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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Estudo mostra que aquecimento dos oceanos pode provocar desequilíbrio

A revista Science publicou nesta sexta-feira (22) o resultado de uma pesquisa ambiciosa que envolveu cientistas de vários países, inclusive do Brasil. Esse estudo vai ajudar a entender mais sobre criaturas essenciais à vida do planeta, tão importantes quanto as florestas. Parecem seres de outro planeta, mas felizmente estão neste aqui mesmo. Muitos eram desconhecidos até uma expedição cruzar os oceanos. A escuna Tara viajou durante mais de três anos recolhendo vida marinha. Agora, saíram os primeiros resultados: 35 mil espécies de bactérias, cinco mil vírus e 150 mil plantas e criaturas que só têm uma célula. O nome desse universo microscópico é plâncton. Eles representam 90% dos seres vivos dos oceanos e são a base alimentar dos mares, servem de comida para animais maiores. Além disso, produzem metade do oxigênio que respiramos. Se mexer com eles, mexe com o mundo. A principal descoberta dos pesquisadores até agora foi que o aquecimento dos oceanos pode extinguir algumas espécies de plânctons e fazer outras migrarem para locais mais frios ou quentes, provocando um enorme desequilíbrio. “Se esses plânctons tiverem um papel relevante na cadeia alimentar ou uma função importante, as consequências vão ser muito sérias”, diz o chefe da pesquisa. A descoberta também cria oportunidades, como diz um brasileiro que participa do projeto. “Há muito o que explorar, muito o que descobrir, inclusive para novos tipos de produção de energia a partir de algas, de microalgas, novos tipos de remédios, de medicamentos e mesmo de alimentos novos para o ser humano”, conta o diretor de meio ambiente da Fundação Tara, André Abreu. (Fonte: G1)

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