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sábado, 30 de março de 2013

Destruição com incêndio no Taim atinge 2 mil ha

Bombeiros retomam combate por terra a incêndio no Taim Avião com capacidade para três mil litros de água irá decolar após preparação de nova pista. A Brigada de incêndio da Estação Ecológica (Esec) do Taim reiniciou às 6h30min deste sábado o combate por terra do fogo que atinge a reserva ecológica deste a última terça-feira. “Com isso, ganhamos um quilômetro até o primeiro foco”, diz o chefe da Estação, Henrique Ilha. Segundo Ilha, a partir das 7h30min, o avião menor começou a lançar água sobre as chamas. O segundo avião, que tem uma capacidade para três mil litros de água, ainda não havia decolado, porque o piloto não sentiu segurança na pista improvisada para a decolagem e aterrissagem das aeronaves. Segundo Ilha, uma nova pista está sendo preparada em outra fazenda, nas proximidades. A expectativa é de que até o final da manhã deste sábado, as duas aeronaves possam atuar juntas no combate às chamas e amenizar o incêndio, que começou na manhã da última terça-feira e já consumiu dois mil hectares de vegetação. Na avaliação do chefe da Esec, a situação hoje é bem melhor do que ontem, pois a equipe da estação conseguiu extinguir as chamas que já ultrapassavam o canal que divide o norte e o sul da estação. http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=494811 Destruição com incêndio no Taim atinge 2 mil ha Combate na área da estação ecológica recebeu reforço nessa sexta-feira com a chegada de dois aviões de maior porte da Bahia. O combate ao incêndio que atinge desde terça-feira a Estação Ecológica do Taim, no sul do Rio Grande do Sul, foi reforçado por volta das 11 horas deste sábado, 30, com o início da operação do segundo avião. Duas aeronaves chegaram no final da tarde de ontem, 29, da Bahia. O fogo, contudo, continua a consumir a reserva. A estimativa é de que 2 mil hectares tenham sido destruídos, o equivalente a 2,5 mil campos de futebol. As aeronaves são contratadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade (ICMBio), responsável pela unidade. Um avião tem capacidade para 2 mil litros e o outro para 3 mil litros de água. O chefe da estação ecológica, Henrique Ilha, disse acreditar que o trabalho de extinção do fogo levará pelo menos mais dois dias. “Com a chegada dos aviões, agora nós estamos conseguindo avançar”, disse Ilha. Oitenta brigadistas continuam lutando por terra para debelar o incêndio. A Estação Ecológica do Taim foi criada em 1986 e é formada por dunas litorâneas, lagoas e campos. Também é berçário de aves migratórias e abriga animais como o jacaré-de-papo-amarelo e o cisne-de-pescoço-preto. fonte: Folhapress

sexta-feira, 29 de março de 2013

Incêndio já atingiu 1,4 mil hectares do Taim, estima chefe da reserva

(Foto: CMBio/Divulgação) Até quarta (27) a área atingida era de 700 hectares, segundo ICMBio. Equipe tenta formar barreira pelo solo para evitar que fogo se alastre. A área da Estação Ecológica do Taim atingida por um incêndio no Rio Grande do Sul aumentou para 1,4 mil hectares nesta quinta-feira (28), segundo estimativa do coordenador do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Henrique Ilha, responsável pela reserva. Na quarta-feira (27) à noite a equipe que trabalha no combate as chamas contabilizava 700 hectares. O fogo começou na manhã de terça-feira (26). Os trabalhos foram suspensos durante a noite devido à baixa visibilidade. Retomada às 7h desta quinta, a ação é realizada com dois aviões agrícolas que suportam 700 litros de água cada. Ainda são esperados para as próximas horas dois aviões do ICMBio da Bahia, com capacidade para 2 mil litros de água cada, para reforçar o combate às chamas, concentradas em uma área de difícil acesso. Barreiras pelo solo O Corpo de Bombeiros avalia também a possibilidade de combate ao fogo por terra. Segundo Henrique Ilha, em partes onde as chamas saíram do banhado e chegaram a uma área mais arenosa, a ação pode ser realizada. "Estamos tentando evitar que se alastre pela região. No miolo do fogo, inacessível, uma parte vai acabar se extinguindo sozinho por falta de combustível, tem muita umidade. E a outra vai avançar até encontrar áreas mais arenosas, onde também poderemos fazer combate por terra. Mas ainda vai levar mais um dia ou dois, estamos nos organizando para isso", disse ele em entrevista à Rádio Gaúcha pela manhã. Ainda não há como saber os prejuízos causados a fauna e flora. No banhado, que constitui a maior parte da vegetação da reserva, vivem várias espécies de animais, como capivaras, ratões, jacarés, tartarugas, entre outras, além de centenas de espécies diferentes de aves. A reserva do Taim abrange uma área de 34 mil hectares, entre os municípios do Rio Grande e de Santa Vitória do Palmar. A estação fica em uma faixa de terra localizada entre a Lagoa Mirim e o Oceano Atlântico, próximo ao Arroio Chuí, na fronteira do Brasil com o Uruguai. Criada por decreto em 1986, a estação do Taim é uma das 312 unidades de conservação federais geridas pelo ICMBio, autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. É considerada uma das mais importantes reservas, em função da grande biodiversidade que abriga. Chuva pode demorar a chegar Uma maneira de conter mais rapidamente as chamas seria com a água da chuva. No entanto, a previsão do tempo não indica precipitação em volume considerável para a Região Sul do estado nos próximos dias. Segundo o meteorologista Cléo Kuhn, somente na terça-feira (2) é que deve chover com maior intensidade. "Não tem nenhuma chance hoje, para amanhã também não. Aparece possibilidade nos prognósticos de chuva leve no sábado à tarde, mas sem garantias, e depois há possibilidade para o final da segunda-feira, mas o mais certo seria na terça da semana que vem", salientou. http://g1.globo.com

Livro relata práticas de agricultura sustentável no Brasil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou, em Brasília, a primeira edição do livro Gestão Sustentável na Agricultura. A obra reúne iniciativas de sucesso, implantadas pelo agronegócio brasileiro, a fim de esverdear as práticas do setor, bastante expressivo para a economia do país. Os projetos selecionados são descritos, com detalhes, nas 100 páginas da publicação, em português e, também, em inglês. A ideia é que o livro sirva de referência para outras organizações do setor – brasileiras e internacionais – que estejam dispostas a trabalhar em prol do desenvolvimento sustentável da agricultura. O Mapa, que ainda pretende lançar outras edições da obra, com novas experiências bem-sucedidas de gestão agrícola sustentável, distribuirá cinco mil exemplares da publicação para empresas, embaixadas, cooperativas, sindicatos, institutos de ensino e pesquisa e organismos internacionais, além das Superintendências Federais de Agricultura dos Estados brasileiros. Os interessados em adquirir o livro podem solicitá-lo por e-mail ao Ministério. Em breve, a versão online da obra será disponibilizada no site do Mapa. (Fonte: Planeta Sustentável)

Montanha de 23 mil metros quadrados de lixo ameaça água de Pequim

Uma montanha de lixo que ocupa um espaço de 23 mil m² nos arredores de Pequim ameaça contaminar um dos lagos que fornece água à capital chinesa, informa neste sábado a imprensa local. O “lixão” fica em um antigo vale de 50 metros de profundidade no condado de Xinglong, a cerca de 100 quilômetros a leste de Pequim. Embora o lugar não seja mais usado para despejo de detritos por falta de espaço desde 2009, depois de 20 anos de uso, e de já ter sido construído um dique para evitar a sua expansão, os especialistas acreditam que em dias de chuva muito forte o lixo chegará ao lago de Jinhai, uma das principais fontes de água potável da capital. A notícia chega em um momento de muita mobilização por causas ambientais na China, depois que em Pequim foram atingidos níveis recordes de poluição atmosférica, e que em Xangai foram encontrados 15 mil porcos mortos em rios da cidade e de seus subúrbios. (Fonte: Terra)

Hora do Planeta faz 7 mil cidades apagarem as luzes no mundo todo

A Hora do Planeta, que convida a população a apagar as luzes por uma hora em atenção à preservação dos recursos naturais, mobilizou no sábado (23) mais de 7 mil cidades de mais de 150 países e territórios. No Brasil, monumentos públicos, empresas e residências de pelo menos 113 cidades ficaram às escuras, das 20h30 às 21h30. O evento ocorre desde 2007 pela organização não governamental (ONG) WWF. No primeiro ano, ocorreu apenas em Sydney, cidade mais populosa da Austrália, e já em 2008 se espalhou por vários países do mundo. Atualmente, a Hora do Planeta tem uma série de ações integradas envolvendo cultura e ativismo político e ambiental para proteção do meio ambiente. No Brasil, foi registrado o apoio de 113 cidades e de 480 empresas e organizações. Brasília, cidade-âncora da Hora do Planeta no país, apagou as luzes em espaços famosos como a Catedral Metropolitana, o Congresso Nacional e a Esplanada dos Ministérios. Pedaladas, shows e mobilização de artistas foram organizados em várias cidades brasileiras e também pela internet. De acordo com a WWF Brasil, o foco da Hora no Planeta neste ano foi o cuidado com a água – 2013 foi eleito pela Unesco o Ano Internacional de Cooperação pela Água. A ONG lembra que a água, por meio das usinas hidrelétricas, é a principal fonte de energia do país. “Energia, água e qualidade de vida estão todas intimamente ligadas”, destaca a secretária-geral do WWF Brasil, Maria Cecília de Brito. (Fonte: Agência Brasil)

Televisores antigos são perigosos para o meio ambiente

No ano passado, dois inspetores da agência de resíduos perigosos da Califórnia visitaram uma empresa de reciclagem de eletrônicos perto de Fresno, Nevada, para uma revisão de rotina quando se depararam com um armazém repleto com milhares de monitores e televisores velhos. As caixas de papelão estavam empilhadas em fileiras de 2 metros de altura e 4 metros de profundidade. A camada de vidro quebrado no chão e o pó de chumbo no ar era tão espesso que os inspetores logo levantaram preocupações de segurança. Semanas mais tarde, o proprietário da empresa de reciclagem desapareceu, abandonando todo o lixo e deixando para trás uma ameaça tóxica e uma limpeza que custará caro para o Estado e para o proprietário do armazém. Já faz algum tempo, os monitores e televisores quebrados, como os amontoados no armazém, estão sendo reciclados de uma maneira rentável. Os grandes funis no interior dessas máquinas – conhecidos como tubos – eram derretidos e transformados em novos. Mas a tecnologia de tela plana tornou os monitores e televisores obsoletos, dizimando a demanda pelo tubo de vidro reciclado e criando o que os especialistas da indústria chamaram de “tsunami de vidro”, à medida que estoques deste material se acumulam ao redor de todo o país. A situação mostrou como pequenas mudanças no mercado de repente podem transformar um produto obsolete e demonstra as dificuldades que os reguladores ambientais federais e estaduais enfrentam ao lidar com essas mudanças rápidas. “Muitas empresas de reciclagem menores estão sobrecarregadas e existe um risco de que elas possam abandonar seus estoques”, disse Jason Linnell da Câmara de Coordenação de Reciclagem de Equipamentos Eletrônicos, uma organização que representa os reguladores ambientais do Estado, fabricantes de eletrônicos e recicladores. Em fevereiro, o grupo enviou uma carta à Agência de Proteção Ambiental para pedir ajuda imediata para lidar com os estoques de vidro que vinham aumentando cada vez mais, muitos dos quais continham chumbo. Com tão poucos compradores do vidro de chumbo dos antigos monitores e televisores, recicladores receberam pagamentos de Estados e empresas de eletrônicos para se livrarem das máquinas antigas. Um pequeno número de recicladores desenvolveram uma nova tecnologia para a limpeza do chumbo do tubo de vidro, mas a maior parte deste lixo está sendo armazenado, enviado para aterros sanitários ou eliminados de outras maneiras que especialistas disseram ser ambientalmente destrutivas. “O problema agora é que a recolha destes resíduos está em alta, mas a demanda para o vidro que vem dele nunca esteve tão baixa”, disse Neil Peters-Michaud, o executivo-chefe da Cascade Asset Management, uma empresa de reciclagem. (Fonte: Portal iG)

Invasão de mosquitos gigantes ameaça verão na Flórida/EUA

Uma praga de mosquitos gigantescos, com tamanho cerca de 20 vezes maior do que o normal, ameaça passar pela Flórida no verão do hemisfério norte, embora especialistas garantam que, salvo a dolorosa picada, não levam perigo algum para a saúde humana. As abundantes chuvas registradas nos últimos meses e os possíveis efeitos da temporada de furacões no Atlântico, que começará em junho, podem intensificar a presença desta espécie de “supermosquito” denominada Psorophora ciliata (também conhecida como galliniper). “Em 2004, tivemos na Flórida muitos mosquitos desta espécie por conta dos furacões, um atrás do outro, e no ano passado também foi registrada uma grande população de gallinipers em consequência da tempestade tropical Debbie”, explicou em entrevista à Agência Efe Phil Kaufman, professor de Entomologia da Universidade da Flórida. “Neste ano não só podemos encontrar de novo a presença abundante deste espécie de mosquito no estado, mas pode ser que inclusive supere a quantidade registrada em 2012, algo que não me surpreenderia em nada”, disse Kaufman. O cientista publicou um estudo através de sua universidade no qual alerta sobre a possibilidade de que uma “nuvem” deste tipo de mosquito de “picada dolorosa” chegue a áreas ao norte dos Everglades – um enorme ecossistema pantanoso subtropical que praticamente ocupa todo o sul da Flórida. “A picada deste mosquito dói de verdade. Posso testemunhar”, disse, aos risos, o cientista, que explicou que “muitas larvas sobrevivem em plantas que flutuam na água onde se desenvolvem”. Além disso, os gallinippers são “onívoros e devoram outras larvas de mosquitos, e inclusive girinos”, acrescentou. De fato, o “supermosquito” fêmea pode perfurar inclusive um tecido fino com seu longo aparelho bucal, e depois a pele para sugar o sangue, o que preocupa os habitantes do sul da Flórida, habitualmente já muito incomodados com a longa temporada de mosquitos tradicionais que condiciona em muitos sentidos a vida diária. No entanto, Kaufman insiste que existem “poucas probabilidades” de que este mosquito, cujo corpo pode alcançar meia polegada de comprimento (12,7 milímetros) e superar em 20 vezes o tamanho dos mosquitos comuns, rivalize com os seres humanos. “A maior parte das pessoas nunca vai se deparar com estes mosquitos, já que vivem em zonas úmidas e rurais”, explica. “Se os mosquitos fossem motocicletas, ele seria a Harley-Davidson”, dado seu “grande tamanho”, indica o especialista em seu estudo. Nele, se chega à conclusão de que é muito provável que ocorra uma praga “muito superior” à que foi vista em 2012, mas tudo dependerá da intensidade das chuvas que caírem na Flórida durante o verão. Segundo Kaufman, as fêmeas deste tipo de mosquito, original do leste da América do Norte, põem seus ovos em lugares úmidos onde as larvas se reproduzem com mais facilidade, especialmente quando as águas transbordam como consequência das fortes chuvas. “Os ovos deste inseto que tem semelhanças com o mosquito-tigre asiático podem permanecer secos e em estado latente, adormecidos, durante anos, até que as águas os abrem”, explicou. Para combatê-los, o cientista aconselha o uso de repelentes que contenham DEET, embora reconheça que, devido ao enorme tamanho, este mosquito possa oferecer mais resistência do que outros menores. Outras medidas preventivas que podem ser tomadas para evitar as picadas no período de verão são usar calça comprida e camisas de manga longa, especialmente quando se está em lugares com água parada após fortes tempestades. O primeiro registro escrito que se guarda da presença deste inseto data de 1897, quando David Flanery publicou um relatório na revista especializada Nature onde descrevia a espécie como um “supermosquito”. (Fonte: Terra)

Avanço do vírus tipo 4 da dengue alerta vigilância sanitária do Distrito Federal

O governo do Distrito Federal (DF) aumentou as ações de combate à dengue e reforçou o alerta à população sobre a necessidade de eliminar os focos do mosquito Aedes Aegypti. A preocupação, segundo as autoridades, é em relação ao aumento da incidência do vírus tipo 4, de circulação recente no país, em regiões próximas. Há uma epidemia de dengue em municípios goianos. De acordo com a secretaria estadual de Saúde de Goiás, somente em Goiânia foram confirmados 36.045 casos de dengue este ano, sendo que 71% correspondem ao tipo 4. A subsecretária de Vigilância à Saúde do Distrito Federal, Marília Cunha, explica que este tipo de vírus pode causar complicações mais graves. “É um vírus que causa complicações mais agressivas, com maiores chances de o paciente ter febre hemorrágica, que pode ser fatal se não for diagnosticada e tratada apropriadamente”, explicou. Ela enfatizou que o governo está concentrando esforços na retirada de lixo, principalmente nas regiões administrativas de Ceilândia, Taguatinga, Sobradinho 2 e São Sebastião, que apresentam os maiores números de casos em 2013. “Estão sendo feitos mutirões todos os dias nessas regiões e reforçadas as ações de conscientização da população. Somente em Taguatinga, na semana passada, foram retirados 15 mil metros cúbicos de lixo de dentro das casas, volume suficiente para encher 12 caminhões de lixo”, disse. De acordo com Marília Cunha, trata-se de uma situação “extremamente preocupante”. Ela ressaltou que cerca de 80% dos focos do mosquito Aedes Aegypti estão dentro das residências. “Por isso é fundamental que a população se envolva nesse combate e separe dez minutos do seu dia para eliminar esses focos”, destacou. A subsecretária de Vigilância à Saúde do Distrito Federal lembrou que foram disponibilizados kits rápidos para diagnosticar a doença em todas as unidades da rede. “Essa é uma boa notícia, porque em 20 minutos é possível conhecer o resultado e, se a doença for confirmada, o paciente sai da unidade [de saúde] para o tratamento. Ele pode ficar sob observação e fazer testes complementares para verificar os órgãos atingidos, evitando complicações”, disse. No estado de Goiás, houve aumento de 682,91% nos casos de dengue notificados até 16 de março, em relação ao mesmo período do ano passado. Até a 11ª semana de 2012, foram confirmadas 9.652 ocorrências. Em 2013, também nas 11 primeiras semanas, os casos somam 75.567. No Distrito Federal, houve 957 confirmações da doença de 1º de janeiro a 20 de março. O número é 75% maior do que o registrado no mesmo período de 2012. (Fonte: Agência Brasil)

Planta medicinal produz pomada que cura o HPV

Barbatimão contra HPV Pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) acabam de desenvolver uma pomada para a cura das verrugas genitais, um dos sintomas mais desconfortáveis do HPV, o papiloma vírus humano. A pomada curou 100% dos pacientes submetidos ao tratamento da doença, em um teste clínico realizado no Hospital Universitário da UFAL. O novo medicamento foi desenvolvido utilizando o extrato de uma planta medicinal bem conhecida da flora brasileira - o barbatimão. Segundo o professor Luiz Carlos Caetano, foi na Zona da Mata de Alagoas onde os pesquisadores encontraram a solução para o tratamento do HPV. "A pomada feita com o extrato das cascas do barbatimão mais comum na nossa região deu o resultado mais eficaz no tratamento dos pacientes. Suas cascas têm coloração mais avermelhada do que as da plantas encontradas na região Sudeste, por exemplo, e foi por ela que seguimos nossos estudos", explicou Caetano. "Vale lembrar que as cascas do barbatimão são uma das mais comercializadas em feiras do mercado fitoterápico de Maceió, sendo utilizadas pela população como agente cicatrizante e anti-inflamatório", acrescentou. Cura das verrugas do HPV Durante cinco anos, 46 pacientes diagnosticados com alguns dos mais de 200 tipos do papiloma vírus humano foram acompanhados no Hospital Universitário. Todos eles passaram por um tratamento de dois meses, utilizando a pomada duas vezes por dia. A substância de origem vegetal age na desidratação das células infectadas, que secam, descamam e desaparecem. "Quando o produto chegar ao mercado será um divisor de águas, porque vamos oferecer um tratamento sem efeito colateral e que já nos abre os caminhos para as pesquisas em pacientes de risco, no combate ao câncer de colo do útero. Esse é o próximo passo", explicou o professor Manoel Álvaro, membro da equipe. O barbatimão é também a base de um medicamento contra o veneno da cobra surucucu. Informações da UFAL BARBATIMÃO Resumo Barbatimão: planta medicinal utilizada há muito tempo pelos indígenas, é encontrada no cerrado brasileiro. Tem ação anti--séptica, cicatrizante, antibacteriana e antifúngica. Nomes Nomes em português: Barbatimão, Iba-timão, barba-de-timão, Uabatimô, casca da virgindade, yba timo (indígena). Nome latim: Stryphnodendron adstringens(Mart.) Coville , Stryphnodendron barbatimam Família Leguminosae-Mimosoidae Constituintes do barbatimão Taninos (ácido gálico, elágico, flobafeno), prodelfinidinas( precursores dos taninos condensados ),galocatequina, epigalocatequina, goma, matéria corante, sacarose e dextrose. Partes utilizadas Casca Propriedades do barbatimão Anti-séptico, cicatrizante, antibacteriano, antifúngico, tripanocida (ainda não comprovado em humanos). Indicações do barbatimão Para uso interno (infusão,chá) - Gastrite, úlcera e dor de garganta. Para uso externo (gargarejo,pulverização do pó, banhos de infusão) - Tratamento de feridas - Hemorróida - Gonorréia - Gengivites - Leucorréia, candidíase, infecções vaginais. Efeitos secundários A ingestão de infusões e extratos de barbatimão em alta dosagem e por um longo período podem levar a irritação gástrica. Contra-indicações Não há registro na literatura de contra-indicação para o uso da casca de barbatimão. Já as vagens e sementes são contra-indicadas para gestantes. Estudo feito com animais mostrou que a ingestão de extrato da semente de barbatimão prejudica a gestação. Interações Desconhecidas Toxicidade Estudo feito com animais mostrou que a administração de extrato de barbatimão em um período prolongado, produz efeitos tóxicos, como diminuição da massa corpórea, involução do timo, aumento da glicose plasmática e aspartato aminotransferase. Preparações à base de barbatimão - Pó, chá, tintura, creme, sabonete íntimo e sabonete convencional. Onde cresce o barbatimão? A árvore do cerrado brasileiro, ocorre do sul do Pará até São Paulo e Mato Grosso do Sul. Observações Além de ser usado para fins medicinais, o barbatimão é muito usado na construção civil, os taninos retirados da casca são empregados no curtume de couros e no artesanato, e das cinzas da madeira é extraído a decoada, que substitui a soda castiça na fabricação de sabão. http://www.criasaude.com.br

segunda-feira, 25 de março de 2013

LEIA É MUITO IMPORTANTE VOCÊ CONHECER A RIQUEZA DO METAL NIÓBIO

Nióbio, Metal Estratégico Está em nosso País a quase totalidade das jazidas conhecidas no Planeta do nióbio, minério essencial para as indústrias aeronáutica e aeroespacial, para a indústria nuclear, inclusive armas e seus mísseis. A atual tecnologia faz o nióbio, graças à sua superioridade substituir metais, como molibdênio, vanádio, níquel, cromo, cobre e titânio, em diversas outros setores industriais. 2. Embora a maioria das pessoas nem saiba o que é nióbio ou para que serve, esse mineral mostra emblematicamente, como o País, extremamente rico em recursos naturais, permanece pobre, além de perder, sem volta, esses recursos, e de se estar desindustrializando, sobre tudo nos setores de maior conteúdo tecnológico. 3. A primarização da economia brasileira é fato confirmado até nas estatísticas oficiais. O Brasil está cada vez mais importando produtos de elevado valor agregado e exportando, com pouco ou nenhum valor agregado, seus valiosos recursos naturais. 4. Isso acarreta baixos níveis salariais no País e também a gestação de crises nas contas externas, cujo equilíbrio sempre dependeu de grandes saldos (que agora estão definhando) no balanço das mercadorias, para compensar o déficit crônico nas contas de “serviços” e de “rendas” do Balanço de Pagamento. 5. O que está por acontecer de novo já ocorreu antes, quando a oligarquia financeira mundial atirou o Brasil na crise da dívida externa de 1982/1987. Os prejuízos decorrentes dessa crise foram grandemente acrescidos com o privilegiamento do “serviço da dívida” no Orçamento Federal, instituído por meio de fraude, no texto da Constituição de 1988. Esse “serviço” já acarretou despesa, desde então, de 6 trilhões (sim, trilhões) de reais, com a dívida pública externa e interna, esta derivada daquela. 6. Tudo isso concorreu para agravamento da situação gerada pelo defeito original do modelo: ter, desde 1954, favorecido os investimentos diretos estrangeiros com subsídios e vantagens maiores que os utilizáveis por empresas de capital nacional. Estas foram sendo eliminadas em função da política econômica governamental. As que restaram tornaram-se caudatárias das transnacionais e de interesses situados no exterior. Vê-se, pois, a conexão entre os grandes vetores de empobrecimento e de primarização da economia nacional 7. O niobio é tão indispensável quanto o petróleo para as economias avançadas e provavelmente ainda mais do que ele. Além disso, do lado da oferta, é como se o Brasil pesasse mais do que todos os países da OPEP juntos, pois alguns importantes produtores não fazem parte dela. Números 8. Cerca de 98% das reservas da Terra estão no Brasil. Delas, pois, depende o consumo mundial do nióbio. A produção, cresceu de 25,8 mil tons. em 1997 para 44,5 mil tons., em 2006. Chegou a quase 82 mil tons. em 2007, caindo para 60,7 mil tons., em 2008, com a depressão econômica (dados do Departamento Nacional de Produção Mineral). Estima-se atualmente 70 mil toneladas/ano. Mas a estatística oficial das exportações brasileiras aponta apenas 515 toneladas do minério bruto, incluindo “nióbio, tântalo ou vanádio e seus concentrados”! 9. Fontes dignas de atenção indicam que o minério de nióbio bruto era comprado no garimpo a 400 reais/quilo, cerca de U$ 255,00/quilo (à taxa de câmbio atual e atualizada a inflação do dólar). 10. Ora, se o Brasil exportasse o minério de nióbio a esse preço, o valor anual seria US$ 15.300.000.000 (quinze bilhões, trezentos milhões de dólares). Se confrontarmos essa cifra com a estatística oficial, ficaremos abismados ao ver que nela consta o total de US$ 16,3 milhões (0,1% daquele valor), e o peso de 515 toneladas ( menos de 1% do consumo mundial). Observadores respeitáveis consideram que o prejuízo pode chegar a US$ 100 bilhões anuais. 11. Mesmo que o nióbio puro seja cotado a somente US$ 180 por quilo, como indica o site chemicool.com, ainda assim, o valor nas exportações brasileiras do minério bruto correspondia a apenas 1/10 disso. O nióbio não é comercializado nem cotado através das bolsas de mercadorias, como a London Metal Exchange, mas, sim, por transações intra-companhias. 12. Há, ademais, um item, ligas de ferro-nióbio, em que o total oficial das exportações alcança US$ 1,6 bilhão, valor mais de 100 vezes superior à da exportação do nióbio e de minérios a ele associados, em bruto. O mais notável é que o nióbio entra com somente 0,1% na composição das ligas de ferro-nióbio. Vê-se, assim, o enorme valor que o nióbio agrega num mero insumo industrial, de valor ínfimo em relação aos produtos finais das indústrias altamente tecnológicas que o usam como matéria-prima. 13. Note-se também que a quantidade oficialmente exportada do ferro-nióbio em 2010 foi 66.947 toneladas. O nióbio entrando com 0,1% implicaria terem saído apenas 67 toneladas de nióbio, fração ínfima da produção mundial quase toda no Brasil e do consumo mundial realizado nas principais potências industriais e militares. Campanha nacional 14. As discrepâncias e absurdos são enormes e têm de ser elucidados e corrigidos. Para isso, há que expô-los em grande campanha nacional, que leve a acabar não só com o saqueio do nióbio, mas também com a extração descontrolada de metais estratégicos e preciosos, sem qualquer proveito para o País, o qual, ainda por cima, fica com as dívidas aumentadas. 15. O desenvolvimento dessa campanha deverá também fazer o povo entender que a roubalheira dos recursos minerais só poderá cessar se forem substituídas as atuais estruturas de poder. Livro para entender o mundo de hoje "Globalização versus desenvolvimento˜" * Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras. abenayon@brturbo.com.br (esta é uma versão modificada e atualizada do artigo “Nióbio a Preço de Banana”, publicado em A Nova Democracia, nº 74, Ano 9, fevereiro de 2011.) Por Adriano Benayon http://www.revistameioambiente.com.br/2011/04/13/niobio-metal-estrategico/

domingo, 24 de março de 2013

Mais da metade da população mundial ainda não tem água de qualidade em casa

Fornecimento de água e de saneamento tem uma prioridade baixa em muitos países em desenvolvimento Ainda que quase 200 países tenham se comprometido a reduzir pela metade, até 2015, o número de pessoas sem acesso sustentável à água potável segura (Objetivo de Desenvolvimento do Milênio 7), o recurso ainda está limitado no mundo. No último Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado pela ONU-Água, os representantes de 28 organizações das Nações Unidas que integram o órgão alertaram que entre 3 bilhões e 4 bilhões de pessoas ainda não têm água encanada de qualidade confiável em seus lares. Nesta sexta-feira (22), comemora-se o Dia Mundial da Água. O documento, divulgado a cada três anos, aponta uma série de pressões sobre o recurso hídrico no planeta. Entre os exemplos figuram a má gestão da água pelos governos e as pressões naturais, produzidas, entre outras causas, pelas mudanças do clima e pelo aumento da população. A expansão demográfica é um dos fatores que impulsionam a demanda por energia, mais água tratada e saneamento no mundo. Estimativas internacionais apontam que a população mundial aumente em 2,3 bilhões de pessoas até 2050, passando dos 6,8 bilhões de habitantes registrados em 2009 para 9,1 bilhões. O crescimento deve ser praticamente todo absorvido nos centros urbanos, em decorrência da migração de pessoas que atualmente vivem nas zonas rurais. E é nas cidades que a pressão pelo acesso à água potável e ao saneamento ainda mantém números mais positivos (94% das pessoas têm fontes melhoradas do recurso). De acordo com o relatório, menos de 90% da população mundial tem acesso a água por meio de fontes melhoradas. A maior parte dessas pessoas está nos grandes centros urbanos. Na zona rural, apenas 76% da população podem contar com essas fontes adequadas dos recursos hídricos. Apesar de ainda “mais bem servida”, a área urbana abriga o desafio constante de manter os níveis de atendimento da população em crescimento. “Se os esforços continuarem no ritmo atual, os aprimoramentos nas instalações da cobertura de saneamento básico aumentarão em apenas 2 pontos percentuais, de 80% em 2004 para 82% em 2015”, mostra o relatório. A estimativa é tímida diante do cenário de deterioração na cobertura de água e do saneamento registrado entre 2000 e 2008, quando o número de pessoas sem acesso às instalações básicas nas cidades aumentou 20%. “O fornecimento de água e de saneamento tem uma prioridade baixa em muitos países em desenvolvimento, nos quais os investimentos em saúde e em educação são frequentemente priorizados”, avaliaram os pesquisadores. De acordo com o relatório, os investimentos em saneamento básico e no acesso à água potável vem se reduzindo, enquanto os custos com saúde aumentam nos mesmos países. Na América Latina e Caribe, onde vivem 581 milhões de pessoas (metade delas no Brasil e no México), os índices de pobreza têm se reduzido continuamente nos últimos 20 anos, mas 30% da população (177 milhões) ainda vivem em situação de pobreza ou de extrema pobreza – condições econômicas nas quais o problema da água tratada e dos esgotos é ainda mais agravado. Dados do Ministério das Cidades mostram que no país a distribuição de água não alcança 81,1% da população e apenas 46,2% dos brasileiros têm saneamento básico. Do total do esgoto gerado no país, apenas 37,9% recebem algum tipo de tratamento. Com os investimentos feitos nos últimos anos as ligações foram ampliadas em 2,2 milhões de ramais de água e 2,4 milhões de ramais de esgotos. O governo tem defendido que a cada R$ 1 investido em saneamento é gerada uma economia de R$ 4 na área de saúde, mas o Brasil se mantinha na nona posição no ranking mundial “da vergonha”, com 13 milhões de habitantes sem acesso a banheiro, segundo estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2010. (Fonte: Agência Brasil)

Cientistas apresentam proposta para objetivos globais sustentáveis

Artigo publicado nesta quarta-feira (20) pela revista “Nature” apresenta uma proposta com seis Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) que deveriam ser cumpridas por todos os países para melhorar, até 2030, a vida da humanidade, preservar os recursos naturais e assegurar uma economia com menos impacto ambiental. A pesquisa, elaborada por um grupo de dez pesquisadores de várias partes do mundo, atende ao chamado da Organização das Nações Unidas (ONU) feito em 2012, durante a Rio+20, conferência que debateu o desenvolvimento sustentável. No encontro, que ocorreu no Rio de Janeiro, ficou acordado que os países participantes fixariam metas (os ODSs) que integrassem formas de combater a degradação dos recursos naturais do planeta, ações contra a pobreza e em favor da igualdade social. Elas entrariam em vigor a partir de 2015, assumindo o vácuo deixado pelos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), que expiram nesta data e abordam temas como a erradicação da pobreza e da fome, o acesso ao ensino universal e a redução da mortalidade infantil. No entanto, a discussão para a criação dos ODSs terá início apenas em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, que acontece em Nova York, nos Estados Unidos. Um grupo de trabalho com 30 membros, incluindo a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, vai preparar um relatório apresentando uma prévia dos objetivos. Meio ambiente não privilegiado – Segundo o artigo da “Nature”, as metas existentes privilegiam mais o combate à pobreza no mundo em vez de abordar com o “mesmo peso” as condições ambientais do planeta. A junção dessas duas preocupações, segundo os estudiosos, “permitiria ao ser humano um desenvolvimento mais próspero”. Para desenvolver os seis ODSs, os pesquisadores levaram em conta estudos científicos feitos até 2009 e que analisaram os sistemas terrestres e como eles são impactados pela mudança climática, a taxa de perda da biodiversidade e a emissão de gases como nitrogênio e ozônio. Também foram analisados fenômenos como a acidificação dos oceanos, a mudança no uso da terra e o uso da água doce no planeta. A partir desses dados, foi elaborada uma lista de seis Objetivos do Desenvolvimento Sustentável que deveriam ser seguidos e cumpridos até 2030. Conheça a proposta: 1 – Vida próspera e formas de assegurar a subsistência humana: Fim da pobreza e melhora do bem-estar através de acesso à educação, emprego, saúde e informação. Redução da desigualdade social enquanto se trabalha em direção ao consumo e produção sustentáveis. Segundo os pesquisadores, deveriam ser instituídas regras dentro da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a manutenção do ar limpo, assegurar as taxas limites de emissões de ozônio e de componentes químicos ou materiais tóxicos. Além disso, deveriam ser criadas práticas para extração de minerais e metais com foco na reciclagem destes materiais. 2 – Segurança alimentar sustentável. Fim da fome e alcance a longo prazo da segurança na produção de alimentos, com distribuição e consumo sustentáveis: Para os estudiosos, deve-se prorrogar a meta de combate à fome criada nos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, adicionando limites para o uso do nitrogênio e do fósforo na agricultura (evitando que sejam enviados para a atmosfera e para o oceano). Além disso, deve-se aumentar a eficiência no setor em 20% até 2020. 3 – Segurança sustentável da água. Acesso universal à água potável e saneamento básico; garantia de eficiência maior na gestão dos recursos hidrominerais: Os cientistas afirmam que é preciso limitar a retirada de água das bacias hidrográficas em não mais que 80% do fluxo médio anual dos rios. 4 – Energia limpa universal. Aumentar o acesso universal à energia limpa, minimizando a poluição e o impacto à saúde, além de reduzir o impacto do aquecimento global: Este objetivo contribui com acordos já feitos entre países que integram as Nações Unidas, que contemplam a implantação de energia sustentável para todos, igualdade de gêneros e acesso à saúde. Além disso, assegura em 50% a chance da temperatura global não subir mais que 2º C nos próximos anos e reduziria entre 3% e 5% ao ano a emissão de gases-estufa até 2030 (totalizando uma queda de até 80% até 2050). 5 – Ecossistemas produtivos e saudáveis. Assegurar os serviços ecossistêmicos e da biodiversidade com uma melhor gestão, restauro e conservação do meio ambiente: A proposta reforça o cumprimento das Metas de Aichi, dentro da Convenção da ONU para a Biodiversidade, que fixa a redução do ritmo de perda dos ecossistemas e prevê a manutenção de, pelo menos, 70% das espécies presentes em qualquer ambiente. 6 – Governança para sociedades sustentáveis. Transformar e adaptar instituições e políticas públicas para aplicar as outras cinco metas já apresentadas: Com este objetivo, seriam eliminados até 2020 subsídios que dão suporte à exploração do petróleo, à agricultura insustentável e à sobrepesca. (Fonte: G1)

Obesidade custa meio bilhão por ano ao SUS

Peso da obesidade As doenças relacionadas à obesidade custam R$ 488 milhões todos os anos aos cofres públicos, segundo o Ministério da Saúde. Dados divulgados pelo Ministério indicam que 25% desse valor destinam-se a pacientes com obesidade mórbida, que custam cerca de 60 vezes mais do que uma pessoa obesa sem gravidade. A pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) que apontou esses valores considerou dados de internação e de atendimento de média e alta complexidades relacionados ao tratamento da obesidade e de outras 26 doenças relacionadas, como alguns tipos de câncer, isquemias cardíacas e diabetes. A obesidade é um fator de risco para a saúde e tem forte relação com altos níveis de gordura e açúcar no sangue, excesso de colesterol e casos de pré-diabetes. "Este é o momento de o Brasil agir em todas as áreas, prevenção e tratamento, atuando com todas as faixas etárias e classes sociais, com um esforço pra quem tem obesidade grave," ressaltou o ministro, durante a apresentação da pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), que rastreou os gastos com obesidade no SUS. Obesidade no Brasil A pesquisa revelou que a proporção de obesos na população brasileira subiu de 11,4% para 15,8% entre 2006 e 2011. Cerca de 21,7% dos brasileiros com idades entre 10 e 19 anos apresentam excesso de peso; em 1970 esse índice era 3,7%. Segundo o relatório, 1,14% das mulheres e 0,44% dos homens apresentam obesidade grave, o que representa 0,8% da população. Ao todo, há 14,8 milhões de brasileiros obesos. O número equivale à quase metade dos obesos dos Estados Unidos. De acordo com Padilha, considerando as pessoas com até oito anos de estudo, o número de obesos é o dobro do verificado entre a população que frequentou a escola por mais tempo. Ele também ressaltou que a maior parte dos obesos está na população mais pobre. Cuidados Prioritários do Sobrepeso e da Obesidade Para tentar combater o problema, o Ministério criou a Linha de Cuidados Prioritários do Sobrepeso e da Obesidade no Sistema Único de Saúde, que define como será o cuidado da obesidade, desde a orientação e apoio à mudança de hábitos até os critérios rigorosos para a realização da cirurgia bariátrica, último recurso para atingir a perda de peso. "Precisamos cuidar da qualidade de vida, oferecer novos caminhos, como alimentação adequada e atividade física. Se as pessoas com obesidade grave ficarem no estado de obesidade, elas já terão melhor qualidade de saúde, poderão reconstruir seus hábitos de vida com uma situação diferente," afirmou o ministro, explicando que o atendimento será de acordo com a realidade de cada pessoa. A pessoa com sobrepeso (IMC igual ou superior a 25) poderá ser encaminhada a um polo da Academia da Saúde para realização de atividades físicas e a um Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) para receber orientações para uma alimentação saudável e balanceada. Atualmente, 82,1% dos 1.888 NASFs contam com nutricionistas, 85,7% com psicólogo e 61,6% com professores de educação física. Toda a evolução do tratamento será acompanhada por uma das 37 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), presentes em todos os municípios brasileiros. Agência Brasil e Ministério da Saúde

Refrigerantes matam 184 mil todos os anos, diz estudo

Um novo estudo calculou em 184.000 as mortes globais por ano associadas ao consumo de refrigerantes e outras bebidas adoçadas artificialmente. Com o crescimento mundial do problema da obesidade, a atenção tem-se voltado cada vez mais para os efeitos danosos do excesso de açúcar ingerido pela população. E os refrigerantes parecem ser os vilões nesse quesito. Morrendo docemente A equipe do Dr. Gitanjali Singh (Universidade de Harvard, EUA) examinou dados de pesquisas que cobrem 60% da população mundial para obter uma imagem global do consumo de bebidas com adição de açúcar. Eles calcularam as taxas de obesidade decorrentes do consumo das bebidas açucaradas e, em seguida, o número de mortes por doenças relacionadas com a obesidade. O resultado é que 184.000 mortes por ano podem ser associadas ao consumo das bebidas açucaradas. O diabetes é responsável por cerca de 70% dessas mortes, enquanto as doenças cardíacas e certos cânceres respondem pelo restante. O estudo mostra apenas uma associação entre mortes e bebidas açucaradas, sem estabelecer uma causalidade explícita. Mas Rachel Johnson, da Universidade de Vermont, que comentou o estudo, afirma que a ideia de uma ligação real é biologicamente plausível. Danos à saúde causados pelos refrigerantes Estudos mostram que os refrigerantes e assemelhados aumentam o risco genético da obesidade, aumentam a pressão arterial e causam superdimensionamento muscular. Mesmo os refrigerantes diet aumentam o risco cardiovascular. Recentemente, médicos britânicos pediram que os refrigerantes fiquem mais caros para inibir o consumo e combater a obesidade O estado de Nova Iorque, nos EUA, chegou a banir as garrafas grandes de refrigerantes, mas a medida está suspensa judicialmente. Os danos potenciais à saúde do consumo exagerado de açúcar são tão grandes que uma equipe norte-americana propôs que o consumo de açúcar seja controlado como ocorre com o cigarro e o álcool. New Scientist

Apenas 67% dos municípios brasileiros controlam qualidade da água

Em todo o país, apenas 67% das cidades dispõem de mecanismos para fiscalizar e avaliar a qualidade da água, informou nesta terça-feira (19) o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto. Segundo ele, a meta é levar o serviço a 70% dos municípios neste ano. Até 2015, a taxa deve chegar a 75% das cidades do país. O que caracteriza o controle é a capacidade de cadastrar as fontes de fornecimento de água e gerar dados de controle e vigilância sobre o serviço de abastecimento. Para Netto, esse desafio se tornará cada vez maior conforme a taxa avançar: “Depois que chegarmos aos 80%, avançar 2 pontos percentuais será um desafio maior do que é agora”. O diretor do Ministério da Saúde participou de um painel sobre saneamento ambiental e promoção da saúde no 4º Seminário Internacional de Engenharia de Saúde Pública, promovido esta semana pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Participante da mesma mesa, o professor do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Léo Heller, destacou a necessidade de se ampliar também a qualidade da distribuição de água, diferenciando cobertura de acesso. “Acesso significa que a pessoa dispõe de um serviço de qualidade, e não apenas da ligação com o sistema de distribuição”, explicou. Segundo Heller, pelos dados do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), 33% da população brasileira não têm acesso à água nos termos mencionados por ele, seja por não estar conectado a um sistema de distribuição ou por não receber água de qualidade. Cerca de 50% não dispõem de tratamento de esgoto. O professor defendeu uma abordagem menos tecnocêntrica nos planos de saneamento, com uma visão mais ampla dos problemas dos locais onde os projetos serão implementados: “É preciso que a percepção da população seja captada. Em grandes investimentos de infraestrutura, se perde essa dimensão, o que compromete os esforços públicos.” Heller elogiou o Plansab, mas afirmou que ele deve moldar o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e não ser moldado por ele: “O PAC prioriza a visão física e perde a visão de política pública. Obra, em si, não é o suficiente. É preciso que seja algo estruturado.” O doutor em engenharia lamentou ainda que alguns projetos que estão sendo preparados com base no Plansab sejam “arcaicos”: “Não basta planejar. O planejamento tem que modificar as decisões futuras. Muitos dos planejamentos que temos analisado infelizmente não farão isso. Podem cumprir as datas estipuladas, mas não vão alterar a tomada de decisões no futuro”. (Fonte: Agência Brasil)

Estudo diz que temperatura 2º C maior aumentaria furacões extremos

Um aquecimento de 2º C na Terra poderá multiplicar por dez a quantidade de furacões de grande intensidade, revelou o estudo de um meteorologista dinamarquês, publicado nesta segunda-feira (18) nos Estados Unidos. “Se a temperatura aumentar um grau, a frequência de furacões extremos aumentará de três a quatro vezes, e se o clima do planeta ficar dois graus mais quente, a quantidade destes fenômenos será dez vezes maior”, afirmou Aslak Grinsted, do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhague. A pesquisa se baseia em um modelo de previsão que leva em conta a evolução das temperaturas no planeta. “Isto significa que haverá um furacão da potência do Katrina a cada dois anos” e não a cada 20 anos como acontece agora, destacou o estudo, publicado pela revista da Academia Americana de Ciências, a PNAS. Pesquisas anteriores já tinham constatado a relação entre a frequência das tempestades tropicais e os furacões com o aquecimento global. O Katrina, um furacão de categoria 5 na escala Saffir-Simpson, a máxima, com ventos de 280 km/h, devastou Nova Orleans em 2005, tornando-se o desastre natural mais caro da história dos Estados Unidos e o quinto mais mortal. “Nosso modelo diz que um aquecimento de apenas 0,4 grau corresponde a uma duplicação da frequência de furacões como o Katrina”, explicou o cientista. Ele destacou, ainda, que o nível dos oceanos vai aumentar com o aquecimento que implica no degelo acelerado das geleiras polares, sobretudo na Antártica. Esta elevação das águas também vai amplificar a potência dos furacões tornando-os potencialmente mais destrutivos. Os ciclones tropicais obtêm energia do calor da superfície do oceano combinada com a evaporação da água. (Fonte: G1)

Nem todas as malárias são iguais

Malária benigna e malária maligna Em razão dos grandes investimentos em pesquisa e desenvolvimento de vacinas realizados por instituições filantrópicas internacionais, avançou-se muito nos últimos anos no conhecimento sobre o Plasmodium falciparum - uma das principais espécies causadoras de malária. Já estudos sobre a espécie Plasmodium vivax - responsável por 85% dos casos de malária registrados no Brasil e 50% dos na Ásia - ficaram relegados a segundo plano. Diferentemente do Plasmodium falciparum, o P. Vivax não causa mortalidade, supostamente não é resistente às drogas e é impossível cultivá-lo em laboratório, o que dificulta a pesquisa de sua biologia. Nos últimos dez anos, no entanto, começaram a surgir no mundo inteiro - inclusive no Brasil - casos de pacientes diagnosticados com malária causada por P. Vivax que começaram a apresentar complicações de saúde e, em alguns casos, chegaram a óbito. A fim de aumentar a compreensão sobre o parasita - até então considerado benigno -, grupos de pesquisa na Austrália, nos Estados Unidos, em Cingapura e no Brasil estão se voltando para seus estudos. Os esforços de pesquisa, no entanto, estão aquém do necessário, alertam os malariologistas. "É preciso aumentar os investimentos em pesquisa sobre Plasmodium vivax porque se sabe pouquíssimo sobre ele no mundo, em parte em razão das dificuldades técnicas para estudá-lo, como a impossibilidade de cultivo," disse Fábio Trindade Maranhão Costa, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Cada vez mais tem aumentado a letalidade do parasita e já foi reportado que ele apresenta quimiorresistência [resistência a fármacos]." Malária está se tornando resistente aos medicamentos Similaridades entre vivax e falciparum De acordo com Fábio, os primeiros casos de agravamento de quadro clínico de pacientes com malária causada por Plasmodium vivax no Brasil foram relatados por pesquisadores da Fundação de Medicina Tropical de Manaus (Amazonas) - cidade que, com Porto Velho (Rondônia) e Cruzeiro do Sul (Acre), é responsável por 20% dos casos de malária no país. De modo a conseguir obter amostras do parasita dos pacientes e poder fazer ensaios no prazo máximo de 48 horas - o tempo de vida do patógeno fora do hospedeiro -, o pesquisador iniciou há quatro anos uma colaboração com o grupo de Manaus. Uma das descobertas feitas pelo grupo foi que, apesar de o Plasmodium vivax ser genética e morfologicamente muito diferente do Plasmodium falciparum, eles possuem algumas características de patogênese similar. Os pesquisadores brasileiros demonstraram que o parasita também tem a capacidade de aderir aos endotélios pulmonar e cerebral e à placenta. "Essa descoberta foi muito importante porque, até então, havia um entendimento de que só o Plasmodium falciparum poderia ter essa capacidade adesiva porque apenas ele é letal", afirmou Fábio. "Percebemos também que, apesar das complicações de saúde causadas por eles serem em um determinado momento parecidas, de modo geral, os fatores que causam essas complicações parecem ser bastante distintos", afirmou. Diferenças entre vivax e falciparum Segundo Fábio, uma das diferenças entre os dois parasitas é que, quando se trata rápido o paciente com malária causada por Plasmodium falciparum, é possível controlar indiretamente a transmissão da doença. Já no caso de malária causada por Plasmodium vivax, não. Dessa forma, é possível diminuir significativamente os casos de malária por Plasmodium falciparum. No caso da doença causada por Plasmodium vivax, não se pode controlá-la na mesma proporção, mesmo se houver um bom atendimento médico. "Isso faz com que no Brasil, onde o atendimento médico vem melhorando ao longo dos anos, a maioria dos casos atuais de malária seja causada por Plasmodium vivax", explicou Fábio. Na Ásia, de acordo com o pesquisador, o Plasmodium vivax é responsável por cerca da metade dos casos de malária na região. A tendência, no entanto, é que ele supere o número de casos da doença por Plasmodium falciparum. "Existe malária causada por Plasmodium vivax, por exemplo, na fronteira entre a Coreia do Norte e a do Sul, ao lado do Japão", disse Fábio. A transmissão do parasita pode ocorrer em temperaturas mais amenas, além de apresentar formas dormentes no fígado. Vacina contra malária Atualmente, o grupo de pesquisadores brasileiros investiga outras características de patogênese do Plasmodium vivax e a relação de alguns aspectos com a biologia do parasita, o que inclui sua infectividade. Algumas das questões para as quais eles pretendem encontrar respostas é qual a relação com a capacidade do parasita aderir aos endotélios pulmonar e cerebral e à placenta e sua biologia. "O Plasmodium falciparum, por exemplo, infecta qualquer célula do sangue. Já o Plasmodium vivax infecta só os eritrócitos jovens, que nós chamamos de reticulócitos", comparou Fábio. Recentemente, os cientistas, em colaboração com colegas de Cingapura, conseguiram desenvolver uma metodologia capaz de fazer com que, quando o parasita rompe a célula consiga penetrar em outro reticulócito. Os resultados do estudo foram publicados na revista Blood e podem auxiliar no desenvolvimento de uma vacina para tratamento da malária causada por Plasmodium vivax. "Algumas das questões que estudamos tem aplicabilidade direta no desenvolvimento de uma vacina que seria capaz de inibir essa penetração do reticulócito pelo Plasmodium vivax e quais moléculas fazem parte deste processo", disse Fábio. Em locais com casos de malária por Plasmodium vivax, a doença é tratada com medicamentos diferentes. No Brasil, o tratamento preconizado é com cloroquina. A droga, no entanto, não é mais utilizada para o tratamento de malária causada por Plasmodium falciparum porque o patógeno apresenta quimiorresistência a ela. "A cloroquina é uma droga barata, conhecida, bem estudada e que, inclusive, tem aplicabilidade contra infecções virais", disse Fábio. "Como ela foi utilizada amplamente no pós-guerra, de maneira não controlada, no entanto, o Plasmodium facilparum apresenta quimiorresistência a ela", explicou. Agência Fapesp

O que é câncer?

A palavra “câncer” tem um poder enorme de causar medo nas pessoas. Embora melhorias no tratamento do câncer e avanços em cuidados paliativos signifiquem que a doença nem sempre leva a uma morte inevitável e dolorosa, ela ainda merece nossa atenção, principalmente porque cerca de um em cada três de nós vai ter algum tipo de câncer durante a vida. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), as estimativas para o ano de 2012 mostram 518.510 casos novos da doença no país. Os tipos mais comuns são câncer de próstata e de traqueia, brônquio e pulmão para os homens, e câncer de mama e de colo de útero para as mulheres. Câncer de colón e reto é o terceiro mais comum para ambos os sexos. A doença O Instituto Nacional de Câncer americano define o câncer como uma doença em que células anormais se dividem sem controle e são capazes de invadir outros tecidos. Nossos corpos contêm mais de 200 tipos diferentes de células, as unidades básicas da vida. Cada uma delas tem funções específicas e está organizada em vários órgãos, como pulmões, fígado, pele e cérebro. Para manter estes órgãos funcionando, as células crescem e se dividem para substituir outras células à medida que estas envelhecem e morrem. O equilíbrio entre o crescimento e a morte celular é normalmente mantido sob rígido controle por uma rede genética incrivelmente complexa. Mutações no DNA dos genes que controlam essa rede podem perturbar esse equilíbrio, causando uma acumulação de células em excesso, que formam um tumor. Se esse tumor se formar em um órgão essencial, tal como o fígado ou pulmões, pode eventualmente crescer o suficiente para comprometer a função desse órgão e nos matar. Mas alguns dos cânceres mais comuns ocorrem em órgãos que não são necessários para nos manter vivos, como seios e próstata. Aqui, os problemas reais geralmente surgem quando as células se disseminam do tumor primário (metástase) para formar tumores secundários em órgãos essenciais. É incrível pensar que uma mutação em qualquer uma das 100 trilhões de células do nosso corpo é tudo o que é preciso para iniciar um tumor. Mutações causadoras de câncer podem ser herdadas, ou induzidas pela infecção por bactérias ou vírus (HPV e HIV) ou por fatores ambientais, como amianto, tabagismo e radiação. Mas a maioria das mutações ocorre provavelmente como resultado de danos no DNA, o que é uma consequência do metabolismo celular normal. É por isso que as estimativas são tão altas e não podemos fugir delas. Fatores da doença e fatores de risco A complexidade é um dos aspectos mais desafiadores da compreensão do câncer e consequente desenvolvimento de terapias. Ao nível molecular, esta complexidade pode ser reduzida a um número relativamente pequeno de princípios subjacentes conhecidos como as características do câncer. Mas quanto mais aprendemos sobre o câncer no nível genético, mais compreendemos que a doença de cada pessoa é singular. Em outras palavras, o câncer não é uma doença única. Mais de 100 tipos diferentes de câncer têm sido descritos utilizando classificações anatômicas – isto é, pelo tipo de órgão ou célula em que são originários (tais como câncer da próstata, de mama, de pele, de pulmão). Mas as características moleculares comuns (como uma assinatura genética particular) estão emergindo como uma maneira muito mais poderosa para determinar o tratamento adequado para cada paciente. Esta mudança de paradigma na terapia do câncer está sendo impulsionada pelo sequenciamento genético e projetos genômicos funcionais que nos dão uma visão sem precedentes sobre a doença no nível genético e molecular. De longe, o maior fator de risco para o câncer é a idade. Simplificando, quanto mais você envelhece, maior suas chances de contrair câncer. Uma longa lista de fatores de risco genéticos e ambientais foi identificada para vários tipos de câncer, mas muitos desses fatores têm efeitos relativamente moderados. Histórico familiar também é um preditor de risco de câncer, mas mutações hereditárias (tais como BRCA1 para câncer de mama) só foram ligadas a um número relativamente pequeno de cânceres. A obesidade também está emergindo como um fator de risco comum para vários tipos de câncer. Os esforços de prevenção de câncer têm sido em grande parte ilusórios, com as notáveis exceções da vacina contra o HPV (para câncer de colo de útero) e taxas de tabagismo reduzidas (para câncer de pulmão). Tratamento Até recentemente, os três pilares do tratamento do câncer eram cirurgia, radiação e quimioterapia. O objetivo de todos os três é o de reduzir a massa tumoral. O primeiro relatório de cura do câncer através de cirurgia apareceu em 1809. A técnica manteve-se como única ferramenta eficaz disponível contra a doença até a primeira metade do século 20. Mastectomia radical para câncer de mama – ainda uma das influências mais profundas sobre cirurgia de câncer – foi realizada pela primeira vez em 1894. O tratamento de radiação foi usado pela primeira vez para curar câncer de cabeça e pescoço em 1928. Tanto a radioterapia quanto a quimioterapia trabalham visando as células cancerosas que se dividem rapidamente com radiação ou substâncias químicas tóxicas, respectivamente. Mas efeitos colaterais ocorrem quando células normais e saudáveis são inadvertidamente alvejadas. As células que revestem o intestino, por exemplo, e folículos pilosos também se dividem rapidamente e, muitas vezes, são vítimas de danos colaterais. Desenvolvimentos mais recentes em terapia contra o câncer vêm na forma de imunoterapia, que utiliza anticorpos ou estimula partes do sistema imunitário para ajudar a combater o crescimento de tumores, bem como tratamentos desenhados especificamente para anormalidades moleculares relacionadas com as características do câncer. Exemplos notáveis de imunoterapia incluem o uso de Herceptin no tratamento de câncer da mama, e Glivec para o tratamento de alguns tipos de leucemia. Mas remédios eficazes não são tão comuns, por isso não se deixe enganar por um vendedor de óleo de “não-sei-o-quê” e outras curas não comprovadas. Tudo, de café a uma dieta alcalina, tem sido apontado como uma cura para o câncer, mas a ciência não apoia tais afirmações. A melhor notícia é que estamos começando a vencer esta doença. E, para alguns tipos de câncer, como câncer testicular e tipos específicos de leucemia, já podemos tratar efetivamente a maioria dos casos. Sobrevida em cinco anos para todos os tipos de doença tem aumentado significativamente nos últimos 20 anos (de 47% em 1982-1987 para 66% em 2006-10), mas esses ganhos não foram consistentes em todos os tipos de câncer. Mais avanços no diagnóstico e tratamento da condição provavelmente continuarão empurrando as taxas de sobrevivência de câncer para cima. O surgimento da medicina personalizada também tem o potencial de alterar completamente a maneira como o câncer é tratado. É provável que nós transformemos o câncer em uma condição gerenciada e tratada como uma doença crônica, de modo que, no futuro, as pessoas morram com, em vez de por causa de, câncer.[MedicalXpress, INCA]

Ibama embarga 2,5 mil hectares de áreas desmatadas para pecuária no oeste do Pará

A quase 2 quilômetros da Terra Indígena do Baú, no distrito de Castelo dos Sonhos, no oeste do Pará, agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) flagraram grupo devastando a floresta ilegalmente. Os desmatadores fugiram pela mata, quando viram o helicóptero do Ibama, deixando duas motosserras e 400 hectares de área destruídos. De acordo com a superintendência do órgão no estado, a intenção dos criminosos era derrubar a mata para criação de gado. A área foi embargada e não será incluída no Cadastro Ambiental Rural (CAR), e por isso não poderá mais ser legalizada. Essa é uma das ações da Operação Onda Verde, iniciada em fevereiro deste ano. Desde o começo da iniciativa, o Ibama embargou 2,5 mil hectares de áreas ilegalmente desmatadas para pecuária na região de Novo Progresso, no oeste do estado. As multas aplicadas até agora somam quase R$ 7 milhões. Os agentes ambientais ainda não autuaram todas as áreas embargadas porque alguns posseiros não foram identificados. Antes da operação, os agentes do Ibama fizeram a primeira apreensão de rebanho na região no final do ano pasasdo. Os fiscais apreenderam 500 cabeças de gado, na ocasião de dono desconhecido, em uma área desmatada e embargada em Novo Progresso. O dono do rebanho, que se identificou depois da apreensão, exigiu a posse dos animais, mas a apreensão foi mantida e os animais doados para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais na região. O superintendente Hugo Américo lembrou que a criação de gado não é permitida em áreas desmatadas ilegalmente e antecipou que outros rebanhos, nessas mesmas condições, serão apreendidos ainda este ano. A Operação Onda Verde será mantida na região até o final de 2013 para combater os desflorestamentos ilegais. No Pará, a ação também ocorre em Anapu e Uruará. Os fiscais também estão divididos em outras três frentes de fiscalização na Amazônia Legal – Mato Grosso, Amazonas e Rondônia. Apenas em Mato Grosso, onde as ações foram intensificadas há 40 dias, os fiscais embargaram quase 4 mil hectares de terra e aplicaram mais de R$ 12 milhões em multas aos responsáveis pelo desmatamento ilegal. (Fonte: Agência Brasil)

Em debate, uso racional da água

O Dia Mundial da Água será celebrado esta semana. A data, 22 de março, vem sendo comemorada há duas décadas, mas os desafios para lidar com a escassez da água acontecem num momento em que as fontes limitadas do planeta estão sob constante pressão exercida pelo crescimento populacional. Por isso, em dezembro de 2010 a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2013 o Ano Internacional das Nações Unidas da Cooperação pela Água. Com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, a Agência Nacional de Águas (ANA), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil e as secretarias de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e de Cultura do Distrito Federal promovem o seminário Água, Comunicação e Sociedade no Ano Internacional de Cooperação pela Água. O evento será realizado na sexta-feira (22/03) à tarde, no Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios, e reunirá especialistas e comunicadores para debater o tema. Gestão de recursos – A meta é divulgar a gestão dos recursos hídricos no Brasil, dar visibilidade a ações de cooperação e mobilização de boa gestão e uso sustentável da água, além de envolver a sociedade nas discussões sobre o crescente desafio para garantir água em quantidade e qualidade para todos. O gerente do Departamento de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Franklin de Paula, destaca que o Brasil, como maior potência hídrica do planeta, ainda tem muitos desafios pela frente. “Enquanto mais de 1,2 bilhão de pessoas não tem acesso à quantidade mínima de água estipulada pela Organização das Nações Unidas (ONU), o país detém 12% de toda água doce disponível no mundo. Só na Região Amazônica estão localizados cerca de 70% dessas fontes” afirma. Para o professor Sérgio Koide, do Departamento de Engenharia Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), outro desafio é a ampliação do saneamento básico. “Cerca de 50% dos esgotos são despejados em estado bruto nos lagos e rios brasileiros. Medidas simples para economizar água nas atividades cotidianas, como escovar os dentes, tomar banho, lavar louças, entre outras, ainda necessitam de campanhas educativas para conscientizar e mobilizar a população”, destaca. Setor Público – Daniel Sant’Ana, professor de Instalações Prediais da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB, com tese de doutorado em Oxford (EUA) sobre o consumo residencial de água no Distrito Federal , acredita em medidas simples para mudar esse cenário. “Os prédios residenciais são exemplos do desperdício de água. A utilização de descargas ultrapassadas e o desconhecimento de métodos simples que poderiam ajudar na reutilização das águas das chuvas para afazeres domésticos, entre outros, também aumentam os custos,” avalia. O seminário é uma oportunidade para repensar essas e outras ações e está aberto a todos os interessados. As inscrições podem ser feitas até o dia 20 de março (quarta-feira) no link http://seminarioagua.ana.gov.br/2013/ . A programação, disponível no site de inscrições, inclui apresentações sobre boas práticas nacionais e internacionais, palestras e atrações culturais. (Fonte: MMA)

Técnicas de preservação permitem plantar e colher em meio à seca no SE

No sertão de Sergipe, a seca impõe sacrifícios. Água encanada é raridade, para matar a sede das famílias e dos animais, a fonte são os açudes e os barreiros, que por causa das chuvas irregulares e mal distribuídas, tornam incerta a lida do agricultor. Mas nem tudo é desolação. Na zona rural de Porto da Folha, no sertão do estado, uma pequena propriedade se destaca na paisagem árida: o ‘Sítio Verde’. Maria Aparecida Graças conhece bem o sofrimento provocado pela seca, mas não se lembra a última vez em que caminhou longas distâncias para conseguir água. No sítio de um hectare, ela guarda trancada com cadeado, duas preciosidades: as cisternas da família para captar água da chuva, que desde que foram instaladas, mudaram completamente a vida da agricultora. Tudo começou há cerca de 10 anos quando Aparecida descobriu que apesar das dificuldades era possível viver de um jeito mais fácil no isolamento da terra seca. Aparecida contou com a ajuda da Asa Brasil, organização não-governamental, que repassa técnicas para as comunidades rurais, ensinando projetos de convivência com a seca. Com as cisternas, Aparecida aprendeu mais do que guardar água, aprendeu a produzir e hoje retira da aridez o alimento de todo dia. Uma cisterna de 16 mil litros é para uso doméstico. Outra maior de 52 mil litros é usada na produção de alimentos e criação de animais, água que deve durar todo o período de estiagem. “Hoje eu me sinto uma agricultora experimentadora e multiplicadora, mostrando como é possível viver no semiárido”, conta. No sítio, outra experiência importante em Sergipe é o biodigestor, equipamento que garante gás de cozinha usando esterco. Tudo se decompõe e vira gás natural, que segue por canos e mangueiras até o fogão. Tudo o que aprendeu, a agricultora repassa para a comunidade. As mulheres criaram uma associação e trocam experiências sobre o aproveitamento da água. (Fonte: Globo Rural)

Energia solar sai caro na casa toda, mas vale para esquentar chuveiro

O custo da energia solar no Brasil ainda é um grande impeditivo da popularização desta fonte de energia limpa. O desconto de 20% na conta de energia elétrica proposto pela presidente Dilma Rousseff no começo deste ano aumentou o tempo de retorno do investimento. Para o consumo médio de residências brasileiras de 250 kWh de energia por mês são necessários oito painéis para abastecer completamente a casa e um custo de instalação médio de 15 a 20 mil reais para a aquisição de painéis solares de silício cristalino e filmes finos, os mais comuns no mercado. A estimativa de retorno do investimento era de até 10 anos, após a redução do preço da energia elétrica em fevereiro deste ano, o retorno financeiro pode demorar um pouco mais, e chegar a 15 anos. Uma sugestão para quem quer economizar é a adoção de painéis solares que se limitam a transformar a energia do sol em calor para esquentar a água do chuveiro. Embora não gerem energia elétrica, esses aquecedores solares têm retorno de investimento em três anos, e são usados para esquentar a água do chuveiro, responsável por consumir 20 a 30% da energia de uma casa. Os cálculos são feitos pelo engenheiro eletricista e mestre em planejamento de sistemas energéticos pela Universidade de Campinas (Unicamp), Bruno Lima. Em outubro do ano passado, Lima apresentou sua dissertação de mestrado, abordando um modelo para Edifícios de Energia Zero (EEZ), responsáveis por gerar toda a energia que consomem, comuns e incentivados na Europa e Estado Unidos. No Brasil, de acordo com o pesquisador, pelo fato do custo da energia para estabelecimentos comerciais ser 50% menor do que para residenciais, a vantagem de adotar o sistema estaria na adoção do marketing verde para promover a empresa. Enquanto a redução de preços dos painéis e a criação de linhas de financiamento não acontecem, uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) que entrou em vigor no final do ano passado pode estimular a aquisição dos painéis. A resolução 482/2012 possibilita o abatimento da conta de energia pela carga excedente gerada, pode funcionar como estímulo para a adoção de uma fonte de energia limpa. Com a nova regra, o consumidor interessado em investir em painéis solares deverá entregar seu projeto à concessionária responsável pela distribuição de energia na região, e aguardar cerca de 90 dias para que sua mini geração seja autorizada. Depois disso, será possível fazer a ligação na rede elétrica. Também serão necessários a compra de inversores de frequência e um novo relógio, que passe a medir a entrada e saída de energia elétrica. De acordo com a pesquisadora do Laboratório de Nanotecnologia e Energia Solar (LNES) da Unicamp, Ana Flávia Nogueira, os preços dos painéis reduzem cerca de 10% ao ano. Ela explica que um dos fatores para o alto custo das células fotovoltaicas no Brasil é a inexistência da produção de semicondutores no país, e o excesso de importações que são feitas para sua montagem. Se a falta de financiamento é um dos principais motivos apontados como entrave para a aquisição de painéis, o avanço das tecnologias traz a promessa de redução dos custos. Segundo o pesquisador do Laboratório de Planejamento Energético (Labplan) da Universidade Federal de Santa Catarina, Ricardo Rüther, existe cerca de mil tecnologias em desenvolvimento na área. Rüther acredita que é necessária uma expansão do uso da energia para o barateamento dos custos. No final do mês, ele lança como projeto do instituto que coordena, o Instituto Ideal, um simulador on-line gratuito, para que interessados possam identificar se a região pesquisada tem uma boa incidência solar e qual será o custo médio de instalação do sistema. Novas tecnologias – Uma das saídas para a redução de custos é o uso de células que utilizam óxido do titânio como semicondutor, incluído entre as tecnologias de terceira geração, sendo esta a linha de pesquisa de Ana Flávia Nogueira desde 1996, dentro do LNES. Segundo Ana Flávia, o principal desafio da pesquisa é transformar a substância condutora de estado líquido para sólido, e aumentar sua eficiência. Outra linha mais recente do laboratório é a pesquisa com células orgânicas, que tem como base o carbono, é uma das promessas para redução de custos dos painéis em todo o mundo. O depósito da patente da tecnologia desenvolvida na Unicamp foi feito no início deste ano, e a pesquisadora acredita que em dois anos será possível produzir células fotovoltaicas a partir deste projeto em larga escala. Há cinco anos, a eficiência de células utilizando óxido de titânio alcançava 7%, hoje chega a 11%, devido ao avanço do uso de novos corantes responsáveis pela captação de luz e uso de novos materiais. O alcance é inferior aos que utilizam semicondutores inorgânicos, que atingem de 12 a 19%. Atualmente, as tecnologias de segunda geração, os filmes finos, que utilizam telureto de cádmio (CDTE), têm alcançado o maior crescimento e eficiência energética. No entanto, o cádmio é conhecido por sua alta toxicidade. O engenheiro químico Agnaldo Gonçalves é menos otimista com relação à redução de preços de células orgânicas e com o uso de óxido de titânio. Na visão de Gonçalves, apesar do grande potencial para se tornarem mais baratas, as células de óxido de titânio ainda são uma novidade, e encontrar fornecedores para os componentes necessários é um desafio. Somente com a produção em larga escala eles conseguiriam alcançar preços mais competitivos, ainda que com uma potência e vida útil inferior aos painéis de silício e outros materiais inorgânicos como o cobre. Gonçalves é um dos sócios de uma empresa incubada chamada Tezca, que atualmente desenvolve pesquisas para lançar painéis solares flexíveis de baixa intensidade para abastecer tablets e celulares. A ideia da criação da empresa surgiu após as pesquisas no LNES, e atualmente as lâminas estão em fase de protótipo. A substituição do vidro como material condutor de energia, que precisa ser importado, por metais – como aço inox – encontrados no Brasil, reduziu cerca de 50% do custo de fabricação. “Essa foi a grande inovação da nossa empresa, porque permitiu baixarmos muito o custo, já não existe mais a necessidade de importar o material.”. Por enquanto, o mesmo não pode ser feito em painéis solares para residências, que exigem uma estrutura mais rígida. Agnaldo Gonçalves prevê o lançamento do seu produto em 2014, mesmo ano em que diversas empresas do mundo devem lançar projetos parecidos. Os principais desafios agora são conseguir uma produção em escala para baixar o custo. Um dos investimentos da empresa será a compra de uma máquina para fabricação das placas por rolo, assim como são produzidos os jornais. (Fonte: UOL)

Plâncton dos mares pode absorver o dobro do CO2 previsto, diz estudo

Um estudo publicado pela revista “Nature Geoscience” neste domingo (17) estima que os micro-organismos que compõem o fitoplâncton nos oceanos em todo o mundo podem absorver até o dobro do carbono previamente calculado. Os cientistas da Universidade da Califórnia em Irvine, nos EUA, modificaram um princípio da ciência marinha conhecido como “proporção de Redfield”, que afirma que da superfície dos oceanos até as profundezas, o fitoplâncton e o material excretado por ele possuem quantidades proporcionais de nitrogênio, carbono e fósforo. Ao estudar os mares, os pesquisadores encontraram diferentes quantidades das substâncias em uma série de regiões. O que conta para a variação da proporção, dizem os cientistas, é mais a latitude do que a profundidade. Eles destacam, em particular, a presença de níveis muito altos de carbono em áreas quentes nos oceanos, próximas à linha do Equador. O estudo sugere que o fitoplâncton nesta região estaria absorvendo mais dióxido de carbono. já que há falta de nutrientes na superfície da água. Em regiões polares, mais ricas em nutrientes, o carbono foi encotnrado em concentrações menores, apontam os cientistas. Sete grandes expedições – Para fazer a análise, os cientistas fizeram sete grandes expedições para recolher água, em locais tão diferentes quanto o Atlântico Norte, próximo à Dinamarca; o mar próximo ao Estreito de Bering; e o oceano que banha ilhas caribenhas. “O conceito de Redfield permanece um dogma central na biologia e na química dos oceanos. No entanto, nós demonstramos que a disposição e a proporção dos nutrientes na regiões de atuação do plâncton não são constantes”, disse Adam Martiny, professor de ciência e ecologia da Universidade da Califórnia, em Irvine, um dos autores da pesquisa. “Nós mostramos, ao contrário, que o plâncton segue um padrão de latitude. Portanto, é preciso rever essa teoria central para a ciência dos mares.”, disse Martiny no estudo. Os pesquisadores sugerem que os modelos de cálculo da presença de dióxido de carbono nos oceanos também precisam ser revistos. (Fonte: Globo Natureza)

sexta-feira, 22 de março de 2013

Conceito de água virtual aumenta alerta sobre escassez

Pesquisadores desenvolveram uma forma de calcular toda a água consumida pelo ser humano. Isso inclui o uso para hidratação e higiene, além do que é utilizado na produção de bens de consumo, o que geralmente não é notado. Você já pensou na quantidade de água que consome? De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cada pessoa gasta em média 39,6 m³ de água por ano (cerca de 110 litros por dia), de forma direta. Esse é o volume considerado para atender às necessidades de ingestão, higiene pessoal, preparação de alimentos e limpeza em geral. Mas o que não se leva em consideração é a água utilizada no processo de produção de tudo que se consome, como alimentos, roupas, livros, carros. Esse consumo indireto é denominado “água virtual” e tem chamado a atenção de especialistas, ao demonstrar que a demanda desse recurso é muito maior do que se imagina, e a velocidade com que a disponibilidade tem diminuído, também. Essa teoria foi introduzida pelo britânico Tony Allan em 1993. Trata-se de uma definição simples, segundo a qual o volume de água utilizado na produção de qualquer bem ou produto, seja de origem animal, vegetal ou mineral, é considerado água virtual. No setor produtivo, a água é dividida em verde (chuva), azul (na superfície e debaixo da terra) e cinza (poluída). Para se ter uma ideia, produzir 1kg de carne bovina demanda 15 mil litros de água. Para 1kg de arroz são necessários 2,5 mil litros, e para uma calça jeans, mais 10 mil. Esses são apenas exemplos de como a quantidade de água de fato usada pelo ser humano é bem maior do que os 110 litros diários estimados pela ONU. Sem mencionar que, se cada pessoa do planeta adotasse o padrão de consumo dos países desenvolvidos, precisaríamos de muito mais água. Só a produção de alimentos demandaria 75% a mais do recurso natural, de acordo com o relatório do Conselho Mundial da Água. Pegada hídrica – Os pesquisadores Arjen Hoekstra e Mesfin Mekonnen, da Universidade de Twente, na Holanda, fizeram um estudo para mapear a “pegada hídrica” de cada indivíduo, empresa, comunidade ou nação. O cálculo do consumo e da poluição diretos ou indiretos da água doce tem o objetivo de auxiliar governos a estabelecer políticas e metas para produção, a fim de racionar o uso global da água. Segundo os cálculos, a média global por pessoa sobe para 1.385 m³/ano de água (cerca de 3.794 litros por dia). Mas este número depende do país e seu padrão de consumo. Em países desenvolvidos, o consumo varia de 1.258 a 2.842 m³/ano, sendo as extremidades representadas por Reino Unido e Estados Unidos, respectivamente. Já em países em desenvolvimento, a diferença é bem maior: a pegada hídrica da República Democrática do Congo é de 552 m³/ano, já a da Mongólia, de 3.775 m³/ano. No Brasil, a pegada per capita é de 2.027 m³/ano. Essa nova forma de medir o consumo de água está sendo discutida pelos governos e é considerada como instrumento estratégico na definição de políticas para o uso da água. Isso poderá ter um grande impacto em países como o Brasil, devido à sua grande produção agrícola, setor que, segundo dados da Unesco, consome 92% da água virtual utilizada no planeta. O comércio virtual de água – A comercialização de recursos hídricos indiretos também deve ser levada em consideração pelos governos e autoridades internacionais. Isso porque quando um país compra algo do exterior, ele também está importando, virtualmente, a água usada no processo de produção. Isso lhe dá a vantagem de poupar seus recursos naturais, em detrimento dos alheios. Uma nação pode usar como estratégia, seja por economia ou por escassez, comprar produtos que demandam maior quantidade de água no processo. Mas no mundo globalizado, todos os países são importadores de água, e a maioria também é exportadora, mesmo as nações que têm pouca disponibilidade desse recurso, a exemplo do Oriente Médio, que exporta alimentos. A expectativa é que haja uma reorganização no comércio internacional da água virtual, levando em consideração sua escassez, o que tornaria possível o uso racional do líquido em escala mundial. Países com bastantes reservas deveriam produzir aquilo que necessita de muita água e então exportar, equilibrando assim o consumo no planeta. De acordo com a publicação de Hoekstra e Mekonnen, 76% do comércio de água virtual está relacionado à produção de vegetais e seus derivados. Produtos de origem animal e industrializados representam 12% cada. O artigo também relata que os maiores exportadores no segmento são os Estados Unidos, China, Índia e Brasil, respectivamente. A lista de maiores importadores traz novamente os EUA em primeiro lugar, seguido de Japão, Alemanha, China e Itália. (Fonte: Terra)

Pesquisadores encontram duas espécies de mosca branca nativas das Américas

No rol das expressões populares, “mosca branca” designa um evento extremamente raro e em geral auspicioso. Para os agricultores, porém, a mosca branca é bem o oposto disso. Trata-se de um inseto que ocorre com relativa frequência e constitui um dos maiores pesadelos para os produtores de hortaliças, plantas ornamentais e outras culturas. O motivo é que, ao se alimentar da seiva da planta hospedeira, a mosca branca ocasiona uma redução em seu vigor, além de induzir anomalias fisiológicas. “Ela também deposita sobre as folhas grande quantidade de secreção açucarada, favorecendo a formação de fungos que impedem a fotossíntese e, assim, afetam o crescimento da planta e reduzem sua produtividade”, disse a professora Renate Krause Sakate, do Departamento de Produção Vegetal da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu. “Além de todos esses problemas, a mosca branca é transmissora de vírus, entre eles os begomovírus e crinivírus, que podem limitar o cultivo de hortaliças como o tomateiro”, disse. Krause Sakate e sua equipe – que, além de orientandos, inclui o professor Marcelo Agenor Pavan, da FCA-Unesp, e o pesquisador doutor Valdir A. Yuki, do Instituto Agronômico (IAC) – concluíram uma pesquisa, apoiada pela FAPESP, na qual constataram a existência de duas espécies do inseto possivelmente nativas no Estado de São Paulo, denominadas New World 1 e New World 2. A descoberta causou surpresa, pois se acreditava que, depois da introdução no país do Biótipo B de mosca branca (espécie Middle East-Asia Minor 1, MEAM1), as espécies previamente existentes haviam sido substituídas ou até mesmo extintas. “Isso porque a MEAM1, que chegou ao país na década de 1990, é altamente invasiva. Em várias partes do mundo, sua entrada promoveu a extinção das espécies locais. Mas, em nossa pesquisa, verificamos a presença da New World 1 e da New World 2 no Estado de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Alagoas. E agora queremos compreender o seu papel na transmissão dos vírus associados à mosca branca”, explicou Krause Sakate. O trabalho, que também contou com a colaboração dos pesquisadores Enrique Moriones e Jesus Navas-Castillo, do Consejo Superior de Investigaciones Científicas, La Mayora, Espanha, foi recentemente publicado no Journal of Applied Entomology, de alto impacto na área. Com o nome científico de Bemisia tabaci, a mosca branca mede de 1 a 2 milímetros. Os adultos têm o dorso amarelo pálido e asas brancas. Como suas asas cobrem quase todo o corpo, o branco se torna a cor predominante, daí a denominação que lhe foi atribuída. A exemplo de outros insetos, seu ciclo de vida compreende quatro fases (ovo, ninfa, pupa e adulto) e sofre influência das condições climáticas e ambientais, principalmente da temperatura, da umidade relativa do ar e da maior ou menor abundância e suscetibilidade das plantas hospedeiras. Sob condições que lhe são favoráveis, com temperatura em torno de 28° C e umidade relativa do ar de 70%, a espécie MEAM1, que é mais vigorosa do que a New World I e a New World II, pode ter de 11 a 15 gerações por ano – cada fêmea colocando de 100 a 300 ovos durante o seu ciclo de vida. A mosca branca é encontrada nos trópicos e subtrópicos de todos os continentes. Acredita-se que tenha surgido na Ásia e se espalhado pela Europa, África e Américas por ação do homem, mediante a disseminação de material vegetal contaminado. No Brasil, suas principais vítimas são o tomate, o feijão, o melão e a batata. Além delas, também a soja, a abóbora, a melancia, hortaliças diversas e plantas ornamentais têm sido afetadas. Sua ação insidiosa se deve ao fato de a mosca branca ser capaz de transmitir mais de 200 espécies de vírus, grande parte deles com significativo impacto econômico na produção de hortaliças. “Os begomovírus, um dos principais transmitidos pela MEAM1, são atualmente os mais importantes limitadores da produção de tomate, além de sua incidência ter sido verificada também em culturas de pimentão e batata. Eles ocasionam redução do crescimento, alterações fisiológicas e produção de frutos isoporizados e com amadurecimento irregular”, disse Krause Sakate. É importante considerar que a distribuição epidemiológica da mosca branca está estritamente relacionada a certas características da agricultura moderna, como a expansão da monocultura e o aumento da utilização de agrotóxicos, além da grande facilidade de o inseto se adaptar aos diversos hospedeiros. O primeiro relato de Bemisia tabaci no Brasil foi feito na Bahia, em 1928; porém, a ocorrência deve ser bem anterior a essa data. Espécies supostamente mais antigas – A espécie invasora MEAM1 é a predominante no Brasil, encontrada tanto em áreas cultivadas como em plantas daninhas. E, até recentemente, toda a pesquisa sobre mosca branca feita no país levava em consideração somente essa espécie. Na nova pesquisa, entretanto, foi feito um amplo levantamento em mais de 40 municípios do Estado de São Paulo e 13 municípios do Estado de Alagoas. Utilizando-se um teste altamente sensível e específico para identificação de espécies, foi verificada a existência da New World 1 e da New World 2. A espécie New World 1 foi encontrada, colonizando jiló (Solanum gilo) e corda-de-viola (Ipomoea sp. ), somente nas regiões de Registro, Iguape e Ilha Comprida, do Estado de São Paulo. Os pesquisadores estimam que ela não desapareceu em virtude do relativo isolamento geográfico dessas localidades em relação a outras áreas agrícolas paulistas. “É possível que a New World 1 seja a espécie que existia no Brasil antes da entrada do Biótipo B. Porém, como não há material preservado dessa época, isto é só uma suposição”, disse Krause Sakate. No Estado de Alagoas, curiosamente esta espécie foi encontrada em plantas de tomateiro. A New World 2 foi frequentemente coletada em amendoim-bravo (Euphorbia heterophylla), uma planta daninha muito comum no campo e que geralmente se encontra infectada por begomovírus. Trata-se do primeiro registro de sua existência no Brasil. Também encontrada na Argentina, ela está presente em diversas localidades do estado de São Paulo e Alagoas. Um fato que surpreendeu os pesquisadores foi as duas espécies supostamente mais antigas terem sido localizadas até mesmo em plantas colonizadas pela MEAM1, indicando a possibilidade de as várias espécies ocuparem o mesmo nicho ecológico. Mais frágeis, as espécies New World 1 e New World 2 foram sempre encontradas em número reduzido. E o seu papel como transmissoras de vírus, principalmente do begomovírus, ainda é desconhecido. Estabelecer esse papel é o foco da continuação da pesquisa, que já está sendo empreendida, sob a orientação de Sakate, pelo mestrando Bruno Rossitto de Marchi, com Bolsa de FAPESP. “Isolamos colônias da espécie New World 2, supostamente mais antiga, as infectamos com o begomovírus, e estamos acompanhando, dia a dia, a reação das plantas hospedeiras, para saber se as espécies são ou não transmissoras”, disse Krause Sakate. (Fonte: Agência Fapesp)

Técnicos do MMA advertem: PNRS deve ser considerado

O Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU), concluiu, nesta sexta-feira (15), a capacitação dos gestores do Maranhão e de Rondônia para a elaboração dos Planos Estaduais de Recursos Hídricos. Os projetos podem ter apoio de até R$ 1,5 milhão do governo federal, com prazo de execução de até 24 meses. A SRHU está preparando estratégias ajudar outros estados que ainda não adotaram providências neste sentido. A elaboração de todos os projetos deve seguir as diretrizes do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNHR), levando em consideração a participação da sociedade e o envolvimento dos respectivos sistemas estaduais, incluindo estratégias de educação ambiental, comunicação e mobilização social. O financiamento é feito pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) criado pela lei nº 7.797 de 10 de julho de 1989, com a missão de contribuir, como agente financiador, por meio da participação social, para a implementação da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA).Trata-se do mais antigo fundo ligado à área ambiental da América Latina e é hoje referência pelo processo transparente e democrático na seleção de projetos. (Fonte: MMA)

Desmatamento na Amazônia cresce 91% no último semestre comparado a 2011, diz ONG

O desmatamento na Amazônia Legal no período de agosto de 2012 a fevereiro de 2013 totalizou 1.351 quilômetros quadrados, o que totaliza um aumento de 91% em relação ao período anterior (agosto de 2011 a fevereiro de 2012), segundo a ONG Imazon. Em fevereiro de 2013, 72% da área florestal da Amazônia Legal estava coberta por nuvens, o que comprometeu a detecção do desmatamento e da degradação florestal para esse mês. Nessas condições foram detectados somente 45 km2 de desmatamento, o que representa uma redução de 58% em relação a fevereiro de 2012. Em fevereiro de 2013, grande maioria (78%) do desmatamento ocorreu no Mato Grosso, seguido pelo Pará (9%), Tocantins (7%), Rondônia (4%) e Amazonas (2%). As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 50 km2 em fevereiro de 2013. Em relação a fevereiro de 2012, quando a degradação florestal somou 95 km2, houve uma redução de 47%. A degradação florestal acumulada no período (agosto 2012 a fevereiro 2013) atingiu 1.091 km2. Em relação ao período anterior (agosto de 2011 a fevereiro de 2012), quando a degradação somou 1433 km2, houve redução de 29%. Em fevereiro de 2013, o desmatamento detectado comprometeu 990 mil toneladas de CO2 equivalente. No acumulado do período (agosto 2012 a fevereiro de 2013) as emissões de CO2 equivalentes totalizaram 74,5 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 73% em relação ao período anterior (agosto de 2011 a fevereiro de 2012). (Fonte: UOL)

Disney compra créditos de carbono para evitar desmatamento no Peru

Pela primeira vez no Peru, a multinacional Walt Disney, a marca mundial de entretenimento, assumiu o compromisso de combater o desmatamento, ao comprar US$ 3,5 milhões em créditos de carbono para evitar a destruição de uma floresta na Amazônia peruana. A área escolhida é a Floresta de Proteção Alto Maio (BPAM), no departamento (estado) de San Martín (nordeste), com 180.000 hectares de extensão, uma região de grande biodiversidade com 23 espécies da fauna e da flora em extinção, e onde vivem 1.500 famílias de camponeses. “Trata-se da primeira área protegida no Peru e em nível mundial que já está vendendo créditos de carbono para atividades que favoreçam a área protegida”, disse à AFP Luis Espinel, diretor da ONG Conservação Internacional (CI), que administra a floresta. “O objetivo que a Disney compartilha é deter o ritmo de desmatamento nesta área natural protegida, que tem uma das mais altas taxas de desmatamento do país”, destacou. O projeto, iniciado em 2009, foi aprovado este ano pelo Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas (Sernanp) e deu lugar à compra, por parte da Disney, dos créditos de carbono mediante o sistema REC (redução de emissões de carbono), informou à AFP Pedro Gamboa, chefe do Sernanp. “O montante aportado pela Disney foi de 3,5 milhões de dólares pela aquisição de 437.500 créditos ao preço de oito dólares por crédito, um preço superior ao seu valor no mercado internacional que é de um dólar”, acrescentou Gamboa ao destacar que cada crédito equivale a uma tonelada de carbono capturada. A totalidade dos recursos obtidos é destinada à sustentabilidade financeira da área protegida. “Com a aquisição de créditos, a Disney de forma voluntária decidiu compensar as emissões de carbono das atividades de entretenimento que realiza em todo o mundo e preferiu fazê-lo em uma área protegida do Peru, onde há população e biodiversidade importante”, explicou Espinel, encarregado da CI. Organismos internacionais certificaram que o desmatamento e a degradação da floresta do Alto Amazonas, provocadas pela entrada de colonos, gera 2,8 milhões de toneladas de carbono em consequência do corte e da queima de árvores por parte de migrantes que chegam dos Andes rumo à selva, disse Espinel. “Com este projeto evitaram que todo esse volume de carbono seja lançado na atmosfera”, acrescentou. Espinel observou que com a verba aportada pela Disney foram elaborados mecanismos de proteção da floresta, como o fortalecimento do controle e na vigilância com um maior número de guardas e melhora da infraestrutura. Um componente importante são os acordos de preservação com as famílias camponesas, mediante os quais elas recebem ajuda para melhorar seus plantios, principalmente de café, têm cozinhas melhoradas, ferramentas, cursos de educação ambiental e outros benefícios “sob a condição de que não incorram em desmatar a área protegida”. Além disso, técnicos agrários percorrem a área semanalmente para dar assistência técnica. “Assinamos 240 acordos com o mesmo número de famílias para se tornarem aliadas no combate às queimadas e à destruição da região”, disse. Gamboa, chefe do Sernanp, enfatizou que “a única forma de proteger a floresta é firmar alianças com as comunidades, dando a elas alternativas técnicas para que possam ter renda e entendam que protegendo a área se beneficiam”. A ONG Conservação Internacional tem um compromisso para agir em Alto Maior por cinco anos, mas o contrato de administração é renovável por 20 anos. “Se deixarmos a floresta, o desmatamento volta, por isso, depois do acordo com a Disney, procuraremos outras empresas para vender os bônus”, afirmou o encarregado da ONU. (Fonte: Terra)

sexta-feira, 15 de março de 2013

RS faz colheita de arroz especial

Representantes do governo federal participam, nesta sexta-feira (15), no assentamento Filhos de Sepé, no município gaúcho de Viamão (a 32 km de Porto Alegre), da abertura da 10ª Colheita de Arroz Agroecológico no Rio Grande do Sul. Produzido de forma ambientalmente correta e sem o uso de agrotóxicos, o grão mobilizou, nesta safra, 439 famílias que vivem em 24 assentamentos da reforma agrária nas regiões de Canoas e Porto Alegre, o que irá resultar em 14,5 mil toneladas de arroz orgânico. Além de gerar emprego e renda para famílias de 15 municípios, a atividade garante um produto que faz bem à saúde humana, seguindo os preceitos da preservação ambiental. Segundo o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Guilherme Cabral, que participará do evento, a iniciativa demonstra que é possível produzir de maneira sustentável, com agregação de valor ao produto, em assentamentos da reforma agrária. “São famílias engajadas com a preservação do meio ambiente que muitas vezes atuam como protetores de áreas ricas em biodiversidade”, destaca Cabral. Ele ressalta, ainda, que a atividade vai ao encontro do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, em discussão pelo governo. “A partir dessa experiência gaúcha podemos replicar a experiência em outros estados”, acrescenta. Característica - Inserido na Área de Proteção Ambiental Banhado Grande, o assentamento Filhos de Sepé produz arroz orgânico há mais de 10 anos. Conhecido como o maior Assentamento Ambientalmente Diferenciado do Rio Grande do Sul, ocupa área de 9,4 mil hectares. Essa característica ambiental faz com que o assentamento seja referência em produção agroecológica, forte também nas atividades de frutas e hortaliças. O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) apoiam diretamente a iniciativa, que também conta com o apoio do Ministério do Meio Ambiente. (Fonte: MMA)

Antes dos efeitos do aquecimento global, 1 bi morrerá pelo cigarro

Como parece que o fim do mundo está gravado na mente humana, as preocupações atuais se concentram nos males que poderão ser ocasionados pelo aquecimento global. Segundo o IPCC, órgão da ONU que monitora as mudanças climáticas, o perigo poderá estar em todo o planeta por volta de 2100, quando a Terra poderá ter uma temperatura média 2º C mais alta. Mas não será preciso esperar pelas incertezas das previsões climáticas. Quem quiser se preocupar com uma catástrofe que tirará a vida de 1 bilhão de pessoas até 2100 basta se lembrar do cigarro. "A única entidade no mundo que se beneficiará se o cigarro for passado para a próxima geração de crianças pobres do mundo será a indústria do cigarro," disse Gregory Connolly, membro de um painel internacional que discutiu o assunto. "Todas as outras indústrias que produzem bens de consumo e serviços vão perder, não se beneficiar, e o mesmo é verdade para as economias das nações pobres e seus cidadãos se o fumo não for banido," acrescenta. Um após o outro, todos os participantes da conferência alertaram sobre a catástrofe mundial com agenda definida - mas que se sucederá lentamente - caso o cigarro não seja definitivamente banido. Os pesquisadores estimam que 100 milhões de mortes nos países desenvolvidos, e 1 bilhão nos países mais pobres, serão causados pelo cigarro até 2100. Segundo pesquisadores do mundo todo, reunidos na Universidade de Harvard (EUA), se as nações do mundo querem realmente enfrentar esse problema para o qual não há incerteza, será necessário: Colocar o controle do tabaco na agenda da ONU e outras agências internacionais; garantir que todos os setores da sociedade trabalhem coletivamente para proteger não apenas a saúde da população, mas também os danos econômicos que o cigarro causa; colocar a saúde como elemento central de qualquer decisão em tratados comerciais que incluam o tabaco; e trabalhar para reduzir a taxa de fumantes para menos de 5% no mundo todo em 2048, basicamente banindo o uso do cigarro. http://www.diariodasaude.com.br

Relatório da ONU prevê ‘catástrofe ambiental’ no mundo em 2050

Apesar dos investimentos de vários países em energias renováveis e sustentabilidade, o mundo pode viver uma “catástrofe ambiental” em 2050, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013, apresentado nesta quinta-feira (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Ao fim dos próximos 37 anos, são estimadas mais de 3 bilhões de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza, das quais pelo menos 155 milhões estariam na América Latina e no Caribe. E essa condição demográfica e social seria motivada também pela degradação do meio ambiente e pela redução dos meios de subsistência, como a agricultura e o acesso à água potável. De acordo com a previsão de desastre apresentada pelo relatório, cerca de 2,7 bilhões de pessoas a mais viveriam em extrema pobreza em 2050 como consequência do problema ambiental. Desse total, 1,9 bilhão seria composto por indivíduos que entraram na miséria, e os outros 800 milhões seriam aqueles impedidos de sair dessa situação por causa das calamidades do meio ambiente. No cenário mais grave, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global diminuiria 15% em 2050, chegando a uma redução de 22% no Sul da Ásia (Índia, Paquistão, Sri Lanka, Nepal, Bangladesh, Butão e Maldivas) e de 24% na África Subsaariana (todos os países ao sul do Deserto do Saara). Mudanças climáticas e pressões – As mudanças climáticas e as pressões sobre os recursos naturais e ecossistemas têm aumentado muito, independentemente do estágio de desenvolvimento dos países, segundo o relatório. E o texto também destaca que, a menos que sejam tomadas medidas urgentes, o progresso do desenvolvimento humano no futuro estará ameaçado. O Pnud aponta, ainda, que os protestos em massa contra a poluição ambiental têm crescido em todo o mundo. Por exemplo, manifestantes em Xangai, na China, lutaram por um duto de águas residuais (provenientes de banhos, cozinhas e uso doméstico em geral) prometido, enquanto na Malásia moradores de um bairro se opuseram à instalação de uma refinaria de metais de terras raras – 17 metais conhecidos como “ouro do século 21″, por serem raros, valiosos e de grande utilidade. O relatório reforça também que as principais vítimas do desmatamento, das mudanças climáticas, dos desastres naturais e da poluição da água e do ar são os países e as comunidades pobres. E, para o Pnud, viver em um ambiente limpo e seguro deve ser um direito, não um privilégio. Além disso, sustentabilidade e igualdade entre os povos estão intimamente ligadas. Desastres naturais em alta – Além disso, de acordo com o texto divulgado nesta quinta-feira, os desastres naturais estão se intensificando em todo o mundo, tanto em frequência quanto em intensidade, causando grandes danos econômicos e perdas humanas. Apenas em 2011, terremotos seguidos de tsunamis e deslizamentos de terra causaram mais de 20 mil mortes e prejuízos aos EUA, somando US$ 365 bilhões (R$ 730 bilhões) e 1 milhão de pessoas sem casas. O impacto mais severo foi para os pequenos países insulares em desenvolvimento, alguns dos quais sofreram perdas de até 8% do PIB. Em 1988, Santa Lucía – localizado nas Pequenas Antilhas, no Caribe – perdeu quase quatro vezes seu Produto Interno Bruto (PIB) por causa do furacão Gilbert, enquanto Granada – outro país caribenho – perdeu duas vezes o PIB em decorrência do furacão Iván, em 2004. Desafios mundiais – O relatório do Pnud ressalta, ainda, que os governos precisam estabelecer acordos multilaterais e formular políticas públicas para melhorar o equilíbrio das condições de vida, permitir a livre expressão e participação das pessoas, administrar as mudanças demográficas e fazer frente às pressões ambientais. Um dos grandes desafios para o mundo, segundo o texto, é reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa. Apesar de os lançamentos de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera parecerem aumentar com o desenvolvimento humano, essa relação é muito fraca, destaca o Pnud. Isso porque, em todos os níveis de IDH, alguns países equivalentes têm uma maior emissão de CO2 que outros. Além disso, pode haver diferenças grandes entre as províncias ou estados de um mesmo país, como é o caso da China. Esses resultados, de acordo com o relatório, reforçam o argumento de que o progresso humano não demanda um aumento no uso de CO2, e que políticas ambientais melhores poderiam acompanhar esse desenvolvimento. Segundo o Pnud, alguns países já têm se aproximado desse nível de desenvolvimento, sem exercer uma pressão insustentável sobre os recursos ecológicos do planeta. Mas responder globalmente a esse desafio exige que todas as nações adaptem suas trajetórias. Os países desenvolvidos, por exemplo, precisam reduzir a chamada “pegada ambiental”, ou seja, quanto cada habitante polui o planeta (como se fosse um PIB do meio ambiente). Já as nações em desenvolvimento devem aumentar o IDH, mas sem elevar essa pegada. Na visão do Pnud, tecnologias limpas e inovadoras podem desempenhar um papel importante nesse processo. Mas, para reduzir a quantidade necessária de emissões de gases de efeito estufa, os países dos hemisférios Norte e Sul têm que chegar a um acordo justo e aceitável para todos, como compartilhar as responsabilidades, informa o relatório. Acordos e investimentos – Na Rio+20, Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro em junho de 2012, foi negociado entre os governos da região da Ásia e do Pacífico um acordo para proteção do maior recife de corais do mundo, o chamado Triângulo de Coral, que se estende desde a Malásia e a Indonésia até as Ilhas Salomão. A área é responsável por fornecer o sustento para mais de 100 milhões de pessoas. Além disso, alguns países estão trabalhando juntos na bacia do Rio Congo para combater o comércio ilegal de madeira e preservar o segundo maior território florestal do mundo. Bancos regionais de desenvolvimento também apresentaram uma iniciativa que conta com US$ 175 bilhões (R$ 350 bilhões) para promover o transporte público e ciclovias em algumas das principais cidades do mundo. Outra parceria envolve a China e o Reino Unido, que vão testar tecnologias avançadas de combustão de carvão. Já os EUA e a Índia firmaram um acordo para o desenvolvimento de energia nuclear na Índia. Alguns países também estão desenvolvendo e compartilhando novas tecnologias verdes. A China, o quarto maior produtor de energia eólica do mundo em 2008, é também a maior fabricante global de painéis solares e turbinas para geração de energia pelo vento. E, na Índia, os investimentos em energia solar aumentaram 62% em 2011, chegando a US$ 12 bilhões (R$ 24 bilhões) – os maiores do planeta. Já o Brasil elevou seus investimentos tecnológicos para energias renováveis em 8%, chegando a US$ 7 milhões (R$ 14 milhões). Promessas – Até 2020, a China também prometeu cortar suas emissões de dióxido de carbono por unidade de PIB em 40% a 45%. E, em 2010, a Índia anunciou reduções voluntárias de 20% a 25%. Além disso, no ano passado, políticos coreanos aprovaram um programa para reduzir as emissões de fábricas e usinas de energia. Na Rio+20, Moçambique anunciou ainda uma nova rota de economia verde. E o México promulgou recentemente uma lei para reduzir as emissões de CO2 e apostar em energias renováveis. No Fórum de Bens de Consumo da Rio+20, as empresas Unilever, Coca-Cola e Wal-Mart – classificadas entre as 20 melhores multinacionais do mundo – também prometeram eliminar o desmatamento de suas cadeias de abastecimento. Além disso, a Microsoft prometeu que em 2012 se tornaria nula em emissões de carbono. E a companhia Femsa, que engarrafa bebidas – como a Coca-Cola – na América Latina, manifestou que obteria 85% de suas necessidades energéticas no México a partir de recursos renováveis. Mas, apesar de muitas iniciativas promissoras, ainda existe ainda uma grande diferença entre as reduções de emissões necessárias e essas modestas promessas, destaca o Pnud. (Fonte: Globo Natureza)