reembolsável do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira (26) a aprovação de três projetos ambientais na região amazônica, que receberão apoio não reembolsável no montante de R$ 26,2 milhões. Os recursos são oriundos do Fundo Amazônia.

Os beneficiados são o projeto Assentamentos Sustentáveis na Amazônia, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam); e os projetos Anapu Rumo ao Selo Verde, da Secretaria de Meio Ambiente e Turismo de Anapu, e o projeto Jacundá, Município de Economia Verde, da prefeitura de Jacundá, ambas no Pará.

BNDES informou, por meio da assessoria de imprensa, que o projeto do Ipam contará com recursos no valor de R$ 24,9 milhões. É o primeiro projeto em assentamentos do Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra) que receberá apoio financeiro da instituição. Ele pretende desenvolver a produção sustentável em pequenas propriedades rurais. Serão atendidas 2,8 mil famílias em dez assentamentos localizados no oeste paraense, em área de 260 mil hectares.

Com essas operações, o Fundo Amazônia soma 23 projetos em carteira, no valor de R$ 261 milhões. Os recursos são doados pelo governo da Noruega, pelo banco de desenvolvimento da Alemanha (KfW) e pela estatal brasileira Petrobras.

A direção do BNDES aprovou também, no âmbito da Iniciativa BNDES Mata Atlântica, apoio não reembolsável no montante de R$ 11 milhões para três projetos de reflorestamento que serão desenvolvidos nos estados do Paraná, de São Paulo e da Bahia. Os projetos permitirão recuperar 785 hectares do bioma. Os recursos são oriundos do Fundo Social do banco.

(Fonte: Alana Gandra/ Agência Brasil)

Afogamento no mar é pior que em água doce, dizem especialistas

A chegada do verão e o aumento de calor elevam o número de casos de afogamento no Brasil, especialmente no litoral. Segundo especialistas, esse risco é ainda maior quando o banhista está no oceano, já que uma quantidade menor de água salgada pode causar o mesmo estrago que um volume maior aspirado em rios e lagos.

O afogamento ocorre quando o organismo transporta muita água doce ou do mar para os órgãos usados na respiração: traqueia, brônquios e, principalmente, pulmões. Em casos menos graves, pode acontecer o “quase afogamento”: a pessoa também recebe uma grande quantidade de líquido estranho ao corpo, mas não chega a perder a consciência.

Quando a água se deposita dentro dos pulmões, a troca de gases que o órgão faz para garantir a chegada de oxigênio às células fica prejudicada. “Os pulmões têm uma área de 80 metros quadrados para a respiração. Quando alguém se afoga, uma parte significativa desse espaço é comprometida”, explica o pneumologista Lúcio Souza dos Santos, que atende na emergência do hospital paulista A.C. Camargo.

A gravidade do afogamento depende de quanto tempo o indivíduo passou com água em excesso nos pulmões. Mas o volume de líquido também é importante, e costuma ser maior quando a vítima está no mar. “A água salgada tem muito sódio, que entra nos alvéolos pulmonares e atrai uma grande quantidade do líquido que fica entre as células [material intersticial]”, diz o especialista.

Mergulhos perigosos – Os médicos recomendam que as pessoas saibam a profundidade do lugar onde estão entrando para nadar. “É preciso entrar aos poucos na água quando não se conhece o local, e jamais mergulhar de cabeça”, aponta Santos. “Se você bebeu ou tomou algum remédio ou substância que prejudique sua consciência, também deve ficar longe da água”, completa.

Evitar nadar em águas muito profundas em rios e mares é outra indicação importante. “É sempre bom ficar em um lugar em que você possa ficar de pé e não precise ficar nadando para não afundar”, afirma o pneumologista.

Já o ortopedista Alexandre Fogaça, do Hospital das Clínicas de São Paulo, lembra que brincadeiras perto de piscinas são tão perigosas quanto a imprudência ao mergulhar. “Fora o risco de afogamento, se um acidente acontecer a pessoa pode bater as costas no fundo da piscina e ficar paraplégica”, diz. Segundo ele, os mergulhos representam a quarta principal causa de lesão na medula.

O que fazer – O primeiro passo ao notar que alguém está se afogando é tentar manter a calma e buscar ajuda. “Se você estiver no mar, tente avisar alguém”, sugere Santos. “E apenas tente salvar a vítima de dentro da água se você aguentar o peso dela. Caso contrário, podem ser duas pessoas se afogando”, alerta.

Ao retirar o acidentado da água, é preciso prestar atenção nos sinais vitais. “Se o indivíduo estiver roxo, é preciso fazer massagem cardíaca”, destaca. “Para casos em que você consiga sentir o pulso dele no pescoço ou na virilha, é possível tentar tirar a água acumulada nos pulmões.”

Para remover o excesso de água, a vítima deve ser deitada com a barriga para baixo e a cabeça de lado. “Nessa posição, quem estiver ajudando pode comprimir as costas, começando perto do quadril e subindo até o tórax”, diz o pneumologista. O procedimento deve ser repetido até que a pessoa tussa e libere a água retida no organismo.

(Fonte: Mário Barra/ G1)

Planta carnívora que devora ratos é declarada nova espécie

Uma planta carnívora capaz de digerir pequenos animais – como ratos – foi declarada como uma nova espécie. A “dama de copas”, como é chamada, é uma das maiores plantas carnívoras – chega a 2,5 m de altura – e foi exibida para o público pela primeira vez há sete anos, em uma feira de botânica no Reino Unido. As informações são do site do jornal britânico The Independent.

Segundo a reportagem, somente agora a planta foi oficialmente reconhecida como pertencente a uma nova espécie. A Nepethes robcantleyi tem uma estrutura em forma de jarro com cerca de 40 cm de altura e dentro dela há ácido hidroclorídrico e enzimas (composição similar ao estômago humano) capazes de digerir insetos, pequenos mamíferos e répteis que caírem dentro dela.

O doutor Martin Cheek, especialista em classificação de plantas dos Jardins Botânicos Reais, em Kew, identificou a espécie como nova após a exposição. A espécie foi descoberta por Rob Cantley, ex-policial que atuou em Hong Kong (quando a ilha pertencia ao Reino Unido) e a achou nas Filipinas.

Cantley plantou algumas sementes que germinaram. Hoje, ele vende plantas exóticas originárias da Ásia. “Nós temos ratos e muitas vezes um é pego por essas plantas. Nós temos que ‘pescá-lo’ para fora.”

A planta nunca mais foi registrada nas Filipinas e a floresta onde ela foi achada pela primeira vez foi desmatada – o que pode significar que a espécie já está extinta na natureza.

(Fonte: Portal Terra)

Médicos alertam para riscos de viagens a altitudes elevadas

Passagem só de subida

Um número cada vez maior de turistas está se aventurando em montanhas cada vez mais altas.

A consequência mais imediata é um número igualmente maior da chamada "doença da montanha", que pode levar à morte em poucas horas.

O problema é que esses turistas acreditam ser alpinistas, mesmo sem qualquer preparo adequado, aventurando-se por regiões acima dos 5.000 metros de altitude.

Preocupados com o grande número de ocorrências recentes, dois médicos alemães criaram uma cartilha de orientação para os candidatos a montanhistas.

Eles recomendam que, em muitos casos, é melhor optar por um passeio em altitudes menores do que arriscar a própria vida em regiões tipicamente sem socorro imediato.

Doença da montanha

O chamado mal da montanha ocorre por falta de aclimatação ou por uma subida rápida demais.

O baixo nível de oxigênio nas regiões de alta montanha - acima dos 3.000 metros de altitude - pode causar sintomas dos mais diversos tipos.

Por exemplo, vômitos repentinos e dores de cabeça intratáveis com analgésicos comuns podem ser os primeiros sinais de edema cerebral.

Pessoas que passam 48 horas ou mais acima dos 4.000 metros podem sofrer debilitamento ou falhas de consciência que podem progredir para coma em poucas horas.

Por outro lado, a perda rápida de desempenho físico durante a subida, assim como uma tosse seca, são as primeiras manifestações do edema pulmonar de alta altitude.

Se a pessoa continua a subir, seu quadro avança igualmente para edema cerebral.

A doença é fatal se não for tratada rapidamente - o problema é que os locais onde o mal da montanha se manifesta nunca estão próximos de um hospital.

Sensibilidade à altitude

Os médicos Kai Schommer e Peter Bärtsch alertam que não existem testes de avaliação para a suscetibilidade de uma pessoa às altas altitudes.

Eles recomendam uma auto-avaliação que consiste basicamente em aferir a própria capacidade indo passo a passo montanha acima - mas não em uma única caminhada.

Assim, quem pretende fazer uma longa caminhada por altitudes na faixa dos 3.000 metros, deve ter testado antes sua capacidade para uma permanência similar, ainda que a um ritmo menor, um nível de altitude acima, ou seja, a 4.000 metros.

Em poucas palavras, recomendam eles, não se fabrica um montanhista ou um alpinista em um mês de férias, mas em um longo processo de treinamento, em que o candidato ascende nível por nível.

As recomendações completas, em inglês, podem ser vistas no endereço www.aerzteblatt.de/v4/archiv/pdf.asp?id=116424.

Substâncias que causam alergia podem ser testadas sem usar animais

Medicamentos para animais

Cientistas suecos obtiveram um avanço importante rumo ao fim dos testes de medicamentos em animais.

Os pesquisadores desenvolveram um método de teste único que faz a avaliação de substâncias que causam alergias.

Em vez de animais de laboratório, a técnica usa células da pele humana cultivadas em laboratório.

Os cientistas estão trabalhando intensamente para desenvolver métodos alternativos que não requeiram testes em animais, tanto por sua baixa qualidade, quanto pela crescente pressão da sociedade contra o sacrifício das cobaias.

Mas até hoje os medicamentos são testados em animais - por um lado, sacrificando os animais e, por outro, não obtendo algo exatamente adequado para a pele humana.

Alergias de contato

As chamadas alergias de contato já afetam cerca de 20% da população no mundo ocidental.

"Nós fizemos várias descobertas sobre o mecanismo por trás da alergia de contato, uma das quais é que as substâncias alergênicas reagem com as queratinas 5 e 14 na pele," explica a Dra. Sofia Andersson, coordenadora da pesquisa.

"As células da pele formam as chamadas 'bolhas' quando expostas a substâncias alergênicas, e isso pode ser usado para testar se uma substância é alergênica," diz a pesquisadora.

Como seria arriscado demais testar em pessoas, os cientistas desenvolveram uma cultura de tecidos de células humanas.

Substância alergênicas

A alergia de contato não tem cura, e a pessoa afetada deve evitar a substância alergênica, para evitar as reações.

Metais, como o níquel, e substâncias em perfumes e conservantes, estão entre as substâncias alergênicas mais comuns.

Elas são frequentemente usadas em produtos que entram em contato com a pele, como joias, loções para a pele e maquiagens.

Este pode ser um problema se a substância está presente em muitos produtos diferentes. É por esta razão importante para testar produtos cosméticos, a fim de prevenir o desenvolvimento de alergia de contato.

Resultados graduados

A União Europeia recentemente proibiu o uso de animais para testes de cosméticos.

Até agora, testes de alergênicos sem o uso de animais só conseguiam determinar se uma substância é alergênica ou não - tais testes não eram capazes de determinar a extensão com que uma substância provoca alergia.

A nova técnica com cultura de tecidos faz isso, produzindo os chamados "resultados graduados", mostrando as gradações, ou níveis de alergia causados.

Os resultados podem então ser usados para determinar concentrações seguras de substâncias em produtos que são usados em contato com a pele.

Como os experimentos deram resultados muito promissores, os cientistas agora estão trabalhando no estabelecimento de um protocolo e do método de análise.

Redação do Diário da Saúde

Plantas transgênicas continuam proibidas na Suíça

Aqui não

As plantas geneticamente modificadas não podem ser consideradas seguras. Portanto, é preciso tomar cuidado com elas.

Esta foi a conclusão de uma comissão oficial da Suíça, que recomenda avaliar com atenção os riscos antes de autorizar culturas de organismos geneticamente modificados (OGMs) para fins comerciais.

A Suíça, pioneira da agricultura biológica, continua muito prudente em matéria de cultura transgênica.

A legislação do país proíbe a disseminação de organismos geneticamente modificados (OGMs) para fins comerciais.

Sem garantia de segurança

Apesar disso, frutos e legumes nativos geneticamente modificados podem chegar às sacolas de compras dos consumidores nos próximos dois anos. Em novembro de 2013 termina a moratória sobre culturas transgênicas, como determinou o eleitor suíço através de plebiscito em 2005.

Em 12 de dezembro, a Comissão Federal de Ética para a biotecnologia no domínio não humano (CENH) apresentou uma série de recomendações, afirmando, em parte, que os "conhecimentos ainda são insuficientes para avaliar de forma conveniente os riscos ligados a uma disseminação comercial".

Afirmar que uma planta OGM é absolutamente segura é impossível, ressalta o comunicado.

"Tudo o que é possível estabelecer são cenários prováveis sobre os eventuais danos causados pelos OGM", afirma Martine Jotterand, membro do CENH e professor de genética na Universidade de Lausanne.

Riscos aceitáveis

A priori, a introdução de plantas transgênicas na agricultura suíça não é algo totalmente excluído. A maioria dos membros do CENH compartilha a opinião que essas culturas seriam possíveis se os riscos para o meio ambiente e o consumidor forem definidos como "aceitáveis."

"Aceitável significa que nós dispomos de motivos válidos para apoiar essa prática. É uma questão de conceito central: o que conta não é ser favorável ou se opor, mas muito mais os motivos de uma tomada de posição", explica Klaus Peter Rippe, presidente da comissão.

Trata-se de proceder com prudência e por etapas. Antes de passar a uma cultura com fins comerciais, a CENH estima que é imperativo realizar avaliações em laboratório e, como segundo passo, ter culturas de teste sob controle.

Para o CENH, os testes ao ar livre não devem servir para validar os resultados obtidos em laboratório, mas resultar na análise de novos modelos como, por exemplo, a interação entre as plantas e o meio que as cerca.

Desse ponto de vista, a comissão recomenda um monitoramento permanente de todas as fases de cultivo dos OGMs. E será apenas quando os riscos das fases sucessivas serão definidos como aceitáveis, é que a decisão poderá ser tomada.

Além disso, o monitoramento deve continuar mesmo após a concessão da autorização. "É a única maneira de observar os efeitos de longo prazo", justifica no relatório da comissão.

Pesquisa independente

Para tornar ainda mais segura uma tecnologia ainda incerta, a comissão propõe abrir uma brecha no monopólio da indústria genética, em particular na área da propriedade intelectual.

O material genético das empresas produtoras de sementes e plantas transgênicas deve ser acessível também para os pesquisadores independentes, estima Georg Pfleiderer, membro do CENH e professor de teologia e de ética na Universidade da Basileia.

No setor da biotecnologia, "os resultados mais desfavoráveis devem poder ser publicados", acrescente ele. "Será necessário, em caso de necessidade, criar bases jurídicas para garantir esse acesso."

Coabitação possível?

As obrigações da indústria não se limitariam aos setores de pesquisa e desenvolvimento. Segundo a comissão, aqueles que solicitarem uma autorização para uma cultura experimental ou comercial deverão garantir também, às suas próprias expensas, a integridade da produção convencional e biológica.

Por exemplo, ao manter uma distância mínima entre as culturas para evitar qualquer forma de contaminação durante o transporte das mercadorias. Essas condições são indispensáveis para garantir a liberdade de escolha dos consumidores, observa Klaus Peter Rippe.

Outro aspecto a não ser subestimado: a topografia e a dimensão reduzida das áreas agrícolas. As pesquisas realizadas atualmente dirão se é possível de fazer coabitar produtos convencionais e de OGMs em um pequeno país montanhoso como a Suíça.

Enquanto isso, no Brasil, a comissão responsável por fiscalizar os transgênicos acaba de flexibilizar as regras de monitoramento, que agora não precisam mais estabelecer prazos fixos para avaliações seguras.

Baseado em artigo de Luigi Jorio, da Swissinfo
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Mitos e verdades sobre gravidez e obesidade juntas

Gravidez com obesidade

Ironicamente, apesar da ingestão calórica excessiva, muitas mulheres obesas são deficientes em vitaminas vitais para uma gravidez saudável.

Mas há muitas outras estatísticas alarmantes que surgem quando obesidade e gravidez coincidem.

Juntas, elas apresentam um conjunto único de desafios que as mulheres e seus médicos devem enfrentar para alcançar o melhor resultado possível para a mãe e para o bebê.

Na edição de dezembro da revista Seminários em Perinatologia, a especialista em medicina materna, Loralei Thornburg (Universidade de Rochester - EUA) revisa as principais mudanças e obstáculos relacionados à gravidez que as mulheres obesas podem ter de enfrentar antes do parto.

Mito ou Verdade?

"Embora você possa ter uma gravidez bem-sucedida com qualquer peso, as mulheres precisam entender os desafios que o seu peso irá criar e se tornar uma parceira no seu próprio tratamento, pois elas precisam conversar com seus médicos sobre a melhor forma de otimizar a sua saúde e a saúde de seu bebê," recomenda ela.

"Eu trato pacientes obesas o tempo todo, e embora nem tudo saia sempre exatamente como planejado, elas podem ter uma gravidez saudável," afirma a médica.

Os seguintes mitos e verdades destacam alguns dos obstáculos para se ter em conta antes, durante e após a gravidez com obesidade.

Alguns são bem comuns, mas alguns chegam a ser surpreendentes.

Muitas mulheres obesas apresentam deficiência de vitaminas

Verdadeiro.

Quarenta por cento são deficientes em ferro, 24% em ácido fólico e 4% em vitamina B12.

Esta é uma preocupação porque certas vitaminas, como o ácido fólico, são muito importantes antes da concepção, diminuindo o risco de problemas cardíacos e defeitos da coluna vertebral em recém-nascidos.

Minerais, como cálcio e ferro, são necessários durante a gravidez para ajudar os bebês crescerem.

A especialista afirma que a deficiência de vitamina tem a ver com a qualidade da dieta, e não com a quantidade.

Mulheres obesas tendem a fugir dos cereais fortificados, frutas e legumes, e comer mais alimentos processados, que são ricos em calorias, mas pobres em valor nutritivo.

"Assim como todo mundo, as mulheres que estão pensando em engravidar, ou estão grávidas, devem adotar uma mistura saudável de frutas e legumes, proteínas magras e carboidratos de boa qualidade," afirma.

Pacientes obesas precisam de ganhar pelo menos 7 quilos durante a gravidez

Meia verdade.

Em 2009, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos revisou suas recomendações para ganho de peso gestacional de mulheres obesas de "pelo menos 7 quilos" para "de 5 a 9 quilos".

O detalhe é que, além de um menor limite inferior, agora há um limite máximo.

De acordo com pesquisas anteriores, as mulheres obesas com ganho de peso excessivo durante a gravidez têm um risco muito elevado de complicações, incluindo o nascimento prematuro, cesariana, falha na indução do parto, bebês grandes demais para a idade gestacional e recém-nascidos com baixo teor de açúcar no sangue.

Se uma mulher começa a gravidez com sobrepeso ou obesa, não ganhar muito peso pode de fato melhorar a probabilidade de uma gravidez saudável, ressalta a médica. Falar com seu médico sobre o ganho de peso adequado para a sua gravidez é fundamental, diz ela.

O risco de parto prematuro espontâneo é maior em obesas do que em não-obesas.

Mito.

Mulheres obesas têm maior probabilidade de parto prematuro recomendado - um parto antecipado por razões médicas, como diabetes materno ou pressão arterial elevada.

Mas, paradoxalmente, o risco de parto prematuro espontâneo - quando uma mulher entra em trabalho de parto por uma razão desconhecida - é, na verdade, 20% menor em obesas do que em não-obesas.

Não há explicação para o porquê disso, mas Thornburg diz que a hipótese corrente sugere que isto está provavelmente relacionado a alterações hormonais nas mulheres obesas que podem diminuir o risco de parto prematuro espontâneo.

Doenças respiratórias na obesidade aumentam risco de complicações não pulmonares na gravidez

Verdadeiro.

As doenças respiratórias na obesidade incluem a asma e apneia obstrutiva do sono, enquanto as complicações não-pulmonares na gravidez incluem o parto cesáreo e a pré-eclâmpsia (pressão alta).

Mulheres obesas têm taxas de complicações respiratórias mais elevadas, e até 30% têm uma exacerbação da asma durante a gravidez, um risco quase uma vez e meia maior do que as mulheres não-obesas.

De acordo com Thornburg, as complicações respiratórias representam apenas uma peça do quebra-cabeça dos problemas de saúde na obesidade, que aumenta a probabilidade de problemas na gravidez.

Ela salienta a importância de manter a asma e outras condições respiratórias sob controle antes de engravidar.

As taxas de amamentação são elevadas entre mulheres obesas

Mito.

As taxas de amamentação são baixas entre as mulheres obesas, com apenas 80% amamentando nos primeiros dias, e menos de 50% indo além de seis meses, ainda que a amamentação esteja associada com menor retenção de peso pós-parto.

Thornburg reconhece que pode ser um desafio para as mulheres obesas amamentarem.

Muitas vezes leva mais tempo para seu leite descer e elas podem ter menor produção, já que o tamanho do peito não tem nada a ver com a quantidade de leite produzido.

"Devido a estes desafios, as mães precisam ser educadas, motivadas e trabalharem com seus médicos, enfermeiros e profissionais de lactação para caprichar na amamentação. Mesmo que só seja possível fazer o aleitamento parcial, ainda é melhor do que amamentação nenhuma," conclui a médica.

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ESTADO ASSINA CONVÊNIOS PARA AMPLIAR CONSERVAÇÃO AMBIENTAL NA REGIÃO SUL

Dois convênios firmados pelo Governo de Minas, nesta sexta-feira (23), em Baependi, no Sul de Minas, ampliarão as ações de desenvolvimento sustentável e conservação do meio ambiente na região. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) estabeleceu parcerias com a Fundação Matutu e com a Fundação Amanhágua para a execução de projetos na região do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, com investimentos que ultrapassam R$ 2 milhões. O convênio com a Fundação Matutu prevê a implantação do Núcleo de Apoio ao Consórcio de Ecodesenvolvimento Regional da Serra do Papagaio. A iniciativa teve início em abril de 2011, com a união dos municípios localizados no entorno do parque, do Instituto Estadual de Florestas (IEF), da Emater-MG e do Sebrae para criar novos modelos regionais de desenvolvimento sustentável.
“Pelo acordo firmado nesta sexta, serão aplicados R$ 514.424,00 na estruturação do Núcleo de Apoio ao Centro de Ecodesenvolvimento Regional, no desenvolvimento de ferramentas de divulgação das ações e na elaboração de uma agenda de atividades para concretizar o novo modelo de gestão ambiental na região”, explica o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adriano Magalhães.
O projeto ainda prevê a capacitação dos gestores públicos locais, lideranças e representantes da sociedade civil e a promoção de encontros periódicos com os proprietários de terras no entorno do parque para estimular o envolvimento dessas comunidades com a preservação da área.
Amanhágua
Já o Termo de Cooperação Institucional firmado com a Organização para o Bem da Água, da Natureza e da Vida (Amanhágua) prevê a continuidade das ações de proteção e recuperação da Mata Atlântica e o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais na região do entorno do Parque Estadual da Serra do Papagaio. A Amanhágua já realiza atividades na região desde 2007, quando iniciou a parceria com o IEF.
Adriano Magalhães informa que pela cooperação com a Amanhágua serão investidos R$ R$ 1.526.152,00 na recuperação de 500 hectares de áreas de vegetação nativas, com a distribuição de 60 mil mudas aos produtores que participarem dos programas de recuperação da Mata Atlântica. “Também está previsto o plantio de 225 mil mudas da espécie candeia, 75 mil de eucalipto e 25 mil de guatambu em bosques comunitários que serão usadas nas propriedades rurais da região, gerando renda e reduzindo o uso de vegetação nativa”, completou.
A Amanhágua é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), com sede no município de Baependi e com atuação em 32 municípios do Sul de Minas Gerais. A parceria da organização com o IEF permitiu o desenvolvimento do projeto de viveiros familiares que, desde 2008, produziu cerca de 1,9 milhão de mudas utilizadas na recuperação florestal de cerca de 3,5 mil hectares de áreas no entorno do Parque Estadual da Serra do Papagaio e no estímulo à criação de alternativas de geração de renda para as comunidades locais.
Na região Sul do Estado, e também com o apoio da Amanhágua, teve início o projeto piloto de pagamento por serviços ambientais que, em 2008, deu origem ao programa Bolsa-Verde. Em 2011, foram efetuados pagamentos de R$ 6,8 milhões a 978 proprietários e posseiros rurais de todo o Estado pela preservação de 32 mil hectares de vegetação.

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sábado, 24 de dezembro de 2011

Pneus ficam mais verdes e mais doces

Os primeiros protótipos dos pneus "verdes e doces" já estão em testes, devendo chegar ao mercado em 3-5 anos.

Bio-pneus

Você gostaria de usar um pneu verde em seu carro?

Mas não se preocupe com a estética, uma vez que o verde refere-se a ambientalmente correto.

A Goodyear e a Michelin uniram-se com empresas do setor de biotecnologia para desenvolver novas matérias-primas para pneus - matérias-primas que sejam totalmente renováveis.

E a escolha está recaindo sobre o açúcar - logo, os pneus ambientalmente corretos serão não apenas verdes, mas também doces.

Os primeiros protótipos desses "bio-pneus" já estão prontos e em testes, embora as empresas afirmem que ainda levará de 3 a 5 anos para que eles cheguem ao mercado.

Bio-isopreno

A principal matéria-prima para os pneus é o petróleo, embora utilize-se também a borracha natural, que é renovável - gasta-se cerca de 30 litros de petróleo para fabricar um pneu de um carro médio.

A Genencor, empresa de biotecnologia parceira do projeto, desenvolveu micróbios que imitam o processo natural que a seringueira usa para produzir o látex.

Esses micróbios usam como matéria-prima o açúcar comum, produzindo um composto químico chamado isopreno, hoje um derivado do petróleo.

Trocando alimentos por pneus

A notícia não é boa para o mercado de etanol no Brasil.

As usinas geralmente optam por fabricar açúcar em vez de álcool por ser o açúcar uma commoditie internacional, cotada em dólar, enquanto o etanol tem um mercado predominantemente doméstico.

Uma maior demanda por açúcar deverá exercer uma pressão de alta no mercado internacional do produto, reforçando a necessidade do desenvolvimento do chamado biocombustível de segunda geração.

A iniciativa das empresas também deverá encontrar resistência por competir com os produtos alimentícios.

Enquanto, no Brasil, o etanol compete com o açúcar, nos Estados Unidos o biocombustível é feito sobretudo à base de milho.

Redação do Site Inovação Tecnológica

SUS oferece tratamento para crianças hemofílicas em casa

Prevenção para hemofilia

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer medicamento preventivo para tratamento de crianças com hemofilia grave dos tipos A e B.

A novidade é que agora os pais podem levar o medicamento para tratar a criança em casa.

Depois de uma avaliação médica e psicológica, os pais ou responsáveis assinam termo de compromisso sobre o uso do medicamento pela criança em casa.

Fator de coagulação

O medicamento é indicado para crianças de até 3 anos de idade, que apresentem sangramento ou hemorragia em articulações.

O tratamento é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A criança toma o medicamento para repor regularmente o fator de coagulação no sangue.

Com isso, previne lesões nas articulações e diminui as chances de sangramentos.

Para ter direito ao remédio a criança precisa ter cadastro em um dos 35 centros de tratamento de hemofilia - a maioria deles vinculados aos hemocentros dos estados ou municípios.

Hemofilia

A hemofilia é uma doença genética no sangue, hereditária, que provoca uma falha na coagulação.

Existem proteínas no sangue, chamadas de fatores de coagulação, que servem para estancar as hemorragias no organismo.

O hemofílico não possui algumas dessas substâncias e, por isso, demora mais tempo para parar uma hemorragia.

Os sintomas da hemofilia são os sangramentos, principalmente nas articulações e nos músculos.

Os pacientes graves têm hemorragias repentinas e sem motivo aparente, como após uma caminhada ou corrida.

O SUS atende atualmente a 15 mil hemofílicos.


Com informações da Agência Brasil

Produção de queijos artesanais fica mais restrita

Queijo artesanal

O Ministério da Agricultura anunciou uma nova norma que regulamenta a produção de queijo artesanal.

Não é mais qualquer propriedade que poderá se dedicar à produção de queijos artesanais - com maturação inferior a 60 dias.

A nova regra define que a produção desses queijos ficará restrita a queijarias situadas em regiões certificadas ou tradicionalmente reconhecidas.

Além disso, propriedade deve ser produtora de leite cru e com status livre de tuberculose, brucelose e controle de mastite.

Boas práticas

A propriedade produtora terá de estar em dia com as normas do Programa de Boas Práticas de Ordenha e de Fabricação, incluindo o controle dos operadores, controle de pragas e transporte adequado do produto até o entreposto.

O leite cru utilizado para a produção do queijo será analisado mensalmente, em laboratório da Rede Brasileira do Leite, para composição centesimal, contagem de células somáticas e contagem bacteriana total.

O período de maturação inferior a 60 dias será definido por pesquisas e estudos específicos, realizados por comitês técnico-científicos designados pelo ministério.

Com informações da Agência Brasil

Bactérias no intestino estão ligadas à obesidade e diabetes

Flora intestinal

Pesquisadores da Unicamp estão apontando para as bactérias presentes no intestino humano como uma nova linha de investigação sobre obesidade e diabetes.

Em 2006, um estudo publicado na revista Nature mostrou que obesos e magros tinham um tipo diferente de flora intestinal.

Há três anos, o grupo brasileiro começou a investigar o mecanismo pelo qual uma mudança na flora intestinal poderia ter influência na obesidade e na resistência à insulina.

Receptores tipo Toll

Dois dos candidatos para mediar os efeitos da flora intestinal no metabolismo são os receptores TLR2 e TLR4, proteínas codificadas por um gene da família chamada de tipo Toll (receptores similares ao Toll), um trabalho premiado com o prêmio Nobel de Medicina deste ano.

O TLR2, uma proteína receptora presente na membrana de determinadas células, desempenha um papel no sistema imunológico.

Ele reconhece antígenos e transmite "sinais" para as células do sistema imunológico.

O TLR4 também é um receptor do sistema imunológico. Ele detecta principalmente lipopolissacarídeos (LPS), componentes presentes na parede celular das bactérias gram-negativas existentes no intestino.

"O animal obeso tem o receptor TLR4 ativado. A primeira coisa que encontramos nesse animal foi um LPS elevado. O LPS elevado aumenta absorção de energia que se acumula em forma de gordura. Fomos então procurar de onde vinha esse LPS elevado e os candidatos diretos foram as bactérias do trato gastrointestinal", explica o orientador das pesquisas, Dr. Mario José Abdalla Saad.

Inflamação crônica

Os vários estudos que levaram a esta conclusão, todos publicados em revistas internacionais, tornaram cada vez mais evidente que a resistência à insulina, induzida pela obesidade, está associada com uma inflamação crônica do tecido adiposo, músculos esqueléticos e órgãos internos como o fígado.

Os estudos mais recentes do grupo mostram que uma mutação no receptor TLR4 tem um papel central na ligação entre a resistência à insulina, inflamação e obesidade.

As concentrações de LPS aumentam significativamente após a ingestão de refeições de alto teor de gordura e carboidratos. A ingestão de gordura leva ao aumento da permeabilidade intestinal, porque o LPS é solúvel em gordura.

Segundo o pesquisador Alexandre Gabarra Oliveira, enquanto o índice de LPS circulante no obeso equivale a 0,5 EU/ml, no magro, esse valor é de 0,05 EU/ml.

Bactérias no intestino

Existem aproximadamente 100 trilhões de bactérias no intestino, representando de 400 a 1.000 espécies.

O conjunto de bactérias que habitam o trato gastrointestinal é chamado de microbiota.

Essas bactérias possuem a capacidade de extrair mais ou menos energia dos alimentos. Elas possuem enzimas capazes de digerir carboidratos complexos - polissacarídeos - transformando-os em carboidratos mais simples que são absorvidos e utilizados ou armazenados pelo organismo.

A partir da hipótese que a flora intestinal do obeso e do magro é diferente, tanto em humanos como em roedores, o biomédico Bruno de Melo Carvalho buscou uma forma para modular a flora intestinal e comprovar a relação desta com a resistência à insulina e com a obesidade. A estratégia foi usar antibióticos.

O grupo de animais sem os antibióticos adquiriu todos os componentes de resistência à insulina induzidos por obesidade - inflamação, intolerância à glicose e perda de sensibilidade à insulina.

"O animal tratado com antibiótico teve todos os componentes fisiológicos melhorados em relação ao animal que apenas recebeu dieta rica em gordura. Tanto no fígado, músculo e tecido adiposo, a ativação de todas as proteínas das vias de sinalização da insulina foi melhorada em relação aos animais que não foram tratados", disse Bruno.

Com o tratamento com antibióticos, o pesquisador conseguiu reduzir o número de bactérias no intestino e essa queda proporcionou uma redução dos níveis de LPS circulante, o que resultou na ativação menor do TLR4 e redução na inflamação desse animal, ocasionando melhora na sensibilidade à insulina.

Microbiota

A pesquisa da bióloga Andrea Mora Caricilli foi a peça que faltava para entender a relação entre a flora intestinal e a obesidade.

Ela utilizou um grupo de camundongos modificados geneticamente para a não expressão do receptor TLR2, chamados nocaute.

Estudos publicados anteriormente por outros pesquisadores apontam que a ausência do TLR2 leva a um aumento da sensibilidade à insulina.

Entretanto, ao contrário do que mostram esses estudos, não foi isto que ela encontrou.

"Percebemos que o camundongo nocaute tinha um aumento da concentração de lipopolissacarídeo em comparação aos animais controle. Esse aumento nos levou a investigar qual era a composição da flora intestinal. Observamos que a flora intestinal desses animais tinha uma maior proporção de Firmicutes, como se observa nos obesos", explicou Andrea.

De acordo com a pesquisa, as mudanças na microbiota intestinal foram acompanhadas por um aumento na absorção de LPS, inflamação subclínica, resistência à insulina, intolerância à glicose e, mais tarde, obesidade.

Para comprovar essa teoria, Andrea tratou os camundongos nocaute para o TLR2 com antibióticos de largo espectro, o que dizimou a microbiota intestinal e resgatou o fenótipo metabólico do animal, assemelhando-se ao que se observa nos camundongos controle.

Em seguida, transplantou a microbiota dos camundongos nocaute para o TLR2 para camundongos controles com uma microbiota bastante simplifica e passou a alimentá-los com ração padrão. Os animais começaram a desenvolver obesidade e resistência à insulina.

Conclusões

"Toda regulação do sistema imunológico na flora intestinal, o crescimento e predominância de um tipo de bactéria dependem do alimento que você consome e do ambiente em que você está inserido.

"Dependendo da flora intestinal estabelecida no seu organismo, haverá uma menor ou maior absorção de gordura e uma maior ou menor propensão ao desenvolvimento da inflamação subclínica e da resistência à insulina. Ainda não está esclarecido como ocorre a seleção bacteriana no intestino", concluiu a pesquisadora.

"A obesidade tem um componente genético e ambiental, mas a flora intestinal é mais importante do que pensávamos.

"Se eu pegar uma flora intestinal de um animal obeso e transplantar para um animal magro, esse animal é capaz de desenvolver obesidade. Uma dieta calórica com alto teor de gordura e pouca fibra modula as bactérias da flora intestinal e facilita a instalação da obesidade," concluiu Saad.

Com informações do Jornal da Unicamp

Genoma de plantas medicinais será tornado público

Genes de plantas medicinais

Cientistas vão disponibilizar dados completos sobre a genética de plantas medicinais que já tiveram seus genomas sequenciados.

Os bancos de dados que serão tornados públicos revelam também as propriedades benéficas associadas com os genes já mapeados.

"Nosso maior objetivo tem sido o de capturar o mapa genético das plantas medicinais, com vistas ao avanço do desenvolvimento e da descoberta de novas drogas," afirmou Joe Chappel, da Universidade de Kentucky (EUA).

Chappel é coordenador do projeto "Consórcio Plantas Medicinais", cujo conteúdo será disponibilizado.

Medicamentos naturais

A disponibilização é uma tentativa para reverter a queda contínua de novos medicamentos descobertos ao longo dos últimos anos.

Segundo a Dra. Sarah O'Connor, essa queda na taxa de descobrimento de novos fármacos deve-se à excessiva dependência de compostos químicos sintéticos nas pesquisas atuais.

"Em nossas vidas aceleradas, nós nos esquecemos de aproveitar as lições oferecidas pela Mãe Natureza. Isto está mudando agora com o reconhecimento de que dois terços de todos os medicamentos prescritos se originaram de fontes naturais," diz ela.

"Da mesma forma que as propriedades sensoriais das plantas acionam seu olfato, outros compostos naturais das mesmas plantas podem causar reações no interior do seu corpo. Isto nos dá um potencial farmacêutico tremendo," afirmou Chappell.

Com os dados disponibilizados para todos os cientistas, os responsáveis pelo projeto esperam otimizar o processo de descobrimento de novas moléculas naturais interessantes para uso farmacêutico.

Biossíntese

Durante o projeto, o grupo desenvolveu uma coleção de dados que ajudam a entender como as plantas sintetizam seus próprios químicos, um processo chamado biossíntese.

Em última instância, esse conhecimento pode ajudar a "moldar" geneticamente as plantas para produzir grandes quantidades de compostos medicinais.

O banco de dados contém os perfis químicos e genéticos de plantas conhecidas por suas propriedades medicinais ou por possuírem compostos com atividade biológica.

Os pesquisadores reconhecem que este é apenas um primeiro passo.

"O entendimento atual das moléculas e dos genes envolvidos na formação de compostos químicos benéficos é muito incompleto," disse O'Connor.

Esse entendimento vem aumentando com a capacidade de realização de estudos de genoma integral das espécies, ainda que os cientistas já saibam que os genes não têm todas as respostas para as doenças humanas.

Redação do Diário da Saúde

Nova tecnologia de desinfecção limpa de hospitais a navios

Desinfecção rápida

Cientistas canadenses desenvolveram uma nova técnica que promete alterar radicalmente a forma como são desinfetados hospitais, hotéis, prédios públicos e... até navios.

"Este é o futuro, porque muitas mortes em hospitais podem ser evitadas com melhores técnicas de limpeza e desinfecção," afirma o Dr. Dick Zoutman, da Universidade de Queens.

A nova tecnologia envolve a aspersão de um vapor especial, fácil de fabricar e de baixo custo, no interior do ambiente a ser esterilizado - e esperar cerca de uma hora para que as bactérias e outros patógenos sejam exterminados.

Esterilização a vapor

A limpeza a vapor usa uma mistura de ozônio e peróxido de hidrogênio, imitando o que a própria natureza faz em nosso corpo para eliminar bactérias.

Quando um anticorpo ataca um germe, ele gera ozônio e uma quantidade muito pequena de peróxido de hidrogênio, gerando um composto altamente reativo que é letal para bactérias, vírus e fungos.

Já existem outras tecnologias de desinfecção que usam o bombeamento de um gás no interior do ambiente, mas o novo método é o primeiro a alcançar um nível de esterilização equivalente à realizada em instrumentos cirúrgicos.

Ela também deixa um agradável odor no ambiente e não danifica os equipamentos médicos, facilitando a aplicação ao dispensar que todos os equipamentos sejam "plastificados" antes do procedimento.

Ácaros em colchões

O Dr. Zoutmam afirma que a tecnologia também poderá ser usada em cozinhas, restaurantes, fábricas e em navios de cruzeiro, que frequentemente sofrem de surtos de infecção por bactérias e norovírus.

A grande vantagem é que tudo na sala fica desinfetado, incluindo piso, paredes, teto e móveis, incluindo todas as suas reentrâncias - até ácaros em colchões foram mortos.

Redação do Diário da Saúde

Corante natural obtido de liquens pode combater Mal de Alzheimer

Orceína

Um corante vermelho extraído de liquens é usado há séculos para colorir roupas e até alimentos.

Agora, cientistas alemães descobriram que esse corante natural, chamado orceína, tem a capacidade de reduzir agregados tóxicos de proteínas que caracterizam o Mal de Alzheimer.

A orceína, juntamente com uma substância relacionada, chamada O4, ligam-se aos pequenos agregados de beta-amiloide que são considerados tóxicos e causadores das disfunções neurais e dos danos à memória que caracterizam o Alzheimer.

Placas não-tóxicas

O que a equipe liderada pelo Dr. Jan Bieschke, do Instituto Max Planck, descobriu agora é que a orceína e o O4 convertem os agregados de beta-amiloide em placas maiores e mais maduras.

E essas placas maiores não são tóxicas para o sistema nervoso.

Problemas no dobramento das proteínas são consideradas as principais causas não apenas do Alzheimer, mas também das doenças de Parkinson e Huntington.

As proteínas defeituosas acabam se acumulando em placas intra e extra-celulares.

Os pesquisadores assumem que essas pequenas placas são tóxicas para as células nervosas. Contudo, quando elas se aglomeram em placas maduras, bem maiores, esse efeito deixa de existir.

Corantes salvadores

A orceína é extraída de um líquen que cresce principalmente nas Ilhas Canárias, e é explorado há séculos para uso como corante.

Há alguns anos, o Dr. Erich Wanker, outro membro da equipe, descobriu que um composto químico natural encontrado no chá verde, chamado EGCG (Epigalocatequina-3-galato), é capaz de desativar a toxicidade dos aglomerados de proteínas.

Com a orceína e o O4, eles agora descobriram um outro mecanismo que, em vez de destruir as placas, faz com que elas se aglomerem, perdendo a toxicidade.

Outros pesquisadores já estão testando um outro corante, chamado azul de metileno, com o mesmo objetivo.

Redação do Diário da Saúde

Substância tóxica é encontrada em mais de 100 medicamentos

Ftalatos em remédios

O último lugar que você esperaria encontrar uma substância reconhecidamente danosa à saúde seria em um medicamento, certo?

Infelizmente, cientistas das universidades de Harvard e Boston (EUA) descobriram que vários medicamentos e suplementos aprovados pelas autoridades de saúde contêm substâncias que não apenas não ajudam, como podem atrapalhar seriamente a saúde.

As substâncias pertencem a um grupo de compostos químicos conhecidos como ftalatos, que são adicionados aos medicamentos como compostos inativos.

Riscos dos ftalatos

Alguns ftalatos causam danos ao desenvolvimento, sobretudo do sistema reprodutivo.

Estudos em seres humanos ainda são esparsos, mas os primeiros indicaram que os ftalatos podem causar danos ao sistema reprodutor masculino.

Mas os cientistas argumentam que quase nada se sabe sobre os efeitos dessas substâncias, e algumas delas nunca foram realmente testadas para seus efeitos tóxicos sobre o ser humano, sobretudo quando são usadas de forma combinada.

Revestimento de remédios

Ftalatos como o DBP (dibutil ftalato) e o DEP (dietil ftalato) são usados em medicamentos para cumprir várias funções.

Geralmente eles são usados no revestimento de comprimidos e cápsulas para garantir que o medicamento atinja uma determinada área do trato gastrointestinal, ou libere o princípio ativo aos poucos.


Os cientistas identificaram mais de 100 medicamentos e suplementos alimentares que contêm ftalatos.

Além disso, um grande número de outros produtos possui polímeros de ftalatos que apresentam pequena toxicidade, ou de toxicidade desconhecida - mas eles frequentemente são usados em combinação com outros ftalatos.

Segundo os cientistas, os possíveis efeitos à saúde desses elementos, contidos em medicamentos ou em outros produtos, ainda não são adequadamente conhecidos, o que exige pesquisas a respeito.

Eles acreditam que seu trabalho é um primeiro passo nesse sentido, uma vez que, até agora, nem mesmo há uma lista completa e exaustiva de produtos que utilizam a substância - começar a resolver o problema pelos medicamentos seria um caminho natural.

Redação do Diário da Saúde

Quem está errado sobre as emoções: Darwin ou os psicólogos?

Emoções básicas

Contrariamente ao que a teoria científica dominante afirma, nem todas as pessoas possuem o mesmo conjunto de "emoções básicas", determinadas biologicamente.

E, também em desacordo com a teoria atual, essas emoções não são automaticamente expressas nas faces de todas as pessoas que as possuem.

O desafio está sendo lançado por Lisa Feldman Barret, da Universidade Northeastern (EUA), em um artigo publicado na renomada revista Current Directions in Psychological Science.

E, segundo ela, Darwin tem pouco a ver com isso, embora sua "autoridade" seja sempre usada pela escola dominante para reforçar seus argumentos.

Determinismo biológico

"O que eu decidi fazer com este artigo foi lembrar [os cientistas] das evidências contrárias à visão tradicional de que determinadas emoções são básicas do ponto de vista biológico, como se as pessoas franzissem a testa somente quando estão zangadas ou 'esticassem o beiço' apenas quando estão tristes," diz a pesquisadora.

O "saber científico" na área estabelece que determinados movimentos faciais, chamados expressões, evoluíram para expressar determinados estados mentais e preparar o corpo para reagir a determinadas situações, de forma tipicamente estereotipada.

Por exemplo, arregalar os olhos quando você está assustado ajudaria a obter mais informações sobre a cena que lhe assusta, ao mesmo tempo sinalizando a outras pessoas ao seu redor que algo perigoso está acontecendo.

Símbolos caricaturais

Mas uma nova linha de pensamento, da qual Lisa faz parte, acredita que as expressões não são sinais emocionais inatos, expressos automaticamente pelo rosto.

Os estereótipos fornecidos pela teoria dominante só são vistos como símbolos caricaturais, "em desenhos animados ou em filmes muitos ruins," afirma ela.

O contra-exemplo típico que ela fornece é que os seres humanos podem querer demonstrar uma emoção em uma determinada situação, mas uma emoção que eles não estão realmente sentindo - nesses casos, as pessoas usam esses símbolos caricaturais.

Respostas físicas às emoções

Ela afirma também que não há evidências de que as emoções regulem as respostas físicas a uma situação, o que implicaria que determinada emoção deva sempre provocar as mesmas mudanças físicas todas as vezes que a pessoa a experimentar.

"Há uma variação tremenda naquilo que as pessoas fazem e naquilo que seus corpos e seus rostos fazem quando estão tristes, com raiva ou com medo," afirma a pesquisadora. As pessoas podem fazer muitas coisas quando ficam com raiva: algumas vezes elas xingam, noutras elas riem.

Raiva desafia modelos explicativos das emoções
Os livros-texto de psicologia variam pouco, afirmando que há entre cinco e nove emoções básicas, cada uma com um conjunto básico de expressões associadas - que poderiam ser reconhecidas em pessoas em qualquer parte do mundo.

Cinco emoções que você nunca soube que tinha
Mas Lisa afirma que, em vez de tentarem criar algumas poucas categorias, que não encontram suporte experimental, os psicólogos deveriam se concentrar em entender como e por que as pessoas expressam suas emoções de formas diferentes.

Medo do medo

Esse debate está longe de ser meramente acadêmico.

Há uma verdadeira explosão de treinamentos para identificação de emoções, voltadas para policiais e seguranças, que passam a acreditar que podem identificar algum criminoso em potencial apenas pelos seus trejeitos faciais.

"Há inúmeras evidências de que não existe uma assinatura para o medo, ou para a raiva, ou para a tristeza, que você possa identificar em outra pessoa. Se você pretende melhorar sua capacidade para ler as emoções de outra pessoa você precisa levar em conta o contexto," afirma Lisa.

Darwin e as emoções

A teoria de que as expressões emocionais evoluíram para cumprir funções específicas é normalmente atribuída a Charles Darwin, em seu livro "A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais".

Mas Darwin nunca propôs que as expressões emocionais fossem funcionais.

"Se você pretende citar Darwin como argumento de que você está certo, então é melhor citá-lo corretamente," diz Lisa.

Darwin acreditava que as expressões emocionais - sorrir, franzir as sobrancelhas etc. - eram mais parecidas com um osso indicativo de uma cauda que desapareceu, ocorrendo mesmo que não tenham mais utilidade prática para a sobrevivência.

Redação do Diário da Saúde

Catadores de recicláveis dizem que vida melhorou, mas continuam vítimas de discriminação

Os catadores de materiais recicláveis e moradores de rua pediram nesta quinta-feira (22) à presidenta Dilma Rousseff a criação de um plano nacional de defesa da população de rua, durante a Celebração de Natal dos Catadores. Eles disseram que a vida melhorou nos últimos anos, mas ressaltaram, no entanto, que continuam sendo vítimas de discriminação e violência.

“Para nós, são muito claras as conquistas que tivemos. Mas só neste último ano 142 dos nossos morreram nas ruas, assassinados, além dos jatos de água e espancamentos da Polícia Militar. Quantos de nós continuarão morrendo, sendo desprezados pela sociedade?”, questionou, em discurso, a representante do Movimento Nacional da População de Rua, Maria Lucia Santos Pereira.

Maria elogiou a atenção que a categoria tem recebido do governo federal nos últimos anos, mas criticou as autoridades locais. “Temos conquistas federais, mas quando chega ao nível de município, nada acontece. De que forma podemos sensibilizar os prefeitos, dizer a eles que somos seres humanos”, disse.

Morador de rua há 22 anos, Silvano Santos de Oliveira, de 33 anos, conta que sua vida ficou melhor nos últimos anos, mas que apesar de sua renda ter aumentado, ele ainda não consegue se sustentar satisfatoriamente e ter um lugar para morar.

“Faço reciclagem por conta própria, e assim, melhorou bastante minha vida. Recebo auxílio-moradia do governo de R$ 100. Apesar de não dar para pagar um aluguel com isso, eu consigo me manter”, declarou.

Silvano, que mora na Praça das Mãos, em Salvador, diz que consegue ganhar R$ 50 por semana, mas que ainda é muito pouco para sobreviver. “Está difícil, ainda mais eu que tenho uma filha de oito anos”, se queixa. Apesar das dificuldades, ele se cadastrou no Programa Minha Casa, Minha Vida, e espera conseguir a casa própria. “O que eu mais quero é sair da rua”.

Ex-morador de um lixão em São Paulo e hoje reciclador de materiais, João Paulo de Jesus diz que a reciclagem passou a ser o meio de sobrevivência dele, e que conseguiu até estudar com os recursos obtidos com o trabalho.

“Desde que o governo passou a desenvolver projetos voltados para a categoria, os trabalhadores passaram a ter mais dignidade”, disse. “Podemos participar de projetos de capacitação, de formação de cooperativas, e isso tem ajudado muito”.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, várias ações foram tomadas pelo governo em 2011 para apoiar a categoria dos catadores de materiais recicláveis. Foi publicado o Decreto nº 7.619, que regulamenta a concessão de crédito a empresas que compram resíduos sólidos de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, constituídas por, no mínimo, 20 cooperados pessoas físicas.

O ministério destaca ainda que lançou o projeto Logística Solidária, que destinou R$ 26 milhões para aquisição de caminhões, capacitação e assistência técnica, estruturação jurídica e instalações físicas de cooperativas.

Hoje, segundo o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), entre 300 mil e 1 milhão de pessoas vivem no país diretamente do recolhimento de utensílios destinados à reciclagem.

(Fonte: Bruno Bocchini/ Agência Brasil)

Descoberta científica do ano foi o tratamento do HIV como prevenção

O periódico científico Science divulgou nesta quinta-feira (22) as dez principais descobertas do ano. O campeão foi o estudo clínico que demonstrou que pessoas infectadas com o HIV são 96% menos propensas a transmitir o vírus HIV caso tomem anti-retrovirais.

A descoberta pôs fim a um antigo debate sobre anti-retrovirais poderiam gerar duplo benefício: tanto no tratamento para pacientes infectados pelo vírus HIV, quanto na redução das taxas de transmissão. A partir do estudo publicado neste ano ficou claro que os anti-retrovirais tratamento e também prevenção quando se trata de HIV.

O teste começou em 2007 e foi feito com 1.763 casais heterossexuais – em que um dos parceiros era soropositivo – de Brasil, Botsuana, Índia, Quênia, Malaui, África do Sul, Tailândia, Estados Unidos e Zimbábue.

Segundo o periódico científico, o teste terá “profundas implicações na resposta futura à epidemia de HIV”, que infecta cerca de 33 milhões de pessoas em todo o mundo e matou 1,8 milhão em 2009. “Os resultados do HPTN 052 e outros feitos recentes despertaram a esperança de que combinar estas intervenções possa por um fim à epidemia de Aids em países inteiros, se não no mundo”, destacou a Science em comunicado.

Além de reconhecer o uso do HPTN 052 como a descoberta do ano de 2011, a Science identificou outros nove avanços científicos para formar a lista das dez descobertas mais importantes do ano.

Missão Hayabusa: Depois de algumas dificuldades técnicas quase desastrosas e uma recuperação espantosa, a nave espacial japonesa Hayabusa regressou a Terra com poeira da superfície de um tipo específico de asteroide, os chamados do tipo S. A poeira de asteroide representa a primeira amostra direta de um corpo planetário em 35 anos e a análise confirmou que os meteoritos mais comuns encontrados na Terra, são originários deste tipo de asteroides do tipo S.

Desvendando as origens humanas: Ao estudar o código genético hominídeos, pesquisadores descobriram que seres humanos carregam várias variações de DNA herdadas de outros hominídeos, como homem de Denisova na Ásia e o ancestral da África, ainda não identificado. Estudo publicado este ano sugere que o Australopithecus sediba seja encarado como o melhor candidato a antepassado do gênero Homo.

Captura de proteína fotossintética: Com riqueza de detalhes, pesquisadores japoneses mapearam o Fotossistema II ou PSII (da sigla em inglês), a proteína que as plantas usam para separar a água em átomos de hidrogênio e oxigênio. Com o estudo, cientistas tiveram acesso a estrutura essencial para a vida na Terra – que também poderia inspirar fontes de energia limpa.

Gás primitivo do espaço: Astrônomos usando o telescópio Keck, no Havaí, para investigar o universo distante acabaram encontrando duas nuvens de gás hidrogênio que parecem ter mantido a sua química original de dois bilhões de anos após o Big Bang. Outros pesquisadores identificaram uma estrela quase desprovida de metais, assim como as estrelas mais primitivas do universo deveriam ser. Os resultados mostram que a matéria permaneceu intacta por tantos anos.

Conhecendo o microbioma: Pesquisa sobre os micróbios que habitam o intestino humano mostrou que todos temos uma bactéria dominante no trato digestivo: Bacteroides, Prevotella ou Ruminococcus. Estudo revelou que uma dessas bactérias prospera em uma dieta rica em proteínas, enquanto outros preferem comida vegetariana. As descobertas ajudam a esclarecer a interacção entre a dieta, nutrição, micróbios e doenças.

Uma vacina promissora contra a Malária: Os primeiros resultados dos ensaios clínicos de uma vacina contra a malária conhecida como RTS, S, proporcionou ânimo para a pesquisa sobre uma vacina contra a malária.

Sistemas Solares: Este ano, astrônomos tiveram a oportunidades da observar vários sistemas planetários distantes e descobriram que as coisas são bem diferentes por lá. Primeiro, o observatório Kepler da NASA identificou um sistema de estrelas com planetas em órbita de forma que os modelos atuais não conseguem explicar. Os pesquisadores então descobriram um gigante do gás aprisionado em uma órbita estranha, um planeta que circula um sistema estelar binário a 10 planetas que parecem estar flutuando livremente no espaço – tudo totalmente diferente do que está em nosso próprio sistema solar .

Novo desenho: As zeólitas são minerais porosos utilizados como catalisadores e filtros moleculares para converter petróleo em gasolina, purificação de água, filtro de ar e produzir detergentes para a roupa, por exemplo. Este ano, químicos desenharam uma gama de novas zeólitas mais baratas, mais finos e mais bem equipadas para processar grandes moléculas orgânicas.

Limpeza de células envelhecidas: Experimentos mostraram que a limpeza de células envelhecidas, ou aqueles que pararam de se dividir, em corpos de camundongos pode retardar o aparecimento de sintomas relacionados à idade tais como cataratas e fraqueza muscular. Os camundongos cujos corpos foram limpos dessas células viveram mais do que os que não receberam o “tratamento”.

(Fonte: Portal iG)

MMA abre consulta pública para o plano sobre biodiversidade

O Ministério do Meio Ambiente está com consulta pública aberta pela internet para o Plano Estratégico da Convenção sobre Diversidade Biológica para 2020. O documento foi preparado e discutido ao longo deste ano em reuniões presenciais com os setores empresariais, sociedade civil ambientalista, academia, governo (federal e estadual) e povos indígenas e comunidades tradicionais. A fase atual busca obter mais contribuições da sociedade brasileira para a elaboração das metas nacionais de biodiversidade para 2020.

As propostas em consulta foram consolidadas um único documento chamado “Documento base da consulta pública” a partir das contribuições do encontro “Diálogos sobre Biodiversidade: construindo a estratégia brasileira para 2020″, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente este ano, em que reuniu cinco setores da sociedade.

O documento considera as 20 Metas Globais de Biodiversidade (Metas de Aichi) e as visões e necessidades específicas de cada um deles, tendo como orientação geral a necessidade de um conjunto de metas para maior efetividade no seu alcance e monitoramento.

Como resultado dos trabalhos das reuniões setoriais, foram gerados 25 documentos (5 para cada uma das 5 reuniões) contendo proposta de metas nacionais de biodiversidade para 2020 e de submetas intermediárias para serem alcançadas nos anos de 2013 a 2017.

A consulta pública fica aberta do dia 19 de dezembro de 2011 até o dia 31 de janeiro de 2012.

(Fonte: MMA)

Pesquisadores da UnB recebem prêmio por transformar óleo em tinta

Dois pesquisadores da Universidade de Brasília ficaram em primeiro lugar na 13ª edição do Prêmio Abrafati-Petrobras de Ciências em Tintas e receberam R$ 25 mil por desenvolverem uma técnica que transforma óleo de cozinha em tinta de impressão.

Além de renovável, o produto se degrada mais facilmente e o papel branco impresso com ele fica mais claro ao ser reciclado. A próxima etapa do estudo, já patenteada, é fazer a tinta em escala semi-industrial.

Durante o processo, a dupla também mostrou que o óleo usado em frituras pode ser convertido em bio-óleo, tipo de combustível obtido a partir de fontes de energia renováveis. Eles trabalharam por dois anos e meio no projeto, de seis a oito horas por dia.

Os estudantes, um aluno de doutorado e outro de mestrado, concorreram com outros 13 trabalhos, todos inéditos e com abordagens sustentáveis. O resultado do concurso foi anunciado no dia 14 de dezembro, em cerimônia no Clube Monte Líbano, em São Paulo.

Pesquisadores – Na última quinta-feira (15), a universidade comemorou o cinquentenário da assinatura da lei que criou a instituição com um crescimento de quase 200% no número de alunos que ingressaram no mestrado e no doutorado nos últimos dez anos.

Entre 1990 e 1999, foram 5.799 novos estudantes de pós-graduação, número que saltou para 17.345 entre 2000 e 2010, de acordo com dados da Secretaria de Planejamento da UnB.

(Fonte: G1)

Produção de incenso está ameaçada

O incenso está ameaçado de desaparecer, já que as árvores das quais se extrai esta resina podem estar extintas em 50 anos, afirma um estudo publicado nesta quarta-feira (21) pela Sociedade Britânica de Ecologia.

O número de Boswellias, as árvores das quais o incenso é extraído, pode registrar queda de 90% nos próximos 50 anos, calculam os cientistas, que basearam os cálculos em um estudo efetuado no noroeste da Etiópia com 6.000 árvores.

“A produção de incenso está condenada”, alerta a pesquisa.

O incenso, obtido com a resina da Boswellia extraída com uma incisão pouco profunda no tronco da árvore, pode cair à metade nos próximos 15 anos.

Segundo o estudo elaborado por cientistas na Holanda e Etiópia é pouco provável que a produção de incenso seja a principal causa da queda da população de Boswellias. Os pesquisadores citam os incêndios, os animais e os ataques de insetos. As Boswellia crescem no leste da África e na Península Arábica.

(Fonte: Portal iG)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ibama de Brasília multa em R$ 3 mil mulher que agrediu cachorro





O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multa de R$ 3 mil à enfermeira filmada espancando um cachorro da raça Yorkshire em Formosa, cidade goiana no Entorno do Distrito Federal. Segundo o órgão, a mulher tem 20 dias para apresentar defesa.

A punição é baseada no artigo 32 da Lei 9.605, de 1998, e no artigo 29 do Decreto 6514 de 2008, que regulam crimes ambientais. Segundo o órgão, a multa é administrativa e independe das investigações nas esferas civil e criminal.

Em depoimento à polícia na manhã desta terça-feira (20), ela disse ter “profundo arrependimento” pela morte do animal, segundo o advogado dela, Gilson Saad. Postado no YouTube, o vídeo das agressões já teve mais de um milhão de acessos.

Saad disse que a enfermeira afirmou que agrediu o cachorro porque o animal havia bagunçado a casa enquanto ela, o marido e a filha estavam em um restaurante. “Ela disse que perdeu a cabeça.”

No depoimento que prestou nesta segunda-feira por carta-precatória, o homem que registrou as agressões disse já ter visto a enfermeira bater em outro cachorro. O fato teria ocorrido um mês e meio antes das imagens publicadas no Youtube.

“Ela não espancou como fez com o cachorrinho, mas deu umas palmadas. Ela me viu na sacada e parou. Depois entrou [em casa]. Isso ficou na minha cabeça quando comecei a filmar [o espancamento do cachorro que morreu]”, declarou.

O advogado da enfermeira negou as denúncias. “É uma informação que não procede. Primeiro porque não tenho informação sobre esse cachorro [Shih-tzu]. Como ele pode ter visto esse cachorro anteriormente? [...] Não estou dizendo que o rapaz está faltando com a verdade, mas tem algo desencontrado”, disse Saad.

(Fonte: G1)

Com mais de 40°C em Uruguaiana, RS registra a maior temperatura do ano

O Rio Grande do Sul registrou nesta terça-feira, por volta das 17h, a maior temperatura do ano. O termômetro marcou 40,9°C em Uruguaiana, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Até então, a máxima de 2011 havia sido registrada no dia 17 de março, quando marcou 38,5 em São Gabriel.

Em outras regiões do Estado os termômetros também ficaram perto dos 40°C na tarde desta terça-feira (20).

Na Fronteira Oeste, por exemplo, fez 40,1°C em Quaraí, 39,4°C em Santana do Livramento, 38,2°C em São Borja e 38°C em Alegrete.

No centro do Estado, o termômetro marcou 39,3°C em São Gabriel e 38,7 em Santa Maria. Na Capital, a máxima chegou a 35,7°C. No Vale do Sinos, a cidade de Campo Bom registrou calor superior a 32°C.

A dois dias do início do verão, a onda de calor é provocada por uma massa de ar seco e quente que atua sobre toda região central da América do Sul. Para o período entre quarta e quinta-feira é previsto o ápice do calor no RS.

“Nas próximas horas, quando anoitecer, a temperatura vai cair naturalmente. Mas essas condições de calor permanecem no Estado pelo menos até a chegada da chuva, na sexta-feira”, explicou o meteorologista da RBS Cléo Kuhn.

No extremo-sul do Estado, por volta das 16h, o clima foi mais ameno. Fez 25,3°C em Santa Vitória do Palmar. Já em em Rio Grande o termômetro marcou 26,6°C. Em Pelotas, no entanto, o termômetro passou dos 31°C.

“Como o centro da massa de ar quente é o Paraguai, o sul gaúcho não é tão afetado”, concluiu Cléo Kuhn.

Fim de semana de Natal – Na sexta-feira, os termômetros terão um declínio de mais de 15 graus: pode fazer no máximo 22ºC em algumas regiões. RS terá chuva. No sábado, na véspera de Natal, pode ocorrer chuva passageira em todo o Rio Grande do Sul, mas com baixos acumulados. Entre domingo e segunda-feira o tempo volta a abrir e a temperatura sobe novamente.

(Fonte: Zero Hora/RS)

Facebook se une a Greenpeace em campanha em prol de renováveis

Foram 20 meses e mais de 700 mil internautas participantes, mas a campanha do Greenpeace para mobilizar a maior rede social do mundo para a utilização de energias renováveis atingiu seu objetivo. Nesta quinta-feira (15), o Facebook anunciou que criará metas para consumir energia de fontes renováveis.

A empresa afirmou que promoverá as energias renováveis e encorajará outras companhias e setores a utilizarem fontes verdes para suprir sua demanda energética. “O Facebook acredita que nossas matrizes energéticas um dia serão limpas e renováveis e trabalhará com o Greenpeace para que este dia chegue mais rápido”, comentou Marcy Scott Lynn, do programa de sustentabilidade do Facebook.

“O Greenpeace e o Facebook trabalharão juntos para incentivar o abandono do carvão e de outros combustíveis fósseis e, em seu lugar, o investimento em energias renováveis. Esta opção por energias limpas e seguras ajudará a combater o aquecimento global e assegurar uma economia mais forte e comunidades mais saudáveis”, concordou Tzeporah Berman, co-diretor do Programa de Clima e Energia do Greenpeace Internacional.

Além de alimentar seus centros de dados com energia limpa, a companhia também compartilhará seus conhecimentos em eficiência energética com outras firmas de tecnologia da informação (TI) através do Open Compute Project, rede industrial que desenvolve tecnologias mais eficientes.

“O compromisso do Facebook com as energias renováveis serve de exemplo a empresas como a Apple, a IBM, a Microsoft e o Twitter. Nossa campanha provou que as pessoas ao redor do mundo querem suas redes sociais alimentadas por energias renováveis e não por carvão”, observou Casey Harrell, analista sênior de tecnologia da informação do Greenpeace Internacional.

Atualmente, a rede social possui mais de 800 milhões de usuários no mundo, e mantém seus servidores ligados 24 horas por dia para armazenar todos os dados gerados por esses usuários, consumindo muita energia. O Facebook, junto com outras empresas de TI, é responsável por 2% da demanda de eletricidade dos Estados Unidos, e esse uso deve crescer 12% ou mais a cada ano. Com ajuda do Greenpeace, a companhia pretende estimular a eficiência energética do setor.

“O Greenpeace tem tido grande êxito em usar o Facebook como plataforma para divulgar sua mensagem e engajar as pessoas em suas causas. Estamos ansiosos para trabalhar em conjunto e explorar novas maneiras de levar aos usuários os problemas ambientais que são de interesse de todos”, concluiu Lynn.

Autor: Jéssica Lipinski - Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Greenpeace